Este texto é o segundo da série que começa com:
http://erranteescritor.blogspot.com.br/2014/03/a-casa-introducao.html
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Atravesso a porta e depois de uma grande luz, percebo que estou deitado em minha velha cama de solteiro, arrumado como se fosse sair. Por que estava ali? Depois de alguns momentos extrema estranheza, olho para meu velho celular e me dou conta que voltei quase 10 anos no tempo. Lembro do dia, lembro do que aconteceu, mas os fatos conhecidos pararam por aí.
Poucos segundos depois, o celular toca, uma mensagem de um velho número que fora conhecido:
"Pode descer, já cheguei"
Se o número era conhecido, a mensagem era inédita. Se estivesse realmente certo, era algo que de fato nunca acontecera. Atiçado pela curiosidade, me despedi de quem estava em casa e desci. Em frente ao prédio, um carro preto estava parado. O vidro do carona baixa, e me chamam.
Ainda incrédulo, mas sem querer transparecer, vou até lá e entro. Dou um beijo em sua testa, ela ri e me pergunta aonde vamos. Ainda organizando meus pensamentos para entender o que acontecia, digo que estou com fome, e sugiro a ida ao shopping perto onde poderíamos comer algo enquanto conversávamos, depois disso poderíamos ir onde ela quisesse. Ela concordou e em pouco minutos estávamos na praça de alimentação, aguardando nosso pedido ficar pronto.
Não sei com que cara eu estava, mas ela insistia em perguntar se eu estava bem, se aquela cara de espanto era emoção em vê-la. A princípio não respondia nada, apenas dava um leve sorriso. Ela começou a falar dos planos que tinha para fazermos, até que eu a interrompi:
- Desculpe, não quero atrapalhar seus planos, mas preciso falar. Você não vai entender nada, por isso só peço que me ouça. Até alguns minutos atrás eu estava uns 10 anos no futuro, e esse dia nunca aconteceu e se foi assim, foi por algum motivo que deve ser respeitado. Não sei se isso faz parte de um universo paralelo ou se tudo está ocorrendo apenas em meu subconsciente, mas acho que sei porque estou aqui. Eu precisava estar aqui para te agradecer por me ensinar a acreditar, a esperar e também a querer viver. Obrigado por me ensinar a sair da inércia, a aprender a rir e chorar. O mundo seguiu adiante, e você também deve fazê-lo. Não importa o que isso significa, um dia você vai entender.
Chorando ela levantou, coloquei uma bala na boca, fechei os olhos e lhe dei um abraço.
Quando abri os olhos novamente, eu estava novamente numa sala escura, agora menor, com uma única cadeira de frente para uma porta.
Dentro de mim, sentia que agira certo na última sala. Não seria justo agir diferente, há muito aceitara que tudo que aconteceu fora como devia ser. Não tinha tomado nenhuma decisão, no passado não houvera opção e agora eu já não era mais o mesmo, assim como tenho certeza que a pessoa que estava ali na minha frente, hoje me dia não era também aquela pessoa que eu via. Agora imaginava o que aconteceria atravessando essa porta. Será que eu viveria mais momentos que não aconteceram?
Fiquei mais alguns minutos sentado, imaginando o que me aguardava atrás dessa nova porta. Respirei fundo e abri a porta a minha frente. Que seja o Que Deus quiser.
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quarta-feira, 19 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
A Casa - Introdução
A série de textos que vou escrever hoje, como diria uma bela artista por quem tenho apreço, é uma releitura de um texto que escrevi anos atrás, que por sua vez é inspirado no livro "A Casa" de André Vianco. Recomendo a leitura do livro a quem desejar.
Introdução
Caminhava deixando o pensamento ir longe. Em meus pensamentos imaginava diferentes caminhos para diversas situações. A inebriante teoria do "se" me rondava naquele dia: e "se" tal coisa tivesse acontecido, e "se" outra não tivesse, e "se".... etc.
