Todos os grandes eventos exigem uma preparação. Por isso, a Igreja instituiu, na Liturgia, um período que antecede o Natal: o Advento que, ao longo da história da Igreja, tomou diversas formas.
Receber uma visita é uma arte que uma dona de casa exercita com freqüência. E quando o Jesus é ilustre, os preparativos são mais exigentes. Imagine o leitor que numa Missa de domingo seu pároco anunciasse a visita pastoral do bispo diocesano, acrescida de uma particularidade: um dos paroquianos seria escolhido à sorte para receber o prelado em sua casa, para almoçar, após a Missa.
Certamente, durante alguns dias, tudo no lar da família eleita se voltaria para a preparação de tão honrosa visita. A seleção do menu, para o almoço, o que melhorar na decoração do lar, que roupas usar nessa ocasião única. Na véspera, uma arrumação geral na casa seria de praxe, de modo a ficar tudo eximiamente ordenado, na expectativa do grande dia.
Essa preparação que normalmente se faz, na vida social, para receber um visitante de importância, também é conveniente fazer-se no campo sobrenatural. É o que ocorre, no ciclo litúrgico, em relação às grandes festividades, como por exemplo o Natal. A Santa Igreja, em sua sabedoria multissecular, instituiu um período de preparação, com a finalidade de compenetrar todas as almas cristãs da importância desse acontecimento e proporcionar-lhes os meios de se purificarem para celebrar essa solenidade dignamente. Esse período é chamado de Advento.
Significado do termo
Advento - adventus, em latim - significa vinda, chegada. É uma palavra de origem profana que designava a vinda anual da divindade pagã, ao templo, para visitar seus adoradores. Acreditava-se que o deus cuja estátua era ali cultuada permanecia em meio a eles durante a solenidade. Na linguagem corrente, significava também a primeira visita oficial de um personagem importante, ao assumir um alto cargo. Assim, umas moedas de Corinto perpetuam a lembrança do adventus augusti, e um cronista da época qualifica de adventus divi o dia da chegada do Imperador Constantino. Nas obras cristãs dos primeiros tempos da Igreja, especialmente na Vulgata, adventus se transformou no termo clássico para designar a vinda de Cristo à terra, ou seja, a Encarnação, inaugurando a era messiânica e, depois, sua vinda gloriosa no fim dos tempos.
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Surgimento do Advento cristão
Os primeiros traços da existência de um período de preparação para o Natal aparecem no século V, quando São Perpétuo, Bispo de Tours, estabeleceu um jejum de três dias, antes do nascimento do Senhor. É também do final desse século a "Quaresma de São Martinho", que consistia num jejum de 40 dias, começando no dia seguinte à festa de São Martinho.
São Gregório Magno (590- 604) foi o primeiro Papa a redigir um ofício para o Advento, e o Sacramentário Gregoriano é o mais antigo em prover missas próprias para os domingos desse tempo litúrgico.
No século IX, a duração do Advento reduziu-se a quatro semanas, como se lê numa carta do Papa São Nicolau I (858-867) aos búlgaros. E no século XII o jejum havia sido já substituído por uma simples abstinência.
Apesar do caráter penitencial do jejum ou abstinência, a intenção dos papas, na alta Idade Média, era produzir nos fiéis uma grande expectativa pela vinda do Salvador, orientando-os para o seu retorno glorioso no fim dos tempos. Daí o fato de tantos mosaicos representarem vazio o trono do Cristo Pantocrator. O velho vocábulo pagão adventus se entende também no sentido bíblico e escatológico de "parusia".
O Advento nas Igrejas do Oriente
Nos diversos ritos orientais, o ciclo de preparação para o grande dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo formou-se com uma característica acentuadamente ascética, sem abranger toda a amplitude de espera messiânica que caracteriza o Advento na liturgia romana.
Na liturgia bizantina destaca-se, no domingo anterior ao Natal, a comemoração de todos os patriarcas, desde Adão até José, esposo Cristo Rei.jpgda Santíssima Virgem Maria. No rito siríaco, as semanas que precedem o Natal chamam-se "semanas das anunciações". Elas evocam o anúncio feito a Zacarias, a Anunciação do Anjo a Maria, seguida da Visitação, o nascimento de João Batista e o anúncio a José.
O Advento na Igreja Latina
É na liturgia romana que o Advento toma o seu sentido mais amplo. Muito diferente do menino pobre e indefeso da gruta de Belém,nos aparece Cristo, no primeiro domingo, cheio de glória e esplendor, poder e majestade, rodeado de seus Anjos, para julgar os vivos e os mortos e proclamar o seu Reino eterno, após os acontecimentos que antecederão esse triunfo: "Haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; e, na Terra, angústia entre as nações aterradas com o bramido e a agitação do mar" (Lc 21, 25). "Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem" (Lc 21, 36). É a recomendação do Salvador.
