Nobre companheiro de batalhas,
Quantas guerras lutamos juntos? Quantas vezes em meio de diversas infantarias, entramos na luta para combater o bom combate e no fim, poucos além de nós restaram? Perdi a conta companheiro, do número de batalhas, o número de vitórias ou derrotas. Hoje, números já não importam.
É tempo de despedida. Foi-se o tempo das batalhas, das guerras e revoluções que lutávamos até o fim. Foi-se o tempo e só sobraram as cicatrizes de lembrança, e elas devem nos bastar. Apenas elas e nada mais.
Não adianta mais saudosismos, as batalhas agora são outras, as frentes são outras, as razões de lutar também, por isso só nos atrasaria tentar manter velhos hábitos de trincheiras passadas. O mundo evolui, os armamentos também, e nossas velhas trincheiras, e tudo que possa haver nelas são inúteis agora.
É hora de partir, fazer como os antigos navegadores e partir em busca de mares nunca antes navegados. Essa é minha vontade, isso devo fazer, já tenho a nau e tripulação completa para tal, e parto ainda hoje, nobre guerreiro.
Quanto a ti, deves seguir teu caminho, teu rumo, combater o bom combate com tua nova equipe; caso ainda não a tenha, busque e encontrará, és um guerreiro experiente, tua liderança pode levar qualquer equipe à vitória. Batalhar sozinho durante um tempo pode parecer agradável, mas com o tempo o peso das batalhas passa a ser um fardo pesado demais para carregar-se só. Descobri isso já nas primeiras guerras, e a partir daí passei a fazer parte de equipes fiéis a nosso regimento. E tenho orgulho e gratidão por ter feito parte de tua equipe diversas vezes. Pude aprender muito, e as cicatrizes não me deixaram esquecer.
Siga teu rumo, seguirei o meu. Guarde apenas o lema do regimento: "No que sempre foi e no que nunca será. Com a benção de Deus, um bom combate sempre lutar".
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Apenas um texto
O texto de hoje não é uma história, nem uma carta, nem uma bela mensagem com destino ou não. O texto de hoje é apenas um texto. Algumas palavras que servem para desopilar a mente, clareá-la, colocar ideias no lugar de quem escreve.
Para o leitor, poderá parecer chato, ou, quem sabe, haja quem se identifique, mesmo não tendo nenhuma coisa concreta escrita. Hoje o escrever é por simples escrever.
Estou cansado. Cansado de coisas que não deveriam mais existir e existem. Vejo pessoas que passam os anos e não mudaram, continuam com as mesmas atitudes.Fico triste com isso, e nesse momento começo a pensar se eu mesmo não faço o mesmo, se não cometo velhos erros sem que perceba, se não tenho atitudes condizentes com o que sou hoje. Devo fazê-lo sim e tantas vezes que mal consigo lembrar ou relacionar. E é bem provável que tais atitudes errôneas afetem mesmo sem perceber pessoas pessoas a meu redor o de meus círculos. Costumo dizer que o que me tranquiliza diante de certos erros é afetar apenas a mim, mas a partir do momento que, mesmo que ninguém perceba, afeta outrem, é hora de mudar radicalmente. Peço perdão aos "afetados por meus erros", e agradeço quem me chama atenção por esses, mesmo que nem sempre a intenção seja milha melhora, isso me ajuda muito. Então meu obrigado a quem me ajuda, mesmo que sem saber.
Já não tenho tempo para remoer tristezas, medos, preocupações com coisas fora do meu alcance. O tempo passa muito rápido, e decidi que só devo mudar aquilo que posso e me adaptar a algumas circunstâncias que aparecem, mesmo que não sejam as ideais. Se for possível e da vontade de Deus, tais situações seguirão seu caminho: ou tornar-se-ão mais agradáveis, ou desviarão de "meus passos". Meu caminho está nas mãos de Deus.
Tenho uma família, que hoje é composta da parte "de nascença" e da parte herdada pela dádiva de meu casamento. E em cada parte, cada pessoa possui características únicas que torna meu relacionamento com cada uma diferente. Não faço distinção quanto a "procedência" de determinado membro da família; há "parentes herdados" que me "dou" melhor do que com alguns "não-herdados". Hoje é tudo família, sem distinção.
