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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pra Você Guardei o Amor

Hoje é um dia especial. Há dois anos um passo foi dado. Um passo que mudou minha vida, de uma forma que eu nem sei explicar.

Na ocasião, uma pessoa que conhece bem perguntou como eu me sentia. Pergunta certíssima, pois quem me conhece sabe o quanto sou resistente a mudanças, o quanto penso antes de qualquer situação, certas vezes até demais. Lembro que respondi: Não sei como me sinto... Era uma sensação de "Será que a 'ficha não caiu?'". Foi algo tão natural para mim, não senti a mudança em minha vida, apenas estava feliz e nada mais. E assim continua, o dia-a-dia, cada minuto. Naturalmente alegre, naturalmente feliz.

Gostaria de compartilhar com vocês uma música do Nando Reis, que é uma marca na minha história. É minha homenagem a ela, é nossa música.



"Pra você guardei o amor
 Que nunca soube dar
 O amor que tive e vi sem me deixar
 Sentir sem conseguir provar
 Sem entregar
 E repartir

 Pra você guardei o amor
 Que sempre quis mostrar
 O amor que vive em mim vem visitar
 Sorrir, vem colorir solar
 Vem esquentar
 E permitir

 Quem acolher o que ele tem e traz
 Quem entender o que ele diz
 No giz do gesto o jeito pronto
 Do piscar dos cílios
 Que o convite do silêncio
 Exibe em cada olhar

 Guardei
 Sem ter porquê
 Nem por razão
 Ou coisa outra qualquer
 Além de não saber como fazer
 Pra ter um jeito meu de me mostrar

 Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar"

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Pós-copa

Estou escrevendo antes da "grande final da copa", assim minhas palavras não ficarão influenciadas pelo resultado. Porém, escrevo após a derrota da seleção brasileira e sua eliminação, mas sem nenhum sentimento de tristeza ou revolta. Na verdade um certo alívio tardio, porque a derrota, e da maneira que foi, pode nos fazer enxergar além da possível alegria de uma conquista.

A copa, o torneio, a seleção, o futebol. A alegria do povo, talvez a única alegria que nosso povo sofrido tem, sem segurança, sem o seu direito de ir e vir garantido, sem educação, sem saúde. A única alegria pode realmente ser o futebol. Por que tantos queriam privar o povo dessa única alegria, ainda mais com uma outrora possível conquista dentro de casa? Porque as conquistas entorpecem. O sentimento de alegria, de conquista é um poderoso entorpecente, não precisa pensar muito para chegar à essa conclusão. E entorpecidos, aqueles que apoiaram as manifestações contra os gastos abusivos da copa poderiam dizer: gastou-se demais, mas ganhamos. Agora, com a derrota, o pensamento provavelmente será: gastou-se tanto e nem ganhamos.

Pode ser que isso engrosse as manifestações, algumas verdadeiras, outras partidárias aproveitando-se da situação e outras igualmente hipócritas. Sim, hipócritas por serem formadas de pessoas que estavam torcendo e vibrando com a seleção e se revoltaram apenas pela derrota.

Talvez o leitor esteja se perguntando se torci contra a seleção nessa copa. Não, não torci contra, mas sinceramente não torci nem a favor. Sou brasileiro e com isso gosto como qualquer um de ver o nome de meu país exaltado no esporte que for, gosto de meu país ser lembrado como vitorioso, mesmo que seja apenas no futebol ou em outro esporte. Mas também sou realista e sei que o time não estava em condições de ganhar. Sou realista para saber desde que começou a se cogitar fazer a copa no Brasil que não tínhamos condições de realizar a copa, não teríamos condições de criar uma estrutura. Demos o "jeitinho" a copa terminou, mas a custa de que? O custo foi simplesmente o conhecimento da verdade. Das verdades.

Não somos imbatíveis no futebol, por isso perdemos sem jogar nada. Nosso futebol se igualou à nossa saúde, educação, segurança. Hoje sabemos que o governo teria sim dinheiro para investir em saúde e educação, teria sim dinheiro para renumerar melhor professores e policiais. O governo teria sim condições de dar a nós brasileiros uma vida digna, como muitos outros países dão a seus habitantes. Bastaria querer, como quis construir estádios onde não tem nem times de futebol, investir em em infraestrutura de estádios e segurança para os turistas-torcedores. A copa serviu para enxergarmos isso, sem a copa continuariam dizendo que não tem dinheiro para investir. Se teve verba para investir na copa, consegue verba para investir no bem estar dos brasileiros. Basta querer, basta perder o medo que o povo se torne culto, que o povo tenha condições de raciocinar no que é realmente melhor para si, para nós.

