Em tempos em que, por causa do filme, a música e o Queen estão sendo relembrados, republico essa imagem muito legal que encontrei no site "Tudo Kibado". Aconselho a verem a imagem ouvindo a musica Bohemian Rhapsody do Queen. Quem não a tem, pode deixar rolar o áudio daqui. Curtam e se divirtam com essa bela música.
Opiniões, comentários e assuntos do momento, diretamente da cabeça de um escritor errante porque não para no meio do caminho e também erra.
Translate
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Incompletos - parte 5
Confiança. Certas vezes é algo bom, mas em alguns casos pode ser mortal.
Eu estava confiante. Já fizera aquilo muitas vezes, inclusive nos dias anteriores. Ali seria apenas mais uma repetição do mesmo, além de que eu possuía todos os recursos necessários, em caso de algum problema.
E o problema surgiu. E em poucos segundos passei da tranquilidade ao desconhecimento, e no caso o desconhecimento poderia ser fatal. Não sei ao certo como começou, só lembro da escuridão total e nos segundos seguintes já não conseguia respirar. Tomei um impulso, buscando o ar que me faltava e sentia uma pressão no meu peito que não permitia o ar de entrar. Tentei sair do lugar, mas parecia que nem me movia.
E da confiança ao desespero foi algo que não passou de um minuto. E por alguns segundos imaginei que seria meu fim. Um doce fim, talvez da forma e ambiente que "mais agradasse". Forma? Forma tola e desnecessária. E o tempo precoce em demasia.
Da mesma forma que caí no esquecimento total, tudo voltou a tona: eu sabia sair da situação, só precisa respirar um pouco que fosse a cada passo, por mais que a pressão no peito impedisse.
Segui, e agora percebia que me movia, devagar, mas o necessário. Sem folego, mas não sem forças, parava, retomava o ar e prosseguia, pouco a pouco. Não sei quanto tempo durou o processo, mas depois senti que minhas forças voltavam cada vez mais, até que eu chegasse de volta a confiança que perdera.
Confiança sim, mas com segurança. Basta estar calmo e certo.
Eu estava confiante. Já fizera aquilo muitas vezes, inclusive nos dias anteriores. Ali seria apenas mais uma repetição do mesmo, além de que eu possuía todos os recursos necessários, em caso de algum problema.
E o problema surgiu. E em poucos segundos passei da tranquilidade ao desconhecimento, e no caso o desconhecimento poderia ser fatal. Não sei ao certo como começou, só lembro da escuridão total e nos segundos seguintes já não conseguia respirar. Tomei um impulso, buscando o ar que me faltava e sentia uma pressão no meu peito que não permitia o ar de entrar. Tentei sair do lugar, mas parecia que nem me movia.
E da confiança ao desespero foi algo que não passou de um minuto. E por alguns segundos imaginei que seria meu fim. Um doce fim, talvez da forma e ambiente que "mais agradasse". Forma? Forma tola e desnecessária. E o tempo precoce em demasia.
Da mesma forma que caí no esquecimento total, tudo voltou a tona: eu sabia sair da situação, só precisa respirar um pouco que fosse a cada passo, por mais que a pressão no peito impedisse.
Segui, e agora percebia que me movia, devagar, mas o necessário. Sem folego, mas não sem forças, parava, retomava o ar e prosseguia, pouco a pouco. Não sei quanto tempo durou o processo, mas depois senti que minhas forças voltavam cada vez mais, até que eu chegasse de volta a confiança que perdera.
Confiança sim, mas com segurança. Basta estar calmo e certo.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Crônicas de Mago - Capítulo 5
Houve um tempo em que meus passos eram curtos, bem menores que minha mente, que pairava sobre um longo espaço desconhecido. Sentado ou mesmo caminhando uns poucos metros, minha mente fluía de tal maneira que milhares de quilômetros poderiam ser percorridos em um espaço de tempo bem inferior ao imaginável.
Sempre fui andarilho, não é a toa que assim me chamam, mas não apenas pelos passos físicos, mas sobretudo pelo tanto que caminhei sem sair do lugar. Só quem o faz consegue entender tal coisa. Difícil explicar os meandres da mente que me permitiam isso, tal como é difícil explicar o estar só, mesmo quando acompanhado, algo comum para mim durante um tempo.
Hoje sinto que estou velho e já não consigo dar tanto passos quanto antes. Se meu corpo já não tem a mesma energia, minha mente parece acompanhar a falta de forças, e parecer ainda mais cansada.