Tenho amigos. Poucos mas de qualidade. São como uma família a parte, há membros que vejo ou falo com mais frequência, outros menos, mas isso não faz eu gostar de um e desgostar de outro. Claro que há afinidades diferentes, e isso faz cada pessoa, conhecedora de meu dia a dia ou simples passante.
E isso é a base de meu zelo, graduado em cada esfera de influência: minha família como um todo, sanguínea, herdada, adquirida por amizade. Isso mantém minhas forças e vontade de viver, seguir mesmo diante das dificuldades.
Tenho um emprego, se não é o ideal é o suficiente para viver. E sério, me critiquem, no momento isso me basta. Não sinto ter, no momento, tempo para voos maiores, para passos maiores que meus pés podem dar.
Estudo o que gosto, e me agregará algo sem dúvida.
Posso ter alguns problemas, mas quem não os tem? Pode ser que alguém não goste de mim, que eu desagrade alguém com meu erros e acertos, mas Cristo, sendo Deus e só fazendo o bem, não conseguiu agradar a todos, quem sou eu para ser mais que Ele? Não sou nada.
Apesar das tempestades da vida, sou feliz: tenho um emprego, pessoas que gostam de mim, uma esposa maravilhosa, comida em minha mesa, tenho saúde... No fim tenho o essencial. E usando as palavras de Mário Quintana: "(...) O essencial faz a vida valer a pena. E, para mim, basta o essencial."
Para o leitor, poderá parecer chato, ou, quem sabe, haja quem se identifique, mesmo não tendo nenhuma coisa concreta escrita. Hoje o escrever é por simples escrever.
Estou cansado. Cansado de coisas que não deveriam mais existir e existem. Vejo pessoas que passam os anos e não mudaram, continuam com as mesmas atitudes.Fico triste com isso, e nesse momento começo a pensar se eu mesmo não faço o mesmo, se não cometo velhos erros sem que perceba, se não tenho atitudes condizentes com o que sou hoje. Devo fazê-lo sim e tantas vezes que mal consigo lembrar ou relacionar. E é bem provável que tais atitudes errôneas afetem mesmo sem perceber pessoas pessoas a meu redor o de meus círculos. Costumo dizer que o que me tranquiliza diante de certos erros é afetar apenas a mim, mas a partir do momento que, mesmo que ninguém perceba, afeta outrem, é hora de mudar radicalmente. Peço perdão aos "afetados por meus erros", e agradeço quem me chama atenção por esses, mesmo que nem sempre a intenção seja milha melhora, isso me ajuda muito. Então meu obrigado a quem me ajuda, mesmo que sem saber.
Já não tenho tempo para remoer tristezas, medos, preocupações com coisas fora do meu alcance. O tempo passa muito rápido, e decidi que só devo mudar aquilo que posso e me adaptar a algumas circunstâncias que aparecem, mesmo que não sejam as ideais. Se for possível e da vontade de Deus, tais situações seguirão seu caminho: ou tornar-se-ão mais agradáveis, ou desviarão de "meus passos". Meu caminho está nas mãos de Deus.
Tenho uma família, que hoje é composta da parte "de nascença" e da parte herdada pela dádiva de meu casamento. E em cada parte, cada pessoa possui características únicas que torna meu relacionamento com cada uma diferente. Não faço distinção quanto a "procedência" de determinado membro da família; há "parentes herdados" que me "dou" melhor do que com alguns "não-herdados". Hoje é tudo família, sem distinção.
Tenho amigos. Poucos mas de qualidade. São como uma família a parte, há membros que vejo ou falo com mais frequência, outros menos, mas isso não faz eu gostar de um e desgostar de outro. Claro que há afinidades diferentes, e isso faz cada pessoa, conhecedora de meu dia a dia ou simples passante.
E isso é a base de meu zelo, graduado em cada esfera de influência: minha família como um todo, sanguínea, herdada, adquirida por amizade. Isso mantém minhas forças e vontade de viver, seguir mesmo diante das dificuldades.