Apesar da derrota, apesar dos custos abusivos da copa, não saímos perdendo de todo. Que tenhamos aprendido e agora façamos nossa parte nas urnas, e cobrando daqueles que escolhemos e escolhermos para administrar nosso país.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Amigos do dia-a-dia

Algumas coisas não devem ser escritas. De fato certas coisas nem mesmo precisariam ou deveriam ser ditas. Mas algo sempre deve pautar todas as conversas e são confiança e sinceridade. Algumas coisas nunca precisaram ser ditas, questionadas, sequer conversadas, mesmo que com o tempo fosse natural a dúvida.

Quando existe, não preciso repetir minha admiração. Não escondo da mesma forma que prefiro que espero que não seja escondido de mim qualquer sentimento, positivo ou negativo. Com o tempo a gente aprende a lidar com alegrias, tristezas, surpresas e decepções. Tive amigos que se foram por minha culpa, por uma culpa desconhecida e também sem culpa de nenhum dos lados. Falo que sou um pouquinho anti-social, mas na verdade sou seletivo em excesso com amizades, o que afasta algumas pessoas. Sou observador, ouvinte, e opino se tiver certeza que devo. Preciso me sentir a vontade, preciso de confiança para interagir. Preciso que não haja dúvidas, pois aprendi que dedicação é importante, algo que nem sempre tive. Em prol de muitas amizades, aprendi a deixar de lado qualquer descrença, muitas vezes complicando-me por isso.

Não me arrependo. Com o tempo criei o hábito de preferir errar por confiar em quem demostrou que era de confiança do que desconfiar de todos. Melhor assim. Acho que no fim, talvez pela sinceridade de meus atos, os erros tem sido bem poucos.

Mesmo tendo um "q" de anti-social, gosto de conversar, gosto de convívio, gosto de me sentir bem onde vivo, onde passo meu tempo. Sempre tive por todo lado que passei algumas pessoas por quem acabei tendo um apreço maior, que me "ajudava" a tornar o lugar melhor, e isso em todos os ambientes: colégio, cursos, faculdade, estágios, empregos. Hoje sinto falta disso, ainda estou aprendendo a conviver sem.

Alguns dizem ser característica do signo, mas acho pouco provável ser, mas qualquer mudança na rotina sempre me foi difícil. Mudar de colégio, de turma, de emprego. Por um lado é bom, porque toda decisão acaba sendo bem pensada, mesmo que não seja a melhor decisão, sei que foi pensada. Lembro quando mudei de empresa há uns 4 anos atrás; quando fiquei sabendo que havia chegado um telegrama me chamando para fazer os exames médicos, minha primeira reação foi um sonoro: "malditos!". Eu havia feito o concurso há mais de 3 anos, depois disso já tinha feito outro, passado, fui chamado e já estava um ano trabalhando. Uma mudança a vista quando eu já estava ambientado.

Não foi difícil ambientar-me ao outro emprego. Um grupo grande fora chamado ao mesmo tempo, passamos cerca de três meses estudando diariamente no curso de formação e depois sim começou a labuta, que por suas próprias características tais como isolamento, rotinas a serem cumpridas, trabalho de turno e noturno etc, obrigava a mal ou bem uma interação grande entre as pessoas. No geral era um computador para ser dividido por todos o que impedia que as pessoas enfiassem a cara na tela e "ignorassem" o mundo ao redor.

Por isso também senti um bocado nessa mudança. Saí de um lugar ambientado, onde já tinha os elementos "seguros", as pessoas "referência", para entrar em um grupo que já estava fechado, que já se conheciam há bastante tempo. No princípio forcei um pouco para me encaixar, mas forçando eu não era eu. Deixei acontecer, e hoje somos todos uma equipe. Não um grupo, mas uma equipe de elementos que se respeitam e têm zelo, sem que haja uma "referência". Existe proximidades a isso, mas fora da equipe....

Um exemplo disso é que ao contrário de antes, quando almoçava ia em dupla, trio, às vezes em um grupo maior, desde que mudei de emprego, em geral almoço sozinho, não por "culpa" dos outros, mas por minha própria. Me sinto mais a vontade quanto a tempo, lugar... Não sei explicar.

Sinto falta de um "elemento de apoio" fora de casa. Alguém com quem me sinta a vontade para falar qualquer besteira que vier a mente, seja assunto sério ou não. Alguém que eu ouça, e que me ouça. Sinto falta de um amigo do dia-a-dia, como tantos que tive e ficaram em minha vida e como outros que seguiram seu rumo, sem que hoje eu saiba deles. Amigos que me foram tão importantes quanto espero que eu tenha sido para eles.

