Eu não tinha nada além de mim mesmo. Preso em um mundo onde nada fazia sentido.
Fui uma criança feliz. Não sei dizer até quando o peso morto da vida não existia sob meus ombros, mas foi bem mais cedo do que normalmente acontece com as pessoas. Isso quando acontece.
Bem cedo comecei a ver que o mundo não me agradava, me incomodava. Criei um mundo para mim e personagens para viver o que eu não queria. Fui vários personagens: estudante, irmão, filho, primo, sobrinho, amigo, colega. Vários personagens que me permitiam não "me expor" e me sentir mais seguro. Mas isso não me fazia mais feliz, me poupava tanto de dores quanto de alegrias externas. Internamente só me afogava em mim mesmo.
Novos mundos surgem, aproximando os que estão longe, afastando quem está perto. Para mim era apenas mais uma oportunidade de tentar ser agora o mais importante dos personagens: eu mesmo. Mas ali era ainda mais fácil ser outro, ser outros, ser muitos ao mesmo tempo. E meu mundo, meu infinito particular, já era um lugar tão aconchegante que eu já não quereria sair de lá. E ao invés de abrir uma porta, aproveitei o ambiente propício para levantar muros cada vez mais altos e fortes.
Dentro dos muros eu adoecia sem perceber. Minha mente já começava a se deteriorar, enquanto meu corpo era pouco a pouco envenenado. Entorpecido por esse veneno fui tentando continuar. Assim como ainda continuo.
Hoje, mesmo querendo voltar a ser eu mesmo, não o posso, não totalmente. Por tanto tempo tentei ser tantos outros que hoje já não sei quem eu sou. Me sinto uma mistura disforme de todos os personagens que criei, ao mesmo tempo não sou nenhum deles, nem eu mesmo. Corpo e mente envenenados por tudo que não vivi como eu mesmo, por tudo que ficou guardado e foi apodrecendo por dentro, contaminando. Hoje estou apenas sobrevivendo...
Opiniões, comentários e assuntos do momento, diretamente da cabeça de um escritor errante porque não para no meio do caminho e também erra.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2019
terça-feira, 17 de setembro de 2019
Outro lugar
O tempo não tem sido meu amigo quando o assunto é escrever. Não tem me sobrado tempo para escrever, assim como tive outrora e isso me faz muita falta. Me falta também um pouco de inspiração, me sinto longe, cada vez mais longe de quem está do outro lado da tela, daquelas pessoas (Deus as abençoe) que ainda passam por aqui e leem algo.
O título desse texto está meio perdido, pois o assunto não fala de nenhum outro lugar além do interno. Dentro de mim mesmo. Hoje quero compartilhar algo ruim, mas que mudou minha percepção de algumas coisas, e uma delas foi a dor.
Dor lancinante, praticamente insuportável. Parecia que doía até a alma. E mesmo assim, mantive-me o mais calmo que se se possa imaginar nessa situação. Eu acho que a dor era tão grande que já aceitava até o fim. Sem drama, sem maiores alardes. Apenas aceitava o que viesse.
E em um momento senti que acontecera. No auge da dor que me consumia, senti meu corpo perder totalmente o peso, inteiramente. Já não havia dor, já não sentia nada. Absolutamente nada. Sem qualquer tipo de alegoria ou ficção. Não sentia, não ouvia, não via nada. Por um tempo que não sei precisar tudo que havia para mim era o nada, a simples ausência de tudo. Não vi tudo escuro, nem claridade ofuscando a visão, nem vi meu corpo inerte abaixo de mim, como tanto relatos afirmam. Para mim é como se não tivesse corpo, não tivesse pensamentos, não houvesse nada a meu redor, apenas o vazio. E uma paz.
Uma paz que não sei descrever. Parecia algo que me envolvia e ao mesmo tempo saía de mim. Alguns segundos de pura paz, sem qualquer outra sensação. Segundos que pareceram minutos...
Depois senti como se caísse, e estava de volta, sentindo tudo, inclusive aquela dor sem mensuração.
Isso aconteceu algumas vezes na ocasião. Não sei onde estive, nem se estive. Pode ter sido mera alucinação de febre ou uma partida real para algum lugar, mas me mandaram de volta.
Sei que tudo que aconteceu naquelas horas, mudou minha percepção do que é dor. Para sempre.
O título desse texto está meio perdido, pois o assunto não fala de nenhum outro lugar além do interno. Dentro de mim mesmo. Hoje quero compartilhar algo ruim, mas que mudou minha percepção de algumas coisas, e uma delas foi a dor.