Tenho um emprego, se não é o ideal é o suficiente para viver. E sério, me critiquem, no momento isso me basta. Não sinto ter, no momento, tempo para voos maiores, para passos maiores que meus pés podem dar.
Estudo o que gosto, e me agregará algo sem dúvida.
Posso ter alguns problemas, mas quem não os tem? Pode ser que alguém não goste de mim, que eu desagrade alguém com meu erros e acertos, mas Cristo, sendo Deus e só fazendo o bem, não conseguiu agradar a todos, quem sou eu para ser mais que Ele? Não sou nada.
Apesar das tempestades da vida, sou feliz: tenho um emprego, pessoas que gostam de mim, uma esposa maravilhosa, comida em minha mesa, tenho saúde... No fim tenho o essencial. E usando as palavras de Mário Quintana: "(...) O essencial faz a vida valer a pena. E, para mim, basta o essencial."
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
As faces do Anjo
O Anjo veio à Terra e por anos aqui ficou antes que se aventurasse em outro mundo.
Um mundo desconhecido para ele e para qualquer um que se aventure a nele entrar. Nesse mundo nem todos são como parecem, alguns se mostram como são, outras não passam de lobos ferozes em pele de cordeirinhos. Outros, diante de tantas dúvidas e o medo por não saber quem ali se encontra, apenas se ocultam em personagens que lhes dê confiança de caminhar sem medo por essas terras devastadas e talvez hostis.
O Anjo entrou neste mundo sem esperar muito. Viu-se diante de uma infinidade de pessoas, algumas estranhas outras insossas. Teve medo de mostrar sua real face e ser reconhecido por algum louco que ali estivesse posteriormente. Poderia se vestir de um personagem, poderia criar a história que quisesse, ter o rosto que quisesse, a forma física que bem entendesse. Era um anjo, e aquele mundo permitia que qualquer um, anjo ou não fosse quem quisesse.
Por medo, preferiu ocultar apenas sua face, sua "casca" como dizem os anjos, até que sentisse segurança suficiente para se mostrar como realmente era. Mas apenas "a casca" ocultara, sua essência, e o que era não conseguiu ocultar por muito tempo, pois assim era seu jeito angelical, baseado em sinceridade, doação, verdade e confiança. E assim foi construindo um pequeno mundo particular junto a quem, mesmo não sendo anjo, compartilhava dos mesmo princípios.
Porém, sentia-se consumir por ocultar sua verdadeira face, mostrando-se com "cascas" que não expressavam o seu verdadeiro ser. Se por um lado temia a reação de quem estava a seu redor diante da revelação, por outro queria muito terminar com esse sofrimento, esperava o que seria o momento certo, o qual nunca chegava, a ocasião nunca acontecia
Passou o tempo, voou longe dali por vezes, e acreditou que não mais precisaria revelar sua real face, o tempo se encarregaria de afastar de si o mundo particular que criara e quem dele fizesse parte. Por mais que voasse, por mais que por vezes quisesse realmente longe ficar, aquele mundo lhe pertence, precisava dele e de tudo que dele fazia parte, da mesma forma que tudo que ali deixara também precisava do Anjo.
Voltou, para ficar. Deixou para trás os erros e acertos de outrora e voltou, para ficar. Desistiu de lutar consigo mesmo, e mostrou sua essência de forma ainda mais pura e livre, sem medos e sem receios. Livrou-se de suas velhas cascas, através das quais tanto se ocultara, e se mostrou como realmente é.
E nesse momento, encontra um bilhete que há muito fora deixado, mas que devido ao peso que carregava nunca alcançara:
"Anjo, fiel escudeiro e companheiro de caminhar. tua essência plena é o que basta para a existência deste lugar. Pouco importa a face que apresentas. Pouco importa a casca que habitas quando na terra. Tua essência plena e livre é que mantém este mundo intacto e invulnerável. Voe até o mais alto céu, e carregue tudo aqui cultivado contigo. Este é teu pouso seguro."
Suas asas, que há tempos ganhara um peso quase mórbido, recuperaram todo seu vigor e novamente sente-se capaz de alçar voos até o mais longe dos céus. E tem a absoluta certeza que seu pouso está garantido no mundo que seu é. Seu e de todos os que ajudaram a construir. Seres que assim como o Anjo, não desistem de lutar.