Como ficar de pé diante do Filho do Homem? A nós cabe corar de vergonha, como diz a Escritura. A Igreja assim nos convida à penitência e à conversão e nos coloca, no segundo domingo, diante da grandiosa figura de São João Batista, cuja mensagem ajuda a ressaltar o caráter penitencial do Advento.
Com a alegria de quem se sente perdoado, o terceiro domingo se inicia com a seguinte proclamação: "Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto". É o domingo Gaudete. Estando já próxima a chegada do Homem- Deus, a Igreja pede que "a bondade do Senhor seja conhecida de todos os homens". Os paramentos são cor-de-rosa.
No quarto domingo, Maria, a estrela da manhã, anuncia a chegada do verdadeiro Sol de Justiça, para iluminar todos os homens. Quem, melhor do que Ela, para nos conduzir a Jesus? A Santíssima Virgem, nossa doce advogada, reconcilia os pecadores com Deus, ameniza nossas dores e santifica nossas alegrias. É Maria a mais sublime preparação para o Natal.
Com esse tempo de preparação, quer a Igreja ensinar-nos que a vida neste vale de lágrimas é um imenso advento e, se vivermos bem, isto é, de acordo com a Lei de Deus, Jesus Cristo será nossa recompensa e nos reservará no Céu um belo lugar, como está escrito: "Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam" (1Cor 2, 9).
A Coroa do Advento
Ela é tão simples quanto bonita: um círculo feito de ramos verdes, geralmente de ciprestes ou cedros. Nele coloca-se uma fita vermelha longa que, ao mesmo tempo enfeita e mantém presos à haste circular os ramos. Quatro velas de cores variadas completam essa bela guirlanda que, nos países cristãos, orna e marca há séculos a época do advento. A esta guirlanda dá-se o nome de Coroa do Advento.
Um antigo costume piedoso
Nos domingos de Advento, existe o piedoso costume de as famílias e as comunidades católicas se reunirem em torno de uma coroa para rezar. A "liturgia da coroa", como é conhecida esta oração, realiza-se de um modo muito simples. Todos os participantes da oração colocam-se em torno daquela guirlanda enfeitada e a cerimônia tem início, Em cada uma das quatro semanas do advento acende-se uma nova vela, até que todas sejam acesas.
O acender das velas é sempre acompanhado com um canto. Logo em seguida, lê-se uma passagem das Sagradas Escrituras que seja própria para o tempo do Advento e é feita uma pequena meditação. Depois disso é que são realizadas algumas orações e são feitos alguns louvores para encerrar a cerimônia. Geralmente a guirlanda da coroa, bem como as velas são bentas por um sacerdote.
Origem
A Coroa de Advento tem sua origem na Europa. No inverno, seus ainda bárbaros habitantes acendiam algumas velas que representavam a luz do Sol. Assim, eles afirmavam a esperança que tinham de que a luz e o calor do astro-rei voltaria a brilhar sobre eles e aquecê-los. Com o desejo de evangelizar aquelas almas, os primeiros missionários católicos que lá chegaram quiseram, a partir doscostumes dos da terra, ensinar-lhes a Fé e conduzi-los para Jesus Cristo. Foi assim que, criaram a "coroa do advento", carregada de símbolos, ensinamentos e lições de vida.
A forma circular
O círculo não tem princípio, nem fim. É interpretado como sinal do amor de Deus que é eterno, não tendo princípio e nem fim. O círculo simboliza também o amor do homem a Deus e ao prócoroa_advento.jpgximo que nunca deve se acabar, chegar ao fim. O círculo ainda traz a ideia de um "elo" de união que liga Deus e as pessoas, como uma grande "Aliança".
Ramos verdes
Verde é a cor que representa a esperança, a vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida terrena. Os ramos verdes lembram as bênçãos que sobre os homens foram derramadas por Nosso Senhor Jesus Cristo, em sua primeira vinda entre nós e que, agora, com uma esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na segunda e definitiva volta dEle.
Quatro velas
O advento tem quatro semanas, cada vela colocada na coroa simboliza uma dessas quatro semanas. No início a Coroa está sem luz, sem brilho, sem vida: ela lembra a experiencia de escuridão do pecado.
À medida em que nos aproximamos do Natal, a cada semana do Advento, uma nova vela vai sendo acesa, representando a aproximação da chegada até nós Daquele que é a Luz do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é quem dissipa toda escuridão, é quem traz aos nossos corações a reconciliação tão esperada entre nós e Deus e, por amor a Ele, a "paz na Terra entre os homens de boa vontade".
(Fontes:Pe. Mauro Sérgio da Silva Isabel, EP; Revista Arautos do Evangelho, Dez/2006, n. 60, p. 18-19 / Fonte: - http://www.acidigital.com)
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Curto...