Estou aprendendo a viver sem... há mais de quatro anos...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Só hoje

Sei que não tem sido comum, um segundo texto na mesma semana, ainda mais no mesmo dia. Mas hoje, estou precisando escrever um pouco mais, desabafar mente e coração.

Diante de tanta necessidade, me faltam as palavras suficientes e precisas para isso. Recorri a uma música cantada pelo Jota Quest, que se chama "Só hoje". Retirei a letra do site : http://letras.mus.br/jota-quest/63462/

Por que escolhi essa música? Porque hoje preciso mesmo de alguém que me faça sentir parte do mundo além de minhas fronteiras, além do "meu infinito particular" como diz Marisa Monte.

Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
(Que te faça rir)

Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar vivo

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre, sempre

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

Deixarei apenas a música por enquanto. Os "desabafos" maiores, vou escrevendo até a próxima semana, e se não publicados antes, estarão no ar na próxima quarta-feira.

Não sei se você criou o hábito de ler os textos toda semana ou se entra ocasionalmente, quando lembra. Mas não preciso dizer que hoje escrevo esse texto para ti, e quando ler, vai ter certeza disso, lembrará de hoje. Só hoje... e sempre.

Amizades

Compartilho com vocês hoje um belo texto de um escritor que conheci alguns anos na Paróquia que passei a frequentar quando me mudei. Que por sinal também era o pároco: Padre José Carlos.

Amizades são como jardins, se não cuidar elas morrem ou perdem seu encanto. Um jardim precisa de cuidados. Quando mais se cuida de um jardim, mais belo e vistoso ele fica. É bom ter ou passear por um jardim. Eles transmitem paz e faz um bem enorme para a alma, como as boas amizades. O jardim é algo tão bom, que Deus, ao falar do paraíso, comparou-o com um jardim, o Jardim do Éden. Para ter um jardim, é preciso empenho e dedicação. O Jardim do Éden foi construído com muito carinho. Carinho divino. Foram seis dias de trabalho, colocando cada coisa no seu devido lugar, e nó final de cada obra criada, Deus via que era bom e se alegrava com o Jardim que estava sendo criado. Os jardineiros, paisagistas ou quem gosta de fazer jardins, experimentam um pouco esse gostinho divino de criar um pedaço do paraíso. Cada gesto na criação de um jardim é um procedimento precioso. É preciso escolher o terreno, preparar o solo, escolher as sementes e semear; as mudas e plantar, depois adubar, regar e, à medida que as plantas vão crescendo é preciso podar, retirar galhos secos, aparar e modelar suas ramagens e, assim o jardim fica belo, dando gosto de ver e de estar ali, junto de um jardim. 

Assim também acontece com as amizades. Elas se assemelham muito a um jardim em alguns aspectos. Embora jardins nós possamos escolher e deixá-los de acordo com nosso gosto, as amizades à gente não escolhe e nem modela. Elas surgem naturalmente na nossa vida, numa ocasião qualquer, sem esperar, sem que nada tenha sido planejado antes. Porém, como as sementes, ou as mudas que irão formar um jardim, as amizades à gente não pode forçar para nascer. Amizades forçadas não duram porque não são amizades. Amizades são plantas nativas na nossa vida. É preciso deixar que elas nasçam e cresçam naturalmente, basta ter um terreno fértil e alguns cuidados. Amizades, depois que brotam, precisam de cuidados como se fossem plantas. Há planta que gosta de pouca água, como as orquídeas, e outras, como os lírios, que gostam de água em abundância. Há plantas que têm espinhos, mas suas flores compensam os espinhos, como, por exemplo, as rosas, e outras que só têm folhas, mas são igualmente bonitas a sua maneira. As amizades, como as plantas, precisam de certos cuidados. Na amizade é fundamental encontrar-se sempre, ou de vez em quando. Se isso não for possível, basta um telefonema, uma carta, um e-mail, um contato para mostrar que a pessoa não foi esquecida e para não sermos esquecidos.

Há amigos que ficamos anos sem se encontrarem e quando se encontram é como se tivessem se encontrado ontem. Essa é uma amizade cultivada a distância. Outros se encontram sempre, e cada vez que se encontram parece que estavam longe havia uma eternidade. São formas diferentes de cultivar amizades. Diferentemente dos jardins, nas amizades é preciso que ambas as partes interajam. Você faz a sua parte e deixa que o outro faça a parte dele. Se houver reciprocidade natural, ali existe uma verdadeira amizade. Porém, essa amizade acaba quando apenas uma parte é amiga. O livro dos Provérbios diz que há amigos que são mais chegados que irmãos (Pr 18,24). Quem é que nunca teve um amigo assim? Esses podem passar o tempo que for, estarão sempre lá, como se fosse alguém da família. Esses amigos são plantas raras nos nossos jardins e também precisam de cuidados.