Um mundo desconhecido para ele e para qualquer um que se aventure a nele entrar. Nesse mundo nem todos são como parecem, alguns se mostram como são, outras não passam de lobos ferozes em pele de cordeirinhos. Outros, diante de tantas dúvidas e o medo por não saber quem ali se encontra, apenas se ocultam em personagens que lhes dê confiança de caminhar sem medo por essas terras devastadas e talvez hostis.
O Anjo entrou neste mundo sem esperar muito. Viu-se diante de uma infinidade de pessoas, algumas estranhas outras insossas. Teve medo de mostrar sua real face e ser reconhecido por algum louco que ali estivesse posteriormente. Poderia se vestir de um personagem, poderia criar a história que quisesse, ter o rosto que quisesse, a forma física que bem entendesse. Era um anjo, e aquele mundo permitia que qualquer um, anjo ou não fosse quem quisesse.
Por medo, preferiu ocultar apenas sua face, sua "casca" como dizem os anjos, até que sentisse segurança suficiente para se mostrar como realmente era. Mas apenas "a casca" ocultara, sua essência, e o que era não conseguiu ocultar por muito tempo, pois assim era seu jeito angelical, baseado em sinceridade, doação, verdade e confiança. E assim foi construindo um pequeno mundo particular junto a quem, mesmo não sendo anjo, compartilhava dos mesmo princípios.
Porém, sentia-se consumir por ocultar sua verdadeira face, mostrando-se com "cascas" que não expressavam o seu verdadeiro ser. Se por um lado temia a reação de quem estava a seu redor diante da revelação, por outro queria muito terminar com esse sofrimento, esperava o que seria o momento certo, o qual nunca chegava, a ocasião nunca acontecia
Passou o tempo, voou longe dali por vezes, e acreditou que não mais precisaria revelar sua real face, o tempo se encarregaria de afastar de si o mundo particular que criara e quem dele fizesse parte. Por mais que voasse, por mais que por vezes quisesse realmente longe ficar, aquele mundo lhe pertence, precisava dele e de tudo que dele fazia parte, da mesma forma que tudo que ali deixara também precisava do Anjo.
Voltou, para ficar. Deixou para trás os erros e acertos de outrora e voltou, para ficar. Desistiu de lutar consigo mesmo, e mostrou sua essência de forma ainda mais pura e livre, sem medos e sem receios. Livrou-se de suas velhas cascas, através das quais tanto se ocultara, e se mostrou como realmente é.
E nesse momento, encontra um bilhete que há muito fora deixado, mas que devido ao peso que carregava nunca alcançara:
"Anjo, fiel escudeiro e companheiro de caminhar. tua essência plena é o que basta para a existência deste lugar. Pouco importa a face que apresentas. Pouco importa a casca que habitas quando na terra. Tua essência plena e livre é que mantém este mundo intacto e invulnerável. Voe até o mais alto céu, e carregue tudo aqui cultivado contigo. Este é teu pouso seguro."
Suas asas, que há tempos ganhara um peso quase mórbido, recuperaram todo seu vigor e novamente sente-se capaz de alçar voos até o mais longe dos céus. E tem a absoluta certeza que seu pouso está garantido no mundo que seu é. Seu e de todos os que ajudaram a construir. Seres que assim como o Anjo, não desistem de lutar.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Casamento...
Recebi este texto há muito tempo. Não sei quem é o autor, mas hoje por acaso, o encontrei no meio de tantos arquivos. Que ele possa lhe fazer refletir sobre os pequenos detalhes que tornam nossa vida especial e nem percebemos.
Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu m uito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelheci do nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com u ma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunc iando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsiva mente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.
Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu m uito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelheci do nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com u ma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunc iando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsiva mente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.
Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..
quarta-feira, 29 de julho de 2015
O valioso tempo dos maduros
"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!"
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!"
Mário de Andrade
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Três
Essa é uma história em três e ao mesmo tempo três em uma.