Dor lancinante, praticamente insuportável. Parecia que doía até a alma. E mesmo assim, mantive-me o mais calmo que se se possa imaginar nessa situação. Eu acho que a dor era tão grande que já aceitava até o fim. Sem drama, sem maiores alardes. Apenas aceitava o que viesse.
E em um momento senti que acontecera. No auge da dor que me consumia, senti meu corpo perder totalmente o peso, inteiramente. Já não havia dor, já não sentia nada. Absolutamente nada. Sem qualquer tipo de alegoria ou ficção. Não sentia, não ouvia, não via nada. Por um tempo que não sei precisar tudo que havia para mim era o nada, a simples ausência de tudo. Não vi tudo escuro, nem claridade ofuscando a visão, nem vi meu corpo inerte abaixo de mim, como tanto relatos afirmam. Para mim é como se não tivesse corpo, não tivesse pensamentos, não houvesse nada a meu redor, apenas o vazio. E uma paz.
Uma paz que não sei descrever. Parecia algo que me envolvia e ao mesmo tempo saía de mim. Alguns segundos de pura paz, sem qualquer outra sensação. Segundos que pareceram minutos...
Depois senti como se caísse, e estava de volta, sentindo tudo, inclusive aquela dor sem mensuração.
Isso aconteceu algumas vezes na ocasião. Não sei onde estive, nem se estive. Pode ter sido mera alucinação de febre ou uma partida real para algum lugar, mas me mandaram de volta.
Sei que tudo que aconteceu naquelas horas, mudou minha percepção do que é dor. Para sempre.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
121 anos...
Ser Vascaíno é algo tão especial e importante que mereceria até um registro na identidade.
O Vascaíno é diferente de todos os demais torcedores, porque o Vasco é diferente de todos os outros clubes.
Torcer para esse clube é muito mais do que simplesmente vangloriar-se das inúmeras vitórias ou contabilizar troféus. Ser Vascaíno transcende os limites materiais. Não se trata de ter um escudo crivado por glórias no lugar do coração. Ser Vascaíno é ter uma Cruz de Malta tatuada na alma. É mais do que ter um clube, é ter um propósito, um ideal de vida. É selar um compromisso irrevogável com a luta pelo justo.
Tu, Vasco, não nasceste em berço esplêndido como teus co-irmãos. Foste criado no subúrbio, cresceste com a força dos pobres, dos negros, dos operários, dos renegados, dos marginalizados. Não tens o Cristo pela frente a abençoar-te porque já vieste ao mundo abençoado pela cruz que reluz em teu peito. Não foste acolhido pelos abastados, mas acolheste sob teus braços toda qualidade de gente.
Ahh... meu Vasco querido, de grandeza imensurável, não importa o recorte que se faça da história, ou o tempo em que te olhem, só é possível enxergar-te imenso. Fecho os olhos e lembro-me do que não vivi.
Vejo agora pela frente as temidas Camisas Negras, que mudaram o curso da história. Trouxeste, àquele tempo, a novidade. Não eras um time de "Players", não disputavas os "Matchs" contra seus rivais. Vieste à cena ensinar que o jogo deve ser jogador por todos, com a missão de popularizar o esporte, inventar a maneira brasileira de jogá-lo Respeitavas e, ao mesmo tempo, equalizavas as diferenças. Incomodavas por isso.
Os demais entendiam que as diferenças não poderiam conviver em um mesmo campo. Ingleses não misturam-se com brasileiros. Brancos não dividem o "Field" com negros. Doutores não dividem a bola com estivadores. O pobre é o pobre e o rico é o rico, e assim que as coisas devem ser. Impuseram-te barreiras, normas, regras estúpidas, tudo para impedir-te de cumprir sua razão de ser. Declinaste então da disputa em nome de seus princípios. Evidente que tu não aceitarias perder tua essência e tua razão social.
Mas agradeças aos rivais pela mesquinharia. Agradeças por todas as barreiras impostas. Foi justamente aí que mostraste tua grandeza a todos. Se teu combalido campinho não servia de palco para as pelejas, ergas então teu castelo com as pedras atiradas.
Se os rivais soubessem que as medidas arbitrárias serviriam apenas para unir-te mais ainda a teu povo, talvez tivessem desistido antes. Tua gente estava disposta a lutar, com ainda mais afinco, em todas as batalhas que viessem pela frente. E foi assim na base da luta e do amor de seus torcedores que construíste teu palco.
Agora tu eras grande por dentro e por fora. Viraste naquele instante o Gigante da Colina, pronto para conquistar tudo que houvesse para ser conquistado.
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
"O Arroz de Palma"
Trecho do livro de Francisco Azevedo.
"Família é prato difícil de preparar.