Um texto curto. Poucas palavras são ditas, mas dessas poucas, múltiplos significados brotam. E continuam brotando a cada pessoa que lê, cada vez que cada pessoa lê.
Um texto curto que no fim, pode nada dizer a mim e muito dizer a ti. Um texto de sonhos.
Sonhos que já não lembro, que a aurora ao despertar-me fez esquecê-los, deixá-los ocultos no subconsciente inacessível. Sonhos... nem sei se os tenho, por mais que a impressão muitas vezes seja de acordar no meio deles, e aos poucos ele vai esvaindo da mente como se nunca tivesse existido. E acho que nunca existiu.
De olhos abertos, olho ao redor e procuro qualquer pista cotidiana que me lembre algo, qualquer coisa que faça acender a faísca que iluminará a lembrança. E nada. Ao longo do dia ouço músicas que no fundo me dizem algo, que já não sei o que. Leio textos e notícias que despertam uma fagulha, que nunca vira fogo real. E de nada lembro.
No fim do dia, durmo sem saber se sonharei e, se sonhar, se será algo novo ou um contínuo do que já esqueci. Mas no fundo da minha alma não esquecera, ali está guardado e acumulará esse novo ou contínuo para um dia despertar na mente consciente como lembranças de dias que nunca existiram. Ou que existiram apenas no devaneio do mundo dos sonhos. O desconhecido e inebriante mundo dos sonhos. Que nada mais me dizem. Do qual não sou parte.
Um texto curto que no fim, pode nada dizer a mim e muito dizer a ti. Um texto de sonhos.
Sonhos que já não lembro, que a aurora ao despertar-me fez esquecê-los, deixá-los ocultos no subconsciente inacessível. Sonhos... nem sei se os tenho, por mais que a impressão muitas vezes seja de acordar no meio deles, e aos poucos ele vai esvaindo da mente como se nunca tivesse existido. E acho que nunca existiu.
De olhos abertos, olho ao redor e procuro qualquer pista cotidiana que me lembre algo, qualquer coisa que faça acender a faísca que iluminará a lembrança. E nada. Ao longo do dia ouço músicas que no fundo me dizem algo, que já não sei o que. Leio textos e notícias que despertam uma fagulha, que nunca vira fogo real. E de nada lembro.
No fim do dia, durmo sem saber se sonharei e, se sonhar, se será algo novo ou um contínuo do que já esqueci. Mas no fundo da minha alma não esquecera, ali está guardado e acumulará esse novo ou contínuo para um dia despertar na mente consciente como lembranças de dias que nunca existiram. Ou que existiram apenas no devaneio do mundo dos sonhos. O desconhecido e inebriante mundo dos sonhos. Que nada mais me dizem. Do qual não sou parte.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Primeira paixão...
Outro dia me perguntaram se ainda gosto de ti... Sorri e sem pensar muito fui obrigado a dizer:
- Não consigo não gostar...
- Mesmo com tanta tristeza e sofrimento que já te trouxe? - me indagaram
Olhei para quem me perguntava, sorri e novamente afirmei que não tem como ser diferente, foi minha primeira paixão, meu primeiro amor. Às vezes acho que antes mesmo de nascer, já estava escrito que conheceria, me apaixonaria e no fim seria parte de ti, independente do que acontecesse.
Claro, não sou cego para esquecer os momentos ruins, as vezes que por tua causa fiquei triste, chateado... Mas sei que no fundo a essência é boa, o mundo e as pessoas é que fazem com que nem tudo seja alegria. Mas sei se dependesse unicamente de ti, de tua beleza, história exemplar e força, a felicidade seria onipresente.
Sei tanto quanto ti, que os últimos dez anos não foram como esperado. Uma ou outra ocasião boa mesmo, um ano ou dois de esperança de dias melhores, de um futuro bom, mas no geral houve momentos bem ruins mesmo, que não precisaríamos passar. Novamente digo: sei que não tens culpa, muitas pessoas estavam "conspirando contra", outras poderiam ter até boas intenções, mas atrapalhadas acabaram prejudicando muito mais que ajudando. Estamos sobrevivendo, isso é o que importa.
Desde o início quis saber tudo que podia e não podia sobre ti. Mas de mim... Cheguei a conclusão que nada sabes ou conheces. Nada mesmo, a não ser o nome. Não que eu me opusesse a que me conhecesses bem, nada disso. Mas sei que existem pessoas mais importantes para ti. Sempre existiram, e talvez sempre existirão. Não tem problema, continuarei no anonimato, então, um "amor platônico" como dizem, eternizado em mim. O sentimento não pode parar!
Uma música resume bem "nossa relação"... Porque o amor, não tem divisão!