Perdido nos pensamento, observo alguém fazendo panfletagem e acho curioso o fato da entrega aleatória dos papéis. Normalmente vemos esticando os papéis e os passantes pegam ou não. Esse parecia entregar a algumas pessoas, a outras não. Costumo sempre que posso pegar os panfletos oferecidos, mesmo que não chegue sequer a ler, pois acredito que isso valoriza o trabalho das pessoas, além de que eu no lugar delas ia querer que todos pegassem e eu acabasse com a pilha que tinha em mãos.
Mas naquele dia, minha curiosidade foi extremamente aguçada pela aparente escolha que a pessoa fazia. Passei ao lado dele e me foi oferecido um papel um bocado intrigante, apenas uma frase:
Dê uma nova chance aos pensamentos. Descubra outras decisões. Tente.
Abaixo disso um endereço próximo. Não custava passar pela porta e ver do que se tratava. Se fosse alguma loja, com certeza a propaganda tinha surtido efeito comigo aguçando minha curiosidade.
Cheguei até o local, uma casa simples, estilo antigo, bem cuidada, com algumas flores ao lado da pequena escada que dava acesso à porta. Cerca de meia dúzia de pessoas estavam na porta e olhavam com mesmo olhar curioso para o lugar, quando uma senhora já com mais de uns 60 anos veio à porta insistindo que todos entrassem. Diante de tamanha amabilidade, entrei, assim como os demais que circundavam a casa.
A senhora fez um breve discurso dizendo que todos deviam se dar uma nova chance, descobrir novos rumos, saber o que ganharam, o que poderiam ter ganho. Mais que isso cada um sabia exatamente o que fazia ali, mesmo que conscientemente não tivesse certeza. Distribuiu a cada um uma xícara de chá e uma caixinha que parecia tic tac, e disse que todos eram livres para largar aquilo ali mesmo e irem embora, ou tomarem o chá e atravessarem a porta que ficava a frente de onde estava sentado. Caso quisesse voltar à sala bastava colocar uma bala daquelas na boca.
A história parecia meio louca, mas achei que poderia ser interessante tentar. O chá cheirava a erva doce, a casa era pequena, e na minha opinião todas aquelas portas dariam para o mesmo lugar, provavelmente o quintal da casa. Tomei o chá em um só gole e atravessei a porta. Seja o que Deus quiser.
Introdução
Caminhava deixando o pensamento ir longe. Em meus pensamentos imaginava diferentes caminhos para diversas situações. A inebriante teoria do "se" me rondava naquele dia: e "se" tal coisa tivesse acontecido, e "se" outra não tivesse, e "se".... etc.
Perdido nos pensamento, observo alguém fazendo panfletagem e acho curioso o fato da entrega aleatória dos papéis. Normalmente vemos esticando os papéis e os passantes pegam ou não. Esse parecia entregar a algumas pessoas, a outras não. Costumo sempre que posso pegar os panfletos oferecidos, mesmo que não chegue sequer a ler, pois acredito que isso valoriza o trabalho das pessoas, além de que eu no lugar delas ia querer que todos pegassem e eu acabasse com a pilha que tinha em mãos.
Mas naquele dia, minha curiosidade foi extremamente aguçada pela aparente escolha que a pessoa fazia. Passei ao lado dele e me foi oferecido um papel um bocado intrigante, apenas uma frase:
Dê uma nova chance aos pensamentos. Descubra outras decisões. Tente.
Abaixo disso um endereço próximo. Não custava passar pela porta e ver do que se tratava. Se fosse alguma loja, com certeza a propaganda tinha surtido efeito comigo aguçando minha curiosidade.
Cheguei até o local, uma casa simples, estilo antigo, bem cuidada, com algumas flores ao lado da pequena escada que dava acesso à porta. Cerca de meia dúzia de pessoas estavam na porta e olhavam com mesmo olhar curioso para o lugar, quando uma senhora já com mais de uns 60 anos veio à porta insistindo que todos entrassem. Diante de tamanha amabilidade, entrei, assim como os demais que circundavam a casa.