Seus personagens se misturam em um só sentido em um só sentimento, que a princípio se desconhecia totalmente e só no fim do terceiro ato se "decifrou". Apesar de falar de três, isso se estende a alguns poucos personagens que não serão citados, mas que igualmente parte de tal aprendizado, tal descoberta.
Para um ponto de partida, pode-se escolher aproximadamente uma década atrás. Na época nada se percebia, fora uma situação normal de um elemento novo em meio a velhos conhecidos. Vindo a aproximação, vem em conjunto a simpatia e com o tempo essa simpatia virou zelo e bem querer. Não sabia o que sentia dentro de si, era algo diferente até então, mas ao mesmo tempo não se importa. Estava bem, se sentia bem, era algo que transmitia paz, ao que se dedicava sem sentir. Poderia almejar ir além, mas não o fez, talvez porque assim tinha de ser e foi. Existem situações que não precisam explicação e essa era uma delas. Existem outras inexplicáveis como desentendimentos que trazem a si uma culpa não compreendida, mas assumida pelo bem de tudo. Pelo bem do que não sabia nomear, mas sabia que fazia bem.
E por querer bem, desistiu de tentar corrigir, apenas retornou ao ritmo normal, e como algo forte que já era, retomou seu rumo sem grandes sequelas, e avançou ao tempo até os dias atuais, mesmo com a distância, apoiado em importantes pilares: confiança e respeito.
Oriunda de época próxima, dessa vez veio de um lugar "distante", tal como uma brisa que primeiro sopra agradável para depois ganhar ares de ciclone e abalar as estruturas. Não acreditava no que começava a surgir, ao mesmo tempo tão semelhante e querendo seguir caminho diverso. Antes que pudesse entender o que começava a sentir, ele já era nomeado, e crescia já sob uma alcunha tão imponente de algo que deveras não conhecia, nunca de fato sentia em tal intensidade e velocidade. Se antes deixara crescer despreocupadamente, agora se planejava passos maiores que os pés. Indas e vindas, acertos e desacertos, desencontros e afastamento longo. Da fogueira intensa e incendiária ficou a brasa que aquecia o coração, não o deixando congelar de vez.
Não queria ser mais quem era. Queria ser outro, queria ser como os outros. Mas furtiva e estúpida ideia; fugir de quem era não era solução, e pouco se suporta tal situação. Em vez de melhorar só traz mais dor. Quer afastar-se de tudo, não quer mais buscar, apenas viver devagar, como um dia depois do outro.
Quando menos espera, alguém com quem outrora já conversara e não dera conta de que estava em situação semelhante a sua: desacreditado em dias melhores, mas vivendo. Desconfiados se aproximaram, e aos poucos começaram a alimentar o que sentiam, ainda receosos das marcas até então sofridas, mas esperançosos de cicatrizar dores passadas. Não eram perfeitos, não tentavam ser, nem exigiam que o outro fosse, só queriam estar ali juntos, construindo cada passo de uma vez.
Com o tempo começou a entender o que sentia ali, tão semelhante a tanto que sentira antes, tão diverso, tão complicado e tão simples. Talvez se entendesse o que sentira desde lá o início, poderia ter atitudes diferentes. Provável que não, o entendimento de hoje é fruto de toda maturidade adquirida errando, acertando mesmo que não entendendo, nem sabendo como agir.
Hoje é grato por cada pessoa que se tornou pilar de uma época, base para o aprendizado de algo tão importante. Três faces de um mesmo sentimento, que não se extingue, apenas se transforma em algo cada vez maior, mais simples e mais puro, cada um de um jeito diferente, como diferente são as pessoas, e inúmeras seriam as faces, de inúmeras intensidades e características, se inúmeros fossem os personagens. Somos diferentes. Graças a Deus.
Para um ponto de partida, pode-se escolher aproximadamente uma década atrás. Na época nada se percebia, fora uma situação normal de um elemento novo em meio a velhos conhecidos. Vindo a aproximação, vem em conjunto a simpatia e com o tempo essa simpatia virou zelo e bem querer. Não sabia o que sentia dentro de si, era algo diferente até então, mas ao mesmo tempo não se importa. Estava bem, se sentia bem, era algo que transmitia paz, ao que se dedicava sem sentir. Poderia almejar ir além, mas não o fez, talvez porque assim tinha de ser e foi. Existem situações que não precisam explicação e essa era uma delas. Existem outras inexplicáveis como desentendimentos que trazem a si uma culpa não compreendida, mas assumida pelo bem de tudo. Pelo bem do que não sabia nomear, mas sabia que fazia bem.