Poderia sentar aqui e contar um monte de histórias, de vitórias, derrotas, desertos enfrentados, pessoas encontradas... Mas tudo seria uma grande falácia, porque seria um misto de verdades e ficções criadas para "ligar os pontos", que só possuem conexão em minha mente ou em mente de iguais.
Estranho usar essa expressão "mente de iguais". Dá uma falsa presunção de ser melhor que os outros, alguém mais evoluído ou algo do tipo. Na verdade, é exatamente o oposto: sou um simples andarilho, chamado de Mago, mas que não possui magia alguma além de ser um humano como outro qualquer. Talvez alguém de "mente igual" seja simplesmente alguém que compartilha da mesma loucura que eu, e nada mais.
Talvez essa loucura venha de tempos longínquos que nem eu tenho noção suficiente. Já me disseram que sou uma "alma velha", muito vivida em muitas vidas. Não faz parte de minha crença, prefiro pensar ser esta simplesmente uma característica de criação de meu ser: a inconformidade literal do pensamento exposto ao paradoxo da existência física do ser pensante.
Preciso retornar as caminhadas por desertos e regiões habitadas, mesmo que bem mais devagar do que outrora. Meu ser precisa disso para sobreviver e não enlouquecer. Minha alma precisa tanto quanto minha mente.
Preciso ler mais. Voltar a ler muito mais...
Sempre fui andarilho, não é a toa que assim me chamam, mas não apenas pelos passos físicos, mas sobretudo pelo tanto que caminhei sem sair do lugar. Só quem o faz consegue entender tal coisa. Difícil explicar os meandres da mente que me permitiam isso, tal como é difícil explicar o estar só, mesmo quando acompanhado, algo comum para mim durante um tempo.
Hoje sinto que estou velho e já não consigo dar tanto passos quanto antes. Se meu corpo já não tem a mesma energia, minha mente parece acompanhar a falta de forças, e parecer ainda mais cansada.
Poderia sentar aqui e contar um monte de histórias, de vitórias, derrotas, desertos enfrentados, pessoas encontradas... Mas tudo seria uma grande falácia, porque seria um misto de verdades e ficções criadas para "ligar os pontos", que só possuem conexão em minha mente ou em mente de iguais.
Estranho usar essa expressão "mente de iguais". Dá uma falsa presunção de ser melhor que os outros, alguém mais evoluído ou algo do tipo. Na verdade, é exatamente o oposto: sou um simples andarilho, chamado de Mago, mas que não possui magia alguma além de ser um humano como outro qualquer. Talvez alguém de "mente igual" seja simplesmente alguém que compartilha da mesma loucura que eu, e nada mais.
Talvez essa loucura venha de tempos longínquos que nem eu tenho noção suficiente. Já me disseram que sou uma "alma velha", muito vivida em muitas vidas. Não faz parte de minha crença, prefiro pensar ser esta simplesmente uma característica de criação de meu ser: a inconformidade literal do pensamento exposto ao paradoxo da existência física do ser pensante.
Preciso retornar as caminhadas por desertos e regiões habitadas, mesmo que bem mais devagar do que outrora. Meu ser precisa disso para sobreviver e não enlouquecer. Minha alma precisa tanto quanto minha mente.
Preciso ler mais. Voltar a ler muito mais...
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Nênia por um povo ferido
Isso passou a ser um problema cíclico. Sempre em época de eleições nos vemos no dilema de quem escolher... Vereadores, prefeito, governador, deputados, senadores, presidente... Sempre o mesmo: amargurados com as notícias de quem escolhemos nos roubou, pegou o dinheiro suado de nosso trabalho apenas para suas própria benesses... "O povo que elegeu que sofra durante meu mandato, faço um agrado antes das eleições, convenço que sou o menos ruim e continuo".- devem pensar muitos deles.
Estamos às vésperas do primeiro turno de mais uma eleição, e o sentimento que tenho é esse: farei minha parte, escolhendo o que julgo ser o melhor dentre as opções para o povo. Mantendo minha tradição, deixarei para escolher o menos ruim no segundo turno.
As opções não são boas, para nenhum dos cargos. Vendo as opções, só penso nessa música, muito bem composta pelo Pe Zezinho, scj. E peço que Deus tenha piedade de nós, e nos mande um dia pessoas melhores.
É teu povo
Que não sabe
Mais o que fazer
Já não sabe
Mais a quem seguir
Enganado, injustiçado
E sem ninguém
Confiou e foi traído
Pelos grandes
Tem piedade de nós Senhor
Tem piedade do teu povo
Confiamos e mentiram
Para nós
Manda-nos profetas
Manda gente honesta
Manda novos líderes, Senhor
Estes de agora não nos amam...