A senhora fez um breve discurso dizendo que todos deviam se dar uma nova chance, descobrir novos rumos, saber o que ganharam, o que poderiam ter ganho. Mais que isso cada um sabia exatamente o que fazia ali, mesmo que conscientemente não tivesse certeza. Distribuiu a cada um uma xícara de chá e uma caixinha que parecia tic tac, e disse que todos eram livres para largar aquilo ali mesmo e irem embora, ou tomarem o chá e atravessarem a porta que ficava a frente de onde estava sentado. Caso quisesse voltar à sala bastava colocar uma bala daquelas na boca.
A história parecia meio louca, mas achei que poderia ser interessante tentar. O chá cheirava a erva doce, a casa era pequena, e na minha opinião todas aquelas portas dariam para o mesmo lugar, provavelmente o quintal da casa. Tomei o chá em um só gole e atravessei a porta. Seja o que Deus quiser.
Uma lástima
Já dei minha opinião sobre esse tipo de coisa, hoje deixarei apenas a matéria, reforçando minha opinião: não creio ser certo, nem que funcione direito para nenhum dos lados.

Canção Nova, obrigado (SIC!!) por mostrar-se à disposição de destruir a Doutrina Católica viva por centenas de anos. Por convidar um pastor protestante para celebrar um culto nas dependências deste cenário "católico", ao custo de quê? IBOPE? Ecumenismo? Acreditamos que, talvez sendo a maior mídia "católica" do Brasil, caíram nas garras da Teologia da Libertação, do Marxismo Cultural, da Revolução Cultural e causaram vergonha à muitos católicos em permitir que fosse celebrado um culto protestante em um ambiente onde se celebra a Santa Missa!
Quando se está celebrando a Santa Missa, ai podemos ver o Crucificado, o ícone de Nossa Senhora, um altar, um padre... mas, é só esconder o mesmo ícone, o mesmo Crucificado como esforço para que se possa agradar ao pastor protestante, não é?
_______________________________
Muitos católicos ficaram escandalizados com as ações tomadas pela TV Canção Nova para a produção do EUCRISTUS (Encontro de Cristãos na Busca de Unidade e Santidade). A emissora convidou personalidades protestantes para falar e transmitir suas palavras AO VIVO, ou seja, sem preocupação alguma do tipo de conteúdo que seria dito aos fiéis, o resultado não poderia ser mais trágico.
O pastor José Carlos disse abertamente que o Espírito Santo inspirou a eles (ele e sua esposa) pra formarem uma só Igreja através do ecumenismo. O que vai frontalmente contra a doutrina católica que ensina com todas as letras que a verdadeira unidade do cristianismo se dá na adesão ao catolicismo. Fechando com chave de ouro, o pastor convidou aos presente "Venham nos fazer uma visita, venham conhecer nossa comunidade"
Outros esforços foram feitos para agradar os protestantes, entre eles a remoção da imagem do crucificado da cruz (imagem acima) e a remoção do ícone de Nossa Senhora do local.
Entre os absurdos que a Canção Nova permitiu, aconteceu um CULTO PROTESTANTE dentro de suas dependências, no Auditório São Paulo enquanto os católicos estavam assistindo a Santa Missa.
Se é preciso esconder a face católica para que se tenha ecumenismo, então não existe ecumenismo algum.
Fonte: fidespress.com
Canção Nova, obrigado (SIC!!) por mostrar-se à disposição de destruir a Doutrina Católica viva por centenas de anos. Por convidar um pastor protestante para celebrar um culto nas dependências deste cenário "católico", ao custo de quê? IBOPE? Ecumenismo? Acreditamos que, talvez sendo a maior mídia "católica" do Brasil, caíram nas garras da Teologia da Libertação, do Marxismo Cultural, da Revolução Cultural e causaram vergonha à muitos católicos em permitir que fosse celebrado um culto protestante em um ambiente onde se celebra a Santa Missa!