"De todos os amores que eu tive, és o mais antigo
O Vasco é minha vida, minha história, o meu primeiro amigo
Quem não te conhece me pergunta por que eu te segui
Eu levo a Cruz-de-Malta no meu peito desde que eu nasci
E eu não páro ... Não páro, não!
A Cruz-de-Malta ... Meu coração!
Vasco da Gama ... Minha paixão!
Vasco da Gama ... Religião"
- Não consigo não gostar...
- Mesmo com tanta tristeza e sofrimento que já te trouxe? - me indagaram
Olhei para quem me perguntava, sorri e novamente afirmei que não tem como ser diferente, foi minha primeira paixão, meu primeiro amor. Às vezes acho que antes mesmo de nascer, já estava escrito que conheceria, me apaixonaria e no fim seria parte de ti, independente do que acontecesse.
Claro, não sou cego para esquecer os momentos ruins, as vezes que por tua causa fiquei triste, chateado... Mas sei que no fundo a essência é boa, o mundo e as pessoas é que fazem com que nem tudo seja alegria. Mas sei se dependesse unicamente de ti, de tua beleza, história exemplar e força, a felicidade seria onipresente.
Sei tanto quanto ti, que os últimos dez anos não foram como esperado. Uma ou outra ocasião boa mesmo, um ano ou dois de esperança de dias melhores, de um futuro bom, mas no geral houve momentos bem ruins mesmo, que não precisaríamos passar. Novamente digo: sei que não tens culpa, muitas pessoas estavam "conspirando contra", outras poderiam ter até boas intenções, mas atrapalhadas acabaram prejudicando muito mais que ajudando. Estamos sobrevivendo, isso é o que importa.
Desde o início quis saber tudo que podia e não podia sobre ti. Mas de mim... Cheguei a conclusão que nada sabes ou conheces. Nada mesmo, a não ser o nome. Não que eu me opusesse a que me conhecesses bem, nada disso. Mas sei que existem pessoas mais importantes para ti. Sempre existiram, e talvez sempre existirão. Não tem problema, continuarei no anonimato, então, um "amor platônico" como dizem, eternizado em mim. O sentimento não pode parar!
Uma música resume bem "nossa relação"... Porque o amor, não tem divisão!
"De todos os amores que eu tive, és o mais antigo
O Vasco é minha vida, minha história, o meu primeiro amigo
Quem não te conhece me pergunta por que eu te segui
Eu levo a Cruz-de-Malta no meu peito desde que eu nasci
E eu não páro ... Não páro, não!
A Cruz-de-Malta ... Meu coração!
Vasco da Gama ... Minha paixão!
Vasco da Gama ... Religião"
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Textos incompletos
Sento e penso em escrever algo. Mas a mente começa a se esvaziar assim que começo a escrever. Paro onde estou, salvo fecho e tento mais tarde. E novamente o processo se repete, no meio do texto, a ideia se vai e fico parado, sem saber o que escrever, como continuar.
E os textos, as ideias vão virando rascunhos incompletos, esperando o dia em que poderão ser terminados e lidos. Se fosse em papel, formariam uma pilha, ou virariam bolas massadas de papel. Na tela do computador ganham uma sobrevida, uma nova chance de um dia terem forma. E vida.
As ideias nunca aparecem quando se tem como anotá-las. Certas vezes, caminhando aparecem sem que eu possa parar e anotar. E nesses momentos parecem que procriam, desenvolvem-se com coesão e beleza, para morrerem sem vida e esqueléticas quando tenho oportunidade de escrever.
Leitor, esse pequeno texto não é uma desculpa pela falta de um bom texto para leres. É um desabafo, é um pouco de mim nessas linhas, para sentires que nem sempre é fácil trazer até ti algo que possa me orgulhar e lhe entreter. Escrever é para mim algo prazeroso, relaxante, quase terapêutico, mas isso não quer dizer que seja sempre fácil.
Uma escritora que conheci, certa vez me disse que a tristeza inspira mais que a alegria, e talvez esse seja o problema e se assim for sou grato pela falta de inspiração. Mas de fato não creio muito nisso. Acredito muito nos extremos, esses sim inspiram mais.
Momentos pontuais de grande alegria ou tristeza ou qualquer outro sentimento inspira a expansão da própria alma que extravasa pelas palavras, e forma um texto belo, fluido e bom de se ler.
Os extremos acontecem. Acredite. E belos textos virão. Por enquanto peço que perdoe este que escreve, que está aqui por ti e por si. Como sempre...
E os textos, as ideias vão virando rascunhos incompletos, esperando o dia em que poderão ser terminados e lidos. Se fosse em papel, formariam uma pilha, ou virariam bolas massadas de papel. Na tela do computador ganham uma sobrevida, uma nova chance de um dia terem forma. E vida.
As ideias nunca aