Translate

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Longe do Meu Lado

Hoje uma música que sempre me fez pensar muito.

Quem nunca se apaixonou, nunca se feriu por causa de uma paixão que inflama e dói (por isso chamo de paixonite)? Quem nunca passou por isso, ainda não viveu de verdade. A pessoa se apaixona, crê que ama antes mesmo de saber o que é isso, sofre com a ruptura, sofre com a distancia, sofre com a falta. Mais do que a falta da outra pessoa, mas a falta de uma parte sua doada a outrem.

Essa música fala exatamente disso: Alguém que se apaixonou, se doou inteiramente e hoje tem um "coração cicatrizado"

Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não pareceria tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado

A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado

E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado
Quero respeito e sempre ter alguém
Que me entenda e sempre fique a meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado

A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago
E essa escravidão e essa dor não quero mais

Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado

Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos e vivermos o futuro, não o passado
Veja o nosso mundo
Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado ¹

O áudio pode ser apreciado no vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=BW0tRRkyw-w

Talvez o leitor esteja curioso, e matarei essa curiosidade: graças a Deus carrego um coração cicatrizado. Por que graças a Deus? Porque vivi, aprendi, e graças às cicatrizes hoje não carrego uma dor triste. Olhando para as cicatrizes aprendi a não cometer os mesmos erros pude cometer novos erros, e muitos mais acertos. Contudo, apesar de muitas vezes ter dito a frase do verso final; "(...)não quero estar apaixonado(...)", admito que me apaixono todo dia e a cada dia pela mesma pessoa, e ela sabe disso...


1\Música: Longe do Meu Lado
Composição: Renato Russo 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Escreva

Fiz uma pausa para escrever esse texto. Tenho tido de fato ideias mil do que escrever aqui, todas apenas necessitadas de desenvolvimento. Opiniões, histórias e estórias, fatos, versões, imaginações.


Mas hoje não gostaria de escrever sobre nenhuma dessas ideias. Quereria apenas escrever sobre escrever.

Talvez quem não tenha o hábito de escrever não entenda a importância de fazê-lo. Através da escrita, as informações, histórias e estórias foram passadas por gerações. Mas hoje, gostaria de destacar uma importância mais pessoal, mais individual.

Escrevendo as ideias fluem, se organizam, encontram o descanso. Ao escrever o turbilhão de pensamentos, se tornam unos, sequenciam-se e, em assuntos que necessitam de decisões, se aproximam da solução, ou do método para esta.

A escrita é a melhor forma de comunicação com os demais e consigo mesmo.

Lanço uma proposta: Escreva. Qualquer coisa que passar por sua mente, mesmo que comece com pouco, você verá o quanto será útil para você.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou


Os dias em que Deus confirmou sua existência para 3,5 milhões de jovens do mundo inteiro

Quem não pôde participar da Jornada Mundial da Juventude e teve de se contentar com as análises da mídia perdeu aspectos fundamentais desse evento que movimentou o país. É bem verdade que as lentes das câmeras conseguiram alcançar pontos importantes e, muitas vezes, belos da Jornada, mas nenhuma delas foi capaz de atingir o coração da JMJ-Rio 2013. Não obstante o clima de festa ocasionado pelo encontro, o que, de fato, marcou a alma dos jovens foi muito mais que a sensação simplista de uma viagem, mas o toque concreto com todos os artigos da fé que compõem o corpo da Igreja que é o próprio Corpo de Cristo.

A começar pela chegada dos peregrinos ao Rio de Janeiro, o Brasil e as demais partes do planeta puderam experimentar a universalidade da Igreja, desde os alegres cantos africanos à acolhida fraternal do povo carioca. Cada bandeira hasteada na praia de Copacabana revelava a dimensão da Noiva de Cristo que a acolhia e a vigiava de braços abertos de cima do Corcovado. Uma cena que deixou a Cidade Maravilhosa ainda mais... maravilhosa. Dos confins do mundo, aonde chegaram os profetas missionários de outrora, vieram as novas gerações de adoradores do Senhor, cuja única missão, concedida pelo Santo Padre, é ir novamente pelo mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura.