Quando se está celebrando a Santa Missa, ai podemos ver o Crucificado, o ícone de Nossa Senhora, um altar, um padre... mas, é só esconder o mesmo ícone, o mesmo Crucificado como esforço para que se possa agradar ao pastor protestante, não é?
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Muitos católicos ficaram escandalizados com as ações tomadas pela TV Canção Nova para a produção do EUCRISTUS (Encontro de Cristãos na Busca de Unidade e Santidade). A emissora convidou personalidades protestantes para falar e transmitir suas palavras AO VIVO, ou seja, sem preocupação alguma do tipo de conteúdo que seria dito aos fiéis, o resultado não poderia ser mais trágico.
O pastor José Carlos disse abertamente que o Espírito Santo inspirou a eles (ele e sua esposa) pra formarem uma só Igreja através do ecumenismo. O que vai frontalmente contra a doutrina católica que ensina com todas as letras que a verdadeira unidade do cristianismo se dá na adesão ao catolicismo. Fechando com chave de ouro, o pastor convidou aos presente "Venham nos fazer uma visita, venham conhecer nossa comunidade"
Outros esforços foram feitos para agradar os protestantes, entre eles a remoção da imagem do crucificado da cruz (imagem acima) e a remoção do ícone de Nossa Senhora do local.
Entre os absurdos que a Canção Nova permitiu, aconteceu um CULTO PROTESTANTE dentro de suas dependências, no Auditório São Paulo enquanto os católicos estavam assistindo a Santa Missa.
Se é preciso esconder a face católica para que se tenha ecumenismo, então não existe ecumenismo algum.
Fonte: fidespress.com
quinta-feira, 13 de março de 2014
Ciúme
O que é ciúme? Segundo o dicionário Aurélio temos:
s.m. Emulação, inveja; zelo de amor. / Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter: o ciúme o atormenta. / Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem.
Houve quem matasse por isso, outros como Ultraje a Rigor, querem levar uma vida moderninha, mas se "mordem de ciúmes".
Não mataria, e creio que também não morreria por isso. Sempre penso que sentimentos são coisas complexas para serem exprimidas em palavras, em especial quando envolvem mais de uma pessoa. Acredito que só as pessoas envolvidas em determinado sentimento conseguiriam entendê-lo, pois cada um é único e por si só especial: não há dois "amores" iguais, dois ciúmes iguais. Cada caso é um caso, cada sentimento é um sentimento.
Nesse momento você, nobre leitor, deve estar se perguntando: se não vai opinar, não vai dizer o que acha, por que escrever sobre o assunto? Você tem razão, mas também pressa em seus pensamentos.
Seguindo a definição do dicionário, podemos dizer que existem vários tipos de ciúmes.
O ciúme com sentido de inveja, aquela inveja ruim, é o pior. Tão ruim que nem considero com ciúme. É um desejo do tipo: se eu não posso (ter, fazer ou ser) ninguém mais pode. Isso é mesquinharia do maior grau e nem vale o tempo de se comentar.
O segundo tipo que podemos citar é o "receio de que a pessoa amada se apegue a outrem". Creio que esse tipo seja o estágio inicial de outro tipo, mas é bem representativo. A insegurança do início de qualquer relacionamento afetivo, por mais tempo que tenha o relacionamento, esse receio aparece mais quando menos consolidado estar. Costumo dizer que quem ama confia, não precisa de ter ciúme e também não precisa nem o provocar. Quem ama sabe se portar. É um ciúme ruim na hora, mas até gostoso de sentir e ter provocado, o que mostra um amor, mesmo que em fase embrionária.
