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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Nênia por um povo ferido


Isso passou a ser um problema cíclico. Sempre em época de eleições nos vemos no dilema de quem escolher... Vereadores, prefeito, governador, deputados, senadores, presidente... Sempre o mesmo: amargurados com as notícias de quem escolhemos nos roubou, pegou o dinheiro suado de nosso trabalho apenas para suas própria benesses... "O povo que  elegeu que sofra durante meu mandato, faço um agrado antes das eleições, convenço que sou o menos ruim e continuo".- devem pensar muitos deles.

Estamos às vésperas do primeiro turno de mais uma eleição, e o sentimento que tenho é esse: farei minha parte, escolhendo o que julgo ser o melhor dentre as opções para o povo. Mantendo minha tradição, deixarei para escolher o menos ruim no segundo turno.

As opções não são boas, para nenhum dos cargos. Vendo as opções, só penso nessa música, muito bem composta pelo Pe Zezinho, scj. E peço que Deus tenha piedade de nós, e nos mande um dia pessoas melhores.








É teu povo
Que não sabe
Mais o que fazer
Já não sabe
Mais a quem seguir


Enganado, injustiçado
E sem ninguém
Confiou e foi traído
Pelos grandes


Tem piedade de nós Senhor
Tem piedade do teu povo
Confiamos e mentiram
Para nós
Manda-nos profetas
Manda gente honesta
Manda novos líderes, Senhor
Estes de agora não nos amam...
Estes de agora não nos amam...


É teu povo
Que não sabe
Mais o que esperar
Já não sabe
Mais em quem votar
Trapaceado e explorado
E sem ninguém
Confiou e foi traído
Lá nas urnas


Tem piedade de nós Senhor
Tem piedade do teu povo
Confiamos e mentiram
Para nós
Manda-nos profetas
Manda gente honesta
Manda novos líderes, Senhor
Estes de agora não nos amam...
Estes de agora não nos amam...

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Tudo é do Pai


Música bela, interpretada no link abaixo pelo Pe Fábio de Mello, que enriquece a música com um belíssimo testemunho.











Eu pensei que podia viver, por mim mesmo
Eu pensei que as coisas do mundo
Não iriam me derrubar
O orgulho tomou conta do meu ser
E o pecado devastou o meu viver

Fui embora, disse ao Pai, dá-me o que é meu!
Dá-me a parte que me cabe da herança
Fui pro mundo
Gastei tudo
Me restou só o pecado
Hoje eu sei que nada é meu
Tudo é do Pai

(refrão)
Tudo é do Pai
Toda honra e toda glória
É dele a vitória
Alcançada em minha vida
Tudo é do Pai
Se sou fraco e pecador
Bem mais forte é o meu Senhor
Que me cura por amor. (bis)


Composição: Frederico Cruz

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Estamos estranhos, cada vez mais

Este belo texto é de autoria do Pe. Fábio de Melo, e foi publicado em 12 jan 2017.

O trago, em meio a tantas confusões que tem havido, tantas disputas, tantos desentendimentos entre amigos, entre familiares. Uma ânsia em defender os indefensáveis, que ignoram essa massa que se estapeia... Deixarei essas críticas para um texto posterior. Por hoje, apreciemos esse texto que tanto nos diz.


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Sinto vergonha de mim

Infelizmente esse texto é muito contemporâneo. E assim me sinto, diante de tantas pessoas manifestando sua "escolha " para as eleições que e avizinham. Pessoas que se dizem cristãs, que se dizem religiosas, defendendo com unhas e dentes candidatos que pregam a morte como solução, o preconceito como normalidade, a falta de moral como sua moral.

Sinto vergonha de mim, percebendo que tantas pessoas que parecem ser de bem defendendo o que é mal, sem um argumento além de repetir as palavras inflamadas de seus candidatos. Ou as palavras opacas e pueris dos mesmos. Tenho vergonha por ver gente que defende o retrocesso, a entrega do nosso patrimônio e segurança aos interesses privados de uma minoria e aos interesses internacionais.

Infelizmente, esse belíssimo texto, é muito atual. Abaixo o texto e no vídeo recitado de maneira emocionante pelo Sr Brasil, Rolando Boldrin (aos impacientes, avancem o vídeo para o segundo minuto).





Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o ‘eu’ feliz a qualquer custo,
buscando a tal ‘felicidade’
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos ‘floreios’ para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre ‘contestar’,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!

(texto de Cleide Canton)

‘De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto’.

Trecho de um discurso proferido por Rui Barbosa em 1914, no Senado Federal.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Crônicas de Mago - Capítulo 4

- O senhor está bem? Não ia nos contar suas histórias?

Só depois que uma criança chama sua atenção, Mago se dá conta que não contara nenhum história até então, apenas ficara em devaneios em sua mente, recordando alguns fatos e personagens.

- Você está certo - afirmou Mago - Até agora não contei nada do que prometi. Mas contarei e começarei com algo bem peculiar que talvez nem saiba explicar. Quem sabe vocês não me ajudam?

Animadas as crianças voltam a sentar-se em volta daquele senhor de aparência centenária, que até então parecia estar em transe.