Estes de agora não nos amam...
É teu povo
Que não sabe
Mais o que esperar
Já não sabe
Mais em quem votar
Trapaceado e explorado
E sem ninguém
Confiou e foi traído
Lá nas urnas
Tem piedade de nós Senhor
Tem piedade do teu povo
Confiamos e mentiram
Para nós
Manda-nos profetas
Manda gente honesta
Manda novos líderes, Senhor
Estes de agora não nos amam...
Estes de agora não nos amam...
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Tudo é do Pai
Música bela, interpretada no link abaixo pelo Pe Fábio de Mello, que enriquece a música com um belíssimo testemunho.
Eu pensei que podia viver, por mim mesmo
Eu pensei que as coisas do mundo
Não iriam me derrubar
O orgulho tomou conta do meu ser
E o pecado devastou o meu viver
Fui embora, disse ao Pai, dá-me o que é meu!
Dá-me a parte que me cabe da herança
Fui pro mundo
Gastei tudo
Me restou só o pecado
Hoje eu sei que nada é meu
Tudo é do Pai
(refrão)
Tudo é do Pai
Toda honra e toda glória
É dele a vitória
Alcançada em minha vida
Tudo é do Pai
Se sou fraco e pecador
Bem mais forte é o meu Senhor
Que me cura por amor. (bis)
Composição: Frederico Cruz
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
Estamos estranhos, cada vez mais
Este belo texto é de autoria do Pe. Fábio de Melo, e foi publicado em 12 jan 2017.
O trago, em meio a tantas confusões que tem havido, tantas disputas, tantos desentendimentos entre amigos, entre familiares. Uma ânsia em defender os indefensáveis, que ignoram essa massa que se estapeia... Deixarei essas críticas para um texto posterior. Por hoje, apreciemos esse texto que tanto nos diz.
O trago, em meio a tantas confusões que tem havido, tantas disputas, tantos desentendimentos entre amigos, entre familiares. Uma ânsia em defender os indefensáveis, que ignoram essa massa que se estapeia... Deixarei essas críticas para um texto posterior. Por hoje, apreciemos esse texto que tanto nos diz.
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Sinto vergonha de mim
Infelizmente esse texto é muito contemporâneo. E assim me sinto, diante de tantas pessoas manifestando sua "escolha " para as eleições que e avizinham. Pessoas que se dizem cristãs, que se dizem religiosas, defendendo com unhas e dentes candidatos que pregam a morte como solução, o preconceito como normalidade, a falta de moral como sua moral.
Sinto vergonha de mim, percebendo que tantas pessoas que parecem ser de bem defendendo o que é mal, sem um argumento além de repetir as palavras inflamadas de seus candidatos. Ou as palavras opacas e pueris dos mesmos. Tenho vergonha por ver gente que defende o retrocesso, a entrega do nosso patrimônio e segurança aos interesses privados de uma minoria e aos interesses internacionais.
Infelizmente, esse belíssimo texto, é muito atual. Abaixo o texto e no vídeo recitado de maneira emocionante pelo Sr Brasil, Rolando Boldrin (aos impacientes, avancem o vídeo para o segundo minuto).
Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o ‘eu’ feliz a qualquer custo,
buscando a tal ‘felicidade’
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos ‘floreios’ para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre ‘contestar’,
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!
(texto de Cleide Canton)
‘De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto’.
Trecho de um discurso proferido por Rui Barbosa em 1914, no Senado Federal.
Sinto vergonha de mim, percebendo que tantas pessoas que parecem ser de bem defendendo o que é mal, sem um argumento além de repetir as palavras inflamadas de seus candidatos. Ou as palavras opacas e pueris dos mesmos. Tenho vergonha por ver gente que defende o retrocesso, a entrega do nosso patrimônio e segurança aos interesses privados de uma minoria e aos interesses internacionais.
Infelizmente, esse belíssimo texto, é muito atual. Abaixo o texto e no vídeo recitado de maneira emocionante pelo Sr Brasil, Rolando Boldrin (aos impacientes, avancem o vídeo para o segundo minuto).
Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o ‘eu’ feliz a qualquer custo,
buscando a tal ‘felicidade’
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos ‘floreios’ para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre ‘contestar’,
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!
(texto de Cleide Canton)
‘De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto’.
Trecho de um discurso proferido por Rui Barbosa em 1914, no Senado Federal.
Assinar:
Postagens (Atom)

