O ciúme de posse é algo um pouco estranho. Muitas vezes se confunde com o anterior, mas no fundo não é um receio por amor e sim pela possibilidade de "perda de algo que possuía". Muito triste quando isso acontece, pois se dá pelo hábito do que se tem na vida e não pelo amor que se tem.
O último tipo de que falarei é o que considero belo e puro. Não é o receio que a pessoa amada se apegue a alguém e sim que a pessoa a quem temos apreço não seja tão feliz quanto você crê que ela poderia ser ou que você poderia fazer. Aí envolve um misto de amor, ciúme e culpa, pois pode vir a sensação de que você sabe que poderia fazer mais para que ela fosse feliz, e não o fez ou não convenceu o "ser amado" que é capaz de fazer. De fato esse é o único deles que pode ser dito como zelo realmente, pois vem do amor, seja qual for seu tipo ou intensidade.
Longe de ser poeta, essa é uma definição torta de um sentimento sinuoso... Caso algum poeta queira comentar, fique a vontade. Ficarei feliz de ler outros pontos de vista.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Carnaval
"A luz apaga porque já raiou o dia
e a fantasia vai voltar pro barracão
outra ilusão desaparece quarta-feira
queira ou não queira terminou o carnaval (...)"
Ah! Fim do carnaval! Quem me conhece sabe o quanto gosto da quarta-feira de cinzas. Fim do carnaval, da agitação... Início da Quaresma, e efetivamente do ano.
Pode parecer uma afirmação ranzinza, de aversão à festa, à diversão popular, mas acredite em mim, não é. O carnaval tem "duas importâncias" que admito e acredito: desopilação mental (para quem gosta) e prenuncio da Quaresma (para quem crê). Infelizmente essas duas características acabam perdendo a ligação entre si, diante da desestruturação social provocada tipo de festa que se tornou o carnaval.
Em sua origem recente, carnaval era a última festa antes de começar o segundo período mais importante da Igreja: a Quaresma, época de reflexão e preparação para Páscoa que só perde em importância para própria Páscoa. Usualmente não se comia carne durante a Quaresma, por isso fazia-se essa "festa da carne", carneval, carnaval.
Deturpado o sentido da festa, assim como a sociedade em si cada dia mais deturpada, virou uma festa de depravação, onde o culto à libido é maior que a própria vontade de se divertir verdadeiramente. Pessoas, sob a desculpa de ser carnaval, já não são donas de si mesmas, passam a ser de todos e ao mesmo tempo de ninguém. A dança, a música, tudo passou a ser apenas um complemento aos principais atores da festa: "pegação", sexo. No meio disso, ainda tem que só queira brigar...
Lembro de meus tempos de criança, tinha uma bandinha na esquina que tocava aquelas músicas antigas de carnaval. Minha alegria no carnaval era apenas ir até onde estava a bandinha, e comer pipoca doce e salgada misturada. Desde aquele tempo não era adepto de ficar no meio da muvuca, nem podia na época. Mas era algo alegre de se ver, algo civilizado onde no fim tudo que se via era confete, serpentina. Hoje, no melhor dos cenários, quando um bloco passa ficam toneladas de lixo de todos os tipos, e um cheiro insuportável de urina.
Sonho com a volta dos velhos carnavais, onde quem gosta pode se divertir sem medo, e sem ter que presenciar situações lamentáveis e odores tão lamentáveis quanto. E quem não gosta possa olhar e sorrir com alegria dos foliões de verdade.
e a fantasia vai voltar pro barracão
outra ilusão desaparece quarta-feira
queira ou não queira terminou o carnaval (...)"
Ah! Fim do carnaval! Quem me conhece sabe o quanto gosto da quarta-feira de cinzas. Fim do carnaval, da agitação... Início da Quaresma, e efetivamente do ano.