(Pe. José Carlos Pereira)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Carta 5

Não sei se chegará a ler essa página. Talvez quando ler, você veja os textos mais recentes ou de curiosidade os primeiros e nunca chegue a ler este que deveria ser o único que deverias ler realmente.

Houve tempo em que doces palavras lhe foram escritas, com promessas que tinham mais por objetivo me fazer acreditar que a ti. Eu que precisa crer que esse caminho era o melhor para mim. E entre essas tentativas de crer, entre essa vontade de ser ao mesmo tempo outro e eu mesmo, encontrei você. Mas o tempo, se não o melhor remédio, é um grande amigo para o amadurecimento, e para nos abrir os olhos diante de situações da vida.

Já critiquei, já pedi perdão, já perdoei sem que o mesmo fosse pedido, já agradeci, mas hoje quero apenas esclarecer o ponto em que cheguei. Em certas ocasiões te culpei, crendo que você mudara, ou se apresentara como uma pessoa, mas que com o tempo não se mostrara ser como eu pensava, entre outras inverdades. Você sempre foi você, em cada dia em cada situação, nunca escondeu quem era, ao contrário de mim, que quereria não só parecer, mas ser alguém que eu nunca conseguiria. E de fato você foi o que eu procurava naquele momento, era o espelho não do que eu era, do que eu sou, mas o que gostaria de ser e não podia. E não pude, pelo simples motivo que por mais que eu tentasse, não era eu e nunca eu seria. A pessoa certa para me mostrar que eu estava errado, e no fim a pessoa errada para o “eu certo”.

No fim a ajuda foi mútua, encontrei meu rumo e você o seu. E isso é o que realmente importa. Tem minha gratidão.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Copa 2014

Hoje começa a "tão esperada" Copa do Mundo no Brasil. E muitos já comemoram por motivos diversos.

Alguns, fãs de futebol, comemoram  pelas belas partidas que serão jogadas, com um futebol bonito que já não encontramos em nossos campeonatos. Seleções como Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, Portugal, entre outras, com seus craques mostrarão o espetáculo diverso do futebol europeu. Argentina, Chile, Uruguai, México, mostrarão a força e a garra da América Latina. Camarões, Nigéria, Costa do Marfim jogarão para que o mundo veja que o futebol africano tem força mas também habilidade enquanto Japão, Coréia do Sul, farão o mundo ver que o futebol asiático também tem vez, assim como a Oceania com a Austrália. E claro, os fãs de futebol não esperam a hora para ver o clássico mundial entre Bósnia e Irã.

Quem não gosta de futebol, comemora com os inúmeros dias em que, seja por causa de jogo na cidade ou jogo do Brasil, terão o expediente reduzido, e alguns dias até de folga. E esses, assim como os fãs de futebol, torcem avidamente para que a seleção Brasileira chegue às finais, o que significaria mais dias de folga até lá.

Tem aquelas pessoas que não gostam de futebol, mas gostam da seleção. Não sabem a diferença entre um escanteio e um lateral, não fazem ideia do que é impedimento, mas gostam de ver a seleção jogar. "É a pátria de chuteiras" alguns dizem. Podemos não ter saúde, educação, segurança, mas se a seleção ganhar, está tudo bem...

E, excepcionalmente nessa copa, teremos aqueles que estão comemorando o início da copa para manifestar. Sim, a copa serviu de bode expiatório para grupos políticos se unirem com os manifestantes legítimos e organizarem uma série de protestos contra governo, contra copa, contra o sol, a terra, a lua e tudo que tem direito.

Não sou contra manifestar, concordo que essa copa foi um desperdício de dinheiro que o governo sempre alegou não ter, quando questionado sobre melhores hospitais, escolas, polícia preparada, e melhores salários para os profissionais que realmente importam. Só acho o momento inoportuno, afinal se era para manisfestar, teria que ter começado lá no início, quando fomos escolhidos para sediar a copa, impedir que o dinheiro fosse gasto. Agora que foi, acho que a melhor manifestação seria nas urnas, não votando na mesma corja de sempre, que vive desviando nosso dinheiro para seus bolsos.

"Esta será a Copa das Copas", diz a propaganda. Concordo com isso, tenho certeza que essa copa será inesquecível, não por motivos bons, infelizmente. E no fim, com a derrota da seleção, quem estava a favor vai ficar contra e todos dirão que não valeu a pena o dinheiro gasto, e a bagunça gerada pelo evento...

Vamos ver, e rezar para que tudo termine bem.