E por querer bem, desistiu de tentar corrigir, apenas retornou ao ritmo normal, e como algo forte que já era, retomou seu rumo sem grandes sequelas, e avançou ao tempo até os dias atuais, mesmo com a distância, apoiado em importantes pilares: confiança e respeito.
Oriunda de época próxima, dessa vez veio de um lugar "distante", tal como uma brisa que primeiro sopra agradável para depois ganhar ares de ciclone e abalar as estruturas. Não acreditava no que começava a surgir, ao mesmo tempo tão semelhante e querendo seguir caminho diverso. Antes que pudesse entender o que começava a sentir, ele já era nomeado, e crescia já sob uma alcunha tão imponente de algo que deveras não conhecia, nunca de fato sentia em tal intensidade e velocidade. Se antes deixara crescer despreocupadamente, agora se planejava passos maiores que os pés. Indas e vindas, acertos e desacertos, desencontros e afastamento longo. Da fogueira intensa e incendiária ficou a brasa que aquecia o coração, não o deixando congelar de vez.
Não queria ser mais quem era. Queria ser outro, queria ser como os outros. Mas furtiva e estúpida ideia; fugir de quem era não era solução, e pouco se suporta tal situação. Em vez de melhorar só traz mais dor. Quer afastar-se de tudo, não quer mais buscar, apenas viver devagar, como um dia depois do outro.
Quando menos espera, alguém com quem outrora já conversara e não dera conta de que estava em situação semelhante a sua: desacreditado em dias melhores, mas vivendo. Desconfiados se aproximaram, e aos poucos começaram a alimentar o que sentiam, ainda receosos das marcas até então sofridas, mas esperançosos de cicatrizar dores passadas. Não eram perfeitos, não tentavam ser, nem exigiam que o outro fosse, só queriam estar ali juntos, construindo cada passo de uma vez.
Com o tempo começou a entender o que sentia ali, tão semelhante a tanto que sentira antes, tão diverso, tão complicado e tão simples. Talvez se entendesse o que sentira desde lá o início, poderia ter atitudes diferentes. Provável que não, o entendimento de hoje é fruto de toda maturidade adquirida errando, acertando mesmo que não entendendo, nem sabendo como agir.
Hoje é grato por cada pessoa que se tornou pilar de uma época, base para o aprendizado de algo tão importante. Três faces de um mesmo sentimento, que não se extingue, apenas se transforma em algo cada vez maior, mais simples e mais puro, cada um de um jeito diferente, como diferente são as pessoas, e inúmeras seriam as faces, de inúmeras intensidades e características, se inúmeros fossem os personagens. Somos diferentes. Graças a Deus.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Iris
E eu desistiria da eternidade para tocá-la
Pois sei que você me sente de alguma forma
Você é o mais próximo do paraíso que chegarei
E eu não quero ir para casa agora
Somos eternos e a eternidade nos pertence. O que nos une é eterno como eternos são os dias, eterna são nossas almas. E nessa eternidade de nossa curta existência terrestre, eu sinto cada passo, cada pensamento como se meu fosse. O paraíso nos espera, não estamos nada perto, estamos caminhando e o construindo a cada dia. E o que construirmos será a morada eterna de nossas almas, de nossos sentidos.
E tudo que eu posso sentir é este momento
E tudo que eu posso respirar é sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso acabará
E eu não quero sentir sua falta esta noite
Cada momento como se fosse único. Assim vivemos assim temos de viver. Reféns do mundo a nossa volta, reféns de nós mesmos e libertos para sermos tudo e nada. O começo e o fim, o alfa e o ômega. Respire fundo, sua vida seus sonhos, seus planos, isso ninguém poderá lhe tirar. O que conquistou é teu, mora em ti e isso não acaba.