Pode parecer uma afirmação ranzinza, de aversão à festa, à diversão popular, mas acredite em mim, não é. O carnaval tem "duas importâncias" que admito e acredito: desopilação mental (para quem gosta) e prenuncio da Quaresma (para quem crê). Infelizmente essas duas características acabam perdendo a ligação entre si, diante da desestruturação social provocada tipo de festa que se tornou o carnaval.
Em sua origem recente, carnaval era a última festa antes de começar o segundo período mais importante da Igreja: a Quaresma, época de reflexão e preparação para Páscoa que só perde em importância para própria Páscoa. Usualmente não se comia carne durante a Quaresma, por isso fazia-se essa "festa da carne", carneval, carnaval.
Deturpado o sentido da festa, assim como a sociedade em si cada dia mais deturpada, virou uma festa de depravação, onde o culto à libido é maior que a própria vontade de se divertir verdadeiramente. Pessoas, sob a desculpa de ser carnaval, já não são donas de si mesmas, passam a ser de todos e ao mesmo tempo de ninguém. A dança, a música, tudo passou a ser apenas um complemento aos principais atores da festa: "pegação", sexo. No meio disso, ainda tem que só queira brigar...
Lembro de meus tempos de criança, tinha uma bandinha na esquina que tocava aquelas músicas antigas de carnaval. Minha alegria no carnaval era apenas ir até onde estava a bandinha, e comer pipoca doce e salgada misturada. Desde aquele tempo não era adepto de ficar no meio da muvuca, nem podia na época. Mas era algo alegre de se ver, algo civilizado onde no fim tudo que se via era confete, serpentina. Hoje, no melhor dos cenários, quando um bloco passa ficam toneladas de lixo de todos os tipos, e um cheiro insuportável de urina.
Sonho com a volta dos velhos carnavais, onde quem gosta pode se divertir sem medo, e sem ter que presenciar situações lamentáveis e odores tão lamentáveis quanto. E quem não gosta possa olhar e sorrir com alegria dos foliões de verdade.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Esperando Por Mim
Existem músicas que dizem muito a mim, e algumas que dizem muito sobre mim. De fato não sei em qual categoria eu incluiria a música "Esperando por mim" do Legião Urbana.
Talvez o mais exato seja que ela retrata uma fase de minha vida em que tudo que eu queria era me isolar do mundo, e nessa tentativa muitas atitudes minhas eram mal interpretadas. Bem, vou comentar ao decorrer da música, estrofe por estrofe.
Acho que você não percebeu
Que o meu sorriso era sincero
Sou tão cínico às vezes
Tentar parecer frio, as atitudes a meu redor, independente de qualquer pessoa ou sentimento. Me pergunto às vezes quantos sorrisos sinceros eu dei sem que ninguém percebesse.
O tempo todo
Estou tentando me defender
Esse é um costume que eu tinha e fui perdendo aos poucos: a culpa eterna. Creio que era um certo egocentrismo de minha parte também, procurando me defender sem ter culpa, às vezes sem que houvesse de fato um culpado, e em alguns casos, assumindo a culpa por algo que não fiz.
Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria
arrogância
Esperando por um pouco de afeição
Esse é um ponto que concordo e muito. O mal do século é a solidão. Abandonamos o convívio humano, as conversas por trocas de mensagens por telefone, computador e afins. Perdemos o contato, e muitos tem mais amigos virtuais nas redes sociais que amigos de verdade, que nos tem verdadeiro apreço. Não creio que esse distanciamento das pessoas seja unicamente por comodidade não. Em alguns casos, em parte é arrogância de achar que não precisa do velho contato, outras vezes o medo de não agradar, o medo de não ter o tempo de reler e apagar a mensagem antes de enviar. Mas algo em nós não mudou: a busca por afeição. Em meus tempos "isolados" não era diferente, tinha medo, receio, e arrogância de crer que, mesmo me fechando cada vez mais, alguém poderia encontrar-me no casulo em que me fechara.
Hoje não estava nada bem
Mas a tempestade me distrai
Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Tive dias ruins, assim como todos, e ainda os tenho, onde por mais sol que esteja do lado de fora, uma tempestade agitasse dentro de nós. E nesses dias, não sei, talvez por achar mais agradável o "mundo externo" parecido com meu "mundo interno", gosto mesmo de olhar a chuva, os raios, sentir a brisa molhada da chuva.
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí prá caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz
Caminhar... Sempre me fez bem caminhar, seja acompanhado conversando, ou sozinho. Caminhar me faz pensar, colocar as ideias, pensamentos, conclusões todas no seu devido lugar. Caminhar sempre me deixou em paz, comigo e com o mundo... Sempre foram meus momentos de maior paz.
É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos
Noite. Mais que a ausência do sol no fim do dia. A noite da alma, onde a luz, o movimento, a agitação. Nesse silencio, tudo faz sentido, os pensamentos podem se realocar, e seus próprios gritos se calam, e no sono, não simples sono físico, mas o sono espiritual, a paz impera, domina.
E o que disserem
Meu pai sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim
E o que disserem
Agora meu filho espera por mim
Esses versos concluem com sabedoria toda reflexão que esta música pode trazer. Não importa o que se pense, o que se diga: o mundo deve seguir adiante. Nossos pais o fizeram, esperando que nós também o fizéssemos, que aprendêssemos a seguir adiante, assim como algumas pessoas que cruzaram nosso caminho, e mesmo que não tenhamos percebido ou valorizado são nossos verdadeiros amigos. E o futuro, nossos filhos (ou não), os descendentes desse mundo esperam por nós.
Estamos vivendo
E o que disserem os nossos dias serão para sempre
Esse é um ponto importante. Problemas surgem, passamos por momentos diversos, alegres e tristes, mas estamos vivendo. Hoje eu sei, existe um mundo ao nosso redor, vivemos nele, ele seguirá adiante e nós também seguiremos. Como nossos antepassados fizeram, e nossos descendentes o farão. Até que o mundo acabe.
Talvez o mais exato seja que ela retrata uma fase de minha vida em que tudo que eu queria era me isolar do mundo, e nessa tentativa muitas atitudes minhas eram mal interpretadas. Bem, vou comentar ao decorrer da música, estrofe por estrofe.
Acho que você não percebeu
Que o meu sorriso era sincero
Sou tão cínico às vezes
Tentar parecer frio, as atitudes a meu redor, independente de qualquer pessoa ou sentimento. Me pergunto às vezes quantos sorrisos sinceros eu dei sem que ninguém percebesse.
O tempo todo
Estou tentando me defender
Esse é um costume que eu tinha e fui perdendo aos poucos: a culpa eterna. Creio que era um certo egocentrismo de minha parte também, procurando me defender sem ter culpa, às vezes sem que houvesse de fato um culpado, e em alguns casos, assumindo a culpa por algo que não fiz.
Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria
arrogância
Esperando por um pouco de afeição
Esse é um ponto que concordo e muito. O mal do século é a solidão. Abandonamos o convívio humano, as conversas por trocas de mensagens por telefone, computador e afins. Perdemos o contato, e muitos tem mais amigos virtuais nas redes sociais que amigos de verdade, que nos tem verdadeiro apreço. Não creio que esse distanciamento das pessoas seja unicamente por comodidade não. Em alguns casos, em parte é arrogância de achar que não precisa do velho contato, outras vezes o medo de não agradar, o medo de não ter o tempo de reler e apagar a mensagem antes de enviar. Mas algo em nós não mudou: a busca por afeição. Em meus tempos "isolados" não era diferente, tinha medo, receio, e arrogância de crer que, mesmo me fechando cada vez mais, alguém poderia encontrar-me no casulo em que me fechara.