O Rio de Janeiro que amargava tristes depredações e padecia sob um clima de guerra civil sem precedentes semanas atrás se convergiu num mar de pessoas que cantava louvores a Deus e pedia a intercessão da Mãe Aparecida. Imagem suficiente para arrancar lágrimas de policiais e sorrisos de bebês que, mesmo sem compreender concretamente o que lá acontecia, sabiam que era algo santo. O ódio dos protestos dos indignados foi afogado pela amor de Cristo. As profanações de meia-dúzia de coitados foram ofuscadas pela sacralidade de 3,5 milhões de batizados. De filhos do Altíssimo. De pessoas que, como pediu o Santo Padre na cerimônia de sua acolhida, botaram fé na verdade, no caminho e na vida que só se encontram em Jesus.

 
 
A Jornada Mundial da Juventude apresentou novamente às nações a pujança da Igreja e a sua capacidade de se renovar. Não, a Igreja não está morta. Pelo contrário, vive e se multiplica para além daqueles que profetizaram seu enterro e que, aliás, já estão enterrados. A história se repete e mais uma vez é a Igreja quem sai vitoriosa. Se em Madrid foram dias em que Deus parecia existir, como confessou o jornalista agnóstico Vargas Llosa, no Rio foram dias em que Ele confirmou sua existência. Diferente do que se viu dias atrás, dessa vez os jovens não saíram às ruas para depredar, mas para construir. E construir em cima da Rocha. E por isso gritavam: Esta é a juventude do Papa! Melhor, dos Papas. De Bento e de Francisco, pois a única ruptura proposta por eles é a ruptura com o pecado, não com a fé de dois mil anos como sugerem alguns teólogos mal intencionados por aí.

Os cantos que tomaram as ruas do Rio de Janeiro ainda encontrarão eco em muitos corações. Naquela praia, onde se celebrou a Missa de envio dos peregrinos, novamente exortou Jesus pela boca do Santo Padre: "Ide pelo mundo e fazei discípulos de todas as nações". E neste momento, em que muitos jovens ainda se encontram em ônibus ou aviões voltando para suas casas, também a cruz de Cristo vai com eles para indicar o caminho da Luz da Fé, a única capaz de conduzir o homem para a salvação eterna, onde as portas do inferno não prevalecerão.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Um novo tempo...

Um novo tempo se avizinha. 

Depois subidas, descidas, desertos, vales, ventos e brisas, uma mudança era necessária. Mas não era simples, não era possível apenas alterar palavras e sim que as palavras certas fossem ditas sem mais rodeios. E a frase que outrora repousava oculta, e que tanto parecia perturbar finalmente foi revelada, e o peso que parecia querer ruir o mundo ao meio, finalmente aliviado.

Um novo tempo se aproxima, quebrando o ciclo que se repetia, relato após relato. Fica a gratidão pela dica e as palavras outrora sepultadas, agora descansam tranquilas no lugar que elas fazem parte.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

JMJ 2013

Aguardei o término da Jornada Mundial da Juventude desse ano terminar para comentar os acontecimentos.

Não tenho como dizer nada diferente de que foi um sucesso. A participação dos fiéis foi incrível, não houve nenhuma confusão, melhorou e muito a imagem da Igreja diante dos olhos do povo, crente ou não.

O Papa cativou a todos, católicos ou não. Foi conciso em seus discursos, direto, abordando os temas atuais que interessam a juventude. Nas entrevistas mostrou sua visão, que é a visão da Igreja, não se distanciando nem por um momento do que sempre foi passado pelos papas anteriores.

Fiquei contente vendo pessoas não-católicas elogiando o Papa, mas por outro lado fico triste vendo que ao exaltar Francisco, criticam Bento XVI. Bento XVI teve um papado irreparável, seguindo todos os preceitos da Igreja, da forma mais introspectiva e acadêmica dele. Ao contrário de Francisco que fora arcebispo, com contato direto com o povo por longos anos, Bento XVI era cardeal no Vaticano envolvido com os tramites internos e etc. Hábitos diferentes apenas. Se Francisco age diferente, ainda que, ao menos por enquanto, dentro do "permitido", Bento XVI nunca agiu errado. Quem o quiser conhecer de verdade leia seus livros, que saberá muito do que ele pensa.

Outro fato triste foi a manifestação daquelas mulheres desocupadas e despidas que quebraram uma imagem de Nossa Senhora... A igreja nunca agrediu ninguém por seu gosto. Se não acredita não siga a religião, mas não critique.

No fim criou-se uma perspectiva muito legal sobre o futuro da Igreja. Alguns vão se decepcionar por esperarem demais por coisas que não acontecerão. Mas muitos ficarão felizes por mudanças que não ocorrerão também.

Vamos aguardar. E que Deus nos abençoe e guarde.

Ventos

Os ventos que sopravam, ainda sopram em meu rosto. Deixei o deserto que caminhava, e por entre vales ensolarados repletos de frutíferas, construí minha morada.

Os ventos ainda sopram em meu rosto.

Deve ser algum defeito em minha sensação. Sinto o leve frescor do vale, e o morno vento do deserto... Esse vale pode ser melhor do que o nunca alcançado oásis.

Mas os ventos ainda sopram em meu rosto.

Talvez nunca deixem de soprar... Talvez me martirize eternamente com esses ventos mornos que antes impulsionavam em busca do oásis prometido. Talvez me martirize eternamente nessa dúbia sensação: a brisa fresca e segura dos vales, e o cálido vento do deserto...

Não deixarei o vale... mas sempre sentirei o vento que sopra.

domingo, 21 de julho de 2013

Especial

O texto de hoje é especialmente especial. Nessa mesma hora há um ano atrás, um novo e importante ciclo começou, junto a alguém mais que especial e importante. Uma benção em minha vida, sem dúvida alguma.

Lembro com muito carinho daquele dia, que passou tão rápido que nem percebi. Horas antes assistia 24 horas no computador, não pensando no momento que se aproximava. Me arrumei fui para igreja, e logo ao chegar fiquei alegre de rever velhos amigos que há muito não via. A hora se aproximava e ao contrário do que eu pensava, não ficava mais nervoso e sim mais calmo, cada vez mais calmo. Calmo a ponto de após começar a caminhar na entrada mal ouvia a música a minha volta. De fato não lembro de ter ouvido uma música sequer na cerimonia, mesmo sabendo que estava sendo tocada.

Recebê-la no altar  foi algo inexpressável. Dali ao fim da cerimonia tudo que ouvi foram as palavras do diácono e dela, nada mais.

Passou rápido... Como eu gostaria de ser convidado para aquela "recepção"! Entre fotos e cumprimentar convidados quase não aproveitamos. Mas foi um momento bom para todos que lá estiveram. Não estiveram todos que gostaríamos, mas os que não estavam fisicamente estavam em nossas mentes e coração.

No decorrer desse ano, passamos por importantes aprendizados um sobre o outro e sobre nós mesmos, sempre com muito amor, paciência e zelo, seguindo os conselhos de meus "cumpadres".

Agradeço a Deus por me permitir completar esse ano, agradeço por ela, e peço que nos continue abençoando.

Obrigado, minha amada. Mesmo que nem todos os momentos tenham sido como "nossos sonhos", foram maravilhosos, foram reais, e no fim se tornaram melhores que qualquer sonho.

Se me faltou sabedoria nesse texto ou ao longo desse ano, amor não faltou, mesmo que de um jeito "bobinho" de ser.

Esse texto, simples, é dedicado a quem tornou possível eu poder dizer: apesar de todos os percalços da vida, sou feliz, estou feliz.