E eu não quero que o mundo me veja
Porque não creio que eles entenderiam
Quando tudo estiver destruído
Eu só quero que você saiba quem eu sou
O mundo... Ah! O mundo! Tão cruel e bondoso ele pode ser ao mesmo tempo. O mundo de julgamentos, o mundo de nossas próprias convicções e crenças. O mundo que julgamos ser o certo. O mundo que nos ensinaram ser o certo. O mundo que a nossa volta que não entende o que se passa dentro de nós, que se explica e complica, nos confunde e exalta. Que o mundo venha a baixo se preciso for. Eu sei quem sou. Eu sei quem és. Não esqueci a face de meu pai.
E não dá para lutar contra lágrimas que não vêm
Ou o momento da verdade em suas mentiras
Quando tudo parece como nos filmes
Sim, você sangra apenas para saber que está vivo
E em meio a tudo você chora, confuso, indeciso, inato. Sem lágrimas. O choro é interno, a tristeza sem sentido aparente, mas dentro você sabe porque. Seu consciente esconde mas no fundo você conhece a razão dos sorrisos e lágrimas que ninguém vê. Você sabe cada palavra, verdade escondida em suas mentiras, cada mentira oculta em suas palavras. Nossa vida não é um filme. Não temos roteiro, não temos refilmagem de cenas que não gostamos. É cada dia, cada tempo. E isso também passa, as alegrias e tristezas e você nem sabe mais se está vivo. E no fim o que sentes, dor ou alegria é que prova que você está vivo. Mais que o sangue que corre em tuas veias....
Pois sei que você me sente de alguma forma
Você é o mais próximo do paraíso que chegarei
E eu não quero ir para casa agora
Somos eternos e a eternidade nos pertence. O que nos une é eterno como eternos são os dias, eterna são nossas almas. E nessa eternidade de nossa curta existência terrestre, eu sinto cada passo, cada pensamento como se meu fosse. O paraíso nos espera, não estamos nada perto, estamos caminhando e o construindo a cada dia. E o que construirmos será a morada eterna de nossas almas, de nossos sentidos.
E tudo que eu posso sentir é este momento
E tudo que eu posso respirar é sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso acabará
E eu não quero sentir sua falta esta noite
Cada momento como se fosse único. Assim vivemos assim temos de viver. Reféns do mundo a nossa volta, reféns de nós mesmos e libertos para sermos tudo e nada. O começo e o fim, o alfa e o ômega. Respire fundo, sua vida seus sonhos, seus planos, isso ninguém poderá lhe tirar. O que conquistou é teu, mora em ti e isso não acaba.
E eu não quero que o mundo me veja
Porque não creio que eles entenderiam
Quando tudo estiver destruído
Eu só quero que você saiba quem eu sou
O mundo... Ah! O mundo! Tão cruel e bondoso ele pode ser ao mesmo tempo. O mundo de julgamentos, o mundo de nossas próprias convicções e crenças. O mundo que julgamos ser o certo. O mundo que nos ensinaram ser o certo. O mundo que a nossa volta que não entende o que se passa dentro de nós, que se explica e complica, nos confunde e exalta. Que o mundo venha a baixo se preciso for. Eu sei quem sou. Eu sei quem és. Não esqueci a face de meu pai.
E não dá para lutar contra lágrimas que não vêm
Ou o momento da verdade em suas mentiras
Quando tudo parece como nos filmes
Sim, você sangra apenas para saber que está vivo
E em meio a tudo você chora, confuso, indeciso, inato. Sem lágrimas. O choro é interno, a tristeza sem sentido aparente, mas dentro você sabe porque. Seu consciente esconde mas no fundo você conhece a razão dos sorrisos e lágrimas que ninguém vê. Você sabe cada palavra, verdade escondida em suas mentiras, cada mentira oculta em suas palavras. Nossa vida não é um filme. Não temos roteiro, não temos refilmagem de cenas que não gostamos. É cada dia, cada tempo. E isso também passa, as alegrias e tristezas e você nem sabe mais se está vivo. E no fim o que sentes, dor ou alegria é que prova que você está vivo. Mais que o sangue que corre em tuas veias....
(Música Iris - Goo Goo Dolls)
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