Hoje não estava nada bem
Mas a tempestade me distrai
Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Tive dias ruins, assim como todos, e ainda os tenho, onde por mais sol que esteja do lado de fora, uma tempestade agitasse dentro de nós. E nesses dias, não sei, talvez por achar mais agradável o "mundo externo" parecido com meu "mundo interno", gosto mesmo de olhar a chuva, os raios, sentir a brisa molhada da chuva.
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí prá caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz
Caminhar... Sempre me fez bem caminhar, seja acompanhado conversando, ou sozinho. Caminhar me faz pensar, colocar as ideias, pensamentos, conclusões todas no seu devido lugar. Caminhar sempre me deixou em paz, comigo e com o mundo... Sempre foram meus momentos de maior paz.
É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos
Noite. Mais que a ausência do sol no fim do dia. A noite da alma, onde a luz, o movimento, a agitação. Nesse silencio, tudo faz sentido, os pensamentos podem se realocar, e seus próprios gritos se calam, e no sono, não simples sono físico, mas o sono espiritual, a paz impera, domina.
E o que disserem
Meu pai sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim
E o que disserem
Agora meu filho espera por mim
Esses versos concluem com sabedoria toda reflexão que esta música pode trazer. Não importa o que se pense, o que se diga: o mundo deve seguir adiante. Nossos pais o fizeram, esperando que nós também o fizéssemos, que aprendêssemos a seguir adiante, assim como algumas pessoas que cruzaram nosso caminho, e mesmo que não tenhamos percebido ou valorizado são nossos verdadeiros amigos. E o futuro, nossos filhos (ou não), os descendentes desse mundo esperam por nós.
Estamos vivendo
E o que disserem os nossos dias serão para sempre
Esse é um ponto importante. Problemas surgem, passamos por momentos diversos, alegres e tristes, mas estamos vivendo. Hoje eu sei, existe um mundo ao nosso redor, vivemos nele, ele seguirá adiante e nós também seguiremos. Como nossos antepassados fizeram, e nossos descendentes o farão. Até que o mundo acabe.
Tempo...
A priori gostaria de me desculpar com aqueles que costumam ler esse blog. Fiquei um longo tempo sem nada escrever deixando meus 2 ou 3 leitores sem ter o que ler, o que comentar, sem ter motivos para criticar-me pela qualidade ou falta desta em meus escritos.
A inspiração nem sempre tem falhado, o que falta é um tempo a dedicar a isso. E essa questão (falta de tempo) parece ser o grande mal da humanidade moderna; nossos afazeres aumentam cada dia e o tempo para tudo isso não segue o mesmo caminho.
Uma grande amiga, certa vez me disse: depois dos quinze o tempo voa cada vez mais. E é uma grande verdade, conforme a idade aumenta as obrigações também aumentam. E cada dia acordamos mais cedo, dormimos mais tarde e chegamos ao fim do dia com a impressão de deixarmos muito por fazer.
Bem, caro leitor que hoje se deu ao trabalho de novamente acessar esse blog, agradeço por sua visita, e é por sua causa que hoje escrevi essa enrolação: para prometer escrever com mais frequência, nem que sejam pequenos textos.
Fica promessa, pode(m) cobrar.
A inspiração nem sempre tem falhado, o que falta é um tempo a dedicar a isso. E essa questão (falta de tempo) parece ser o grande mal da humanidade moderna; nossos afazeres aumentam cada dia e o tempo para tudo isso não segue o mesmo caminho.
Uma grande amiga, certa vez me disse: depois dos quinze o tempo voa cada vez mais. E é uma grande verdade, conforme a idade aumenta as obrigações também aumentam. E cada dia acordamos mais cedo, dormimos mais tarde e chegamos ao fim do dia com a impressão de deixarmos muito por fazer.
Bem, caro leitor que hoje se deu ao trabalho de novamente acessar esse blog, agradeço por sua visita, e é por sua causa que hoje escrevi essa enrolação: para prometer escrever com mais frequência, nem que sejam pequenos textos.
Fica promessa, pode(m) cobrar.
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