- Ser chamado de Mago ainda me é estranho. Poucas vezes fui realmente chamado assim, apesar de tal alcunha ser bem antiga. A primeira vez que fui chamado assim foi durante minhas andanças no árido deserto, logo após meu período  de crescimento e meditação. Conheci um andarilho chamado Frei, que me deu essa alcunha.

Nunca fiz magia, mas minhas atitudes sempre pareceram magia até para mim. Paciência, mesmo diante de situações intoleráveis; silêncio em meio ao barulho com único intuito de não aumentá-lo. Mas isso não era magia, nem qualidade, era um sério defeito que me levou a adoecer de tanto acumular dentro de mim.

Com o tempo, mesmo sem agir com magia, todos passaram a se referir a mim como Mago, muitas histórias contadas de minhas andanças e fico feliz em contar um pouco dessas histórias para vocês, enquanto a chama da vida ainda crepita em mim.

Continua

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Incompletos - parte 4

Hoje já não vejo, não ouço, não leio não sei.

Talvez desde que o domo quebrou, nunca se passou tanto tempo assim: silêncio, vazio, ausência.

Não que seja muito diferente de outras ocasiões, porém dessa vez  não há o esvaziamento constante. No entanto não cabe a tristeza dos dias "perdidos", tampouco a exaltação das conquistas derivativas. Cabe primeiro a gratidão.

Gratidão completa pela vida, desde o seu princípio até os dias que nem vieram ainda. Gratidão pelo presente, passado e futuro. Pelo tombos tomados, as cicatrizes que ficaram, as lágrimas derramadas, as dores sentidas, as perdas tão dolorosas. Gratidão por tudo que não entendemos, pois é fácil ser grato pelos momentos agradáveis da vida, é fácil lembrar de agradecer as vitórias, exaltar as maravilhas de Deus quando tudo está bom, de acordo, agradável.

É. É fácil, assim como também o é maldizer e questionar quando as dores vem, quando tudo começa a dar errado. Quando a tristeza quer nos fazer esquecer as bênçãos.

Sou um abençoado, por diversos motivos e ao mesmo tempo sou culpado por diversas vezes esquecer-me disso. Mas sou humano e isso acaba sendo meu ponto fraco.

Por muito tempo não queria ser e me comportava como se não fosse. Era mais fácil parecer insensível inerte e intocável a tudo e a todos. Com isso acumulei muita coisa dentro de mim, e hoje sinto as consequências, que são bem pesadas e dolorosas. De certa forma também não maldigo o tempo de introspecção. Era até agradável estar só mesmo quando acompanhado, ou caminhar a esmo sem rumo durante algumas horas. Porém em outros momentos, guardar era muito ruim, e adoecedor.

Hoje ouço o silêncio e acho ele acolhedor, pois não é o silêncio da ignorância e sim o da paz.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Crônicas de Mago - Capítulo 3

Tudo que ocorrera até então fora uma mera introdução para a verdadeira história que começaria a partir dali. Todos os personagens e situações que vivera até esse momento não passaram de uma mera preparação para tudo que estava por vir.

Mago iniciou seu caminho de andarilho, passou por povoados e pouco a pouco foi agregando conhecimento, experiências e sabedoria. Em cada povoado conhecida pessoas diferentes que de certa forma mudariam sua história e sua forma de ver o mundo. Muitas histórias já contadas, outras ainda fazem parte de sue acervo pessoal.

Alegrias e decepções. Um aprendizado de como ser e não ser, de como acreditar, desacreditando, confiar desconfiando. Esse foi o desfecho das interações com Usurpador, história já contada. Triste, mas útil a sua vida, a tudo que viveria depois. No mesmo povoado que conhecera Usurpador, tivera contato com outras pessoas que ao longo do tempo viriam a se tornar peças importantes de crescimento para Mago. Talvez dentre tantas pessoas, duas praticamente "opostas" retratem bem o leque de aprendizados naquele povoado.

Rosa e Fogo

Rosa e Fogo eram semelhantes e ao mesmo tempo opostas.

Mago não conheceu Rosa, não de uma vez só. Aos poucos foram dividindo espaços de aprendizado e se aliaram para juntos conquistarem algumas batalhas. E criaram um elo que foi além daquele povoado e até hoje, mesmo se passado anos, ambos sabem o aprendizado adquirido e que se algum dia um precisar, o outro estará ali para ajudar. Ou mandar tudo pro espaço mesmo.

Rosa fazia Mago lembrar de uma pessoa que conhecera em outro povoado, com quem se dera tão bem que manteve contato até sua idade avançada. Parente era uma pessoa que poderia ficar anos sem sequer se falar, mas na primeira conversa a sensação era de que o tempo não fizera nenhuma diferença. E poucas foram as pessoas na vida de Mago que provocaram tal reação.

Já Fogo foi inicialmente discriminado por um grupo. Seu comportamento e bom desempenho nos testes de campo geravam dúvidas sobre os métodos utilizados para suas conquistas. Mago desconhecia os métodos, mas permitiu-se aproximar para entender o que ali se passava. Mal entendimentos a parte, formou-se ali uma aliança pelo fim daquela batalha, e o aprendizado que aparências enganam muito.

Continua