São muitos ingredientes.
Reunir todos é um problema...
Não é para qualquer um.
Os truques, os segredos, o imprevisível.
Às vezes, dá até vontade de desistir...
Família é prato que emociona.
E a gente chora mesmo.
De alegria, de raiva ou de tristeza.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita.
Bobagem!
Tudo ilusão!
Família é afinidade, é à Moda da Casa.
E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces.
Outras, meio amargas.
Outras apimentadíssimas.
Há também as que não têm gosto de nada, seria assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.
Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo.
Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa.
A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia.
Muita coisa se perde na lembrança.
Aproveite ao máximo.
Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete!
Família:
Feliz quem tem e sabe curtir, aproveitar e valorizar..."
Família é projeto de Deus!
Então...
Amem-se,
Perdoem -se,
Aceitem-se,
Tolerem-se
e vivam como se hoje fosse o último dia que vocês vão estar com a sua família."
domingo, 21 de julho de 2019
Razões do Coração
Sete anos desde aquele começo de noite em que dissemos diante da Igreja o que nossos corações já sabiam: o desejo de fazermos de nossas vidas uma só. Uma vida de aprendizado, de convivência, de amor.
Que será de nossas vidas
Eu não sei te dizer
Só sei que quero te ter comigo
Enquanto acontecer...
Esse fogo em nossos olhos
Que não quer se apagar
Durante a noite ou em pleno dia
Teimando em queimar...
Dizem que o tempo sempre
Nos diz quem tem razão
Agora é tempo para
As razões do coração
Que são muito mais
Que não podem mais...
Esperar o pensamento
Ditador, comandar
Se for prudente
Não é dá gente
Que vive de amar
Que será de nossas vidas
Eu não sei te dizer
Só sei que juntos seremos tudo
Contra o que de mal vier...
Dizem que o tempo sempre
Nos diz quem tem razão
Agora é tempo para
As razões do coração
Que são muito mais
Que não podem mais...
Que será de nossas vidas
Eu não sei te dizer
Só sei que juntos seremos tudo
Contra o que de mal vier...
Compositores: Flavio Venturini / Luiz Carlos Sá
quarta-feira, 10 de julho de 2019
"A vontade de Deus só é válida se for igual a minha?"
Ninguém sabe ao certo qual caminho ou qual provações ainda vamos passar até que chegue o fim onde o bem triunfará.
Nada acontece sem o conhecimento e consentimento Divino. Temos o livre arbítrio para seguir o caminho certo ou não. Deus faz a parte Dele e nós devemos fazer a nossa.
A vontade de Deus sempre é válida infelizmente muita gente só enxerga e valoriza se for igual a sua própria...
Nada acontece sem o conhecimento e consentimento Divino. Temos o livre arbítrio para seguir o caminho certo ou não. Deus faz a parte Dele e nós devemos fazer a nossa.
A vontade de Deus sempre é válida infelizmente muita gente só enxerga e valoriza se for igual a sua própria...
quarta-feira, 3 de julho de 2019
E SE TIVESSE SIDO DIFERENTE?
Descobri esse texto aleatoriamente na internet. Foi publicado no Jornal Extra de 02/06/19, cuja autora é Mônica Raouf El Bayeh.
Gostaria de compartilhar com vocês.

- Nossa! Que vacilo!
Diz aquele que nunca vacilou. Conhece alguém? Não. Não conhece. Não há quem nunca tenha pisado na bola. Quem não tenha mijado fora do penico.
Todo mundo tem essa mania. Sabe por quê? Porque o erro dos outros a gente tende a enxergar com nitidez. A julgar de forma rígida. A não compreender os motivos de tamanha burrada. Num julgamento cego de quem olha a capa, mas nunca leu o livro.
Se pudesse olhar por dentro, veria medos, aflições, traumas antigos, desespero, solidão. E aí, talvez entendesse os motivos de tanta dificuldade. Nada é a toa. Nada é de graça. Só que é preciso empatia para se colocar na pele do outro, sentir igual. Estar aberto para compreender.
Macaco senta no rabo e fala do outro. O descompasso alheio pula na nossa frente. O nosso, não. Jogue a primeira pedra quem nunca fez besteira. Quem nunca seguiu em frente fingindo ignorância. Disfarçando. Adiando.
Fazendo de conta que está tudo bem. Empurrando com a barriga. Você mete o pé na jaca com força. Quando vê, já foi. Já fez. Sem retorno. Sem conserto. Está feito. Fazer o que? Aprender e mudar dali para a frente. Repensar e fazer diferente. Entender como aprendizado.
Fez, está feito. De nada adianta remoer. Ruminar. Ficar se perguntando:
- E se eu tivesse feito diferente?
Não foi. A vida é o que a gente consegue fazer. Do jeito que dá. Da forma que se imagina certa. Dói ter errado. Dói mais ainda sofrer as consequências da burrada que fez.
Vida é dobrar lençol de elástico. Você dobra de um lado, desdobra do outro. Parece que está conseguindo. Quando vê, embolou tudo de novo. E precisa recomeçar. Sozinho, com ajuda dos amigos, dos parentes, de todo mundo que te é querido.
Se perceber que não consegue, busque ajuda. Há pessoas que vivem como cachorro atrás do rabo, se metendo nas mesmas situações. Um homem safado atrás do outro. Uma demissão atrás da outra.
Se metem em brigas sem grandes motivos. Reclamam sempre das mesmas coisas. Do mesmo tipo de pessoa, mas escolhe sempre igual. Nesse caso, uma terapia pode ajudar. Na terapia se descobre seus motivos, se repensa sua dinâmica, se joga uma luz sobre seus sentimentos.
A terapia é um espaço de conhecimento. De enriquecimento. De redefinição de futuro. Se perceber que não consegue sozinho, peça ajuda. Não é vergonha nenhuma. Vergonha é deixar que a vida escorra pelas suas mãos.
Erros acontecem o tempo todo. Vivemos por ensaio e erro. Muito mais erros que acertos, às vezes. Faz parte. Fazer o que? A gente vai caindo, levantando, tentando de novo. Somos caminhantes com bolhas nos pés e na alma. Ainda assim, caminhantes porque outro jeito não há.
Gostaria de compartilhar com vocês.

- Nossa! Que vacilo!
Diz aquele que nunca vacilou. Conhece alguém? Não. Não conhece. Não há quem nunca tenha pisado na bola. Quem não tenha mijado fora do penico.
Todo mundo tem essa mania. Sabe por quê? Porque o erro dos outros a gente tende a enxergar com nitidez. A julgar de forma rígida. A não compreender os motivos de tamanha burrada. Num julgamento cego de quem olha a capa, mas nunca leu o livro.
Se pudesse olhar por dentro, veria medos, aflições, traumas antigos, desespero, solidão. E aí, talvez entendesse os motivos de tanta dificuldade. Nada é a toa. Nada é de graça. Só que é preciso empatia para se colocar na pele do outro, sentir igual. Estar aberto para compreender.
Macaco senta no rabo e fala do outro. O descompasso alheio pula na nossa frente. O nosso, não. Jogue a primeira pedra quem nunca fez besteira. Quem nunca seguiu em frente fingindo ignorância. Disfarçando. Adiando.
Fazendo de conta que está tudo bem. Empurrando com a barriga. Você mete o pé na jaca com força. Quando vê, já foi. Já fez. Sem retorno. Sem conserto. Está feito. Fazer o que? Aprender e mudar dali para a frente. Repensar e fazer diferente. Entender como aprendizado.
Fez, está feito. De nada adianta remoer. Ruminar. Ficar se perguntando:
- E se eu tivesse feito diferente?
Não foi. A vida é o que a gente consegue fazer. Do jeito que dá. Da forma que se imagina certa. Dói ter errado. Dói mais ainda sofrer as consequências da burrada que fez.
Vida é dobrar lençol de elástico. Você dobra de um lado, desdobra do outro. Parece que está conseguindo. Quando vê, embolou tudo de novo. E precisa recomeçar. Sozinho, com ajuda dos amigos, dos parentes, de todo mundo que te é querido.
Se perceber que não consegue, busque ajuda. Há pessoas que vivem como cachorro atrás do rabo, se metendo nas mesmas situações. Um homem safado atrás do outro. Uma demissão atrás da outra.
Se metem em brigas sem grandes motivos. Reclamam sempre das mesmas coisas. Do mesmo tipo de pessoa, mas escolhe sempre igual. Nesse caso, uma terapia pode ajudar. Na terapia se descobre seus motivos, se repensa sua dinâmica, se joga uma luz sobre seus sentimentos.
A terapia é um espaço de conhecimento. De enriquecimento. De redefinição de futuro. Se perceber que não consegue sozinho, peça ajuda. Não é vergonha nenhuma. Vergonha é deixar que a vida escorra pelas suas mãos.
Erros acontecem o tempo todo. Vivemos por ensaio e erro. Muito mais erros que acertos, às vezes. Faz parte. Fazer o que? A gente vai caindo, levantando, tentando de novo. Somos caminhantes com bolhas nos pés e na alma. Ainda assim, caminhantes porque outro jeito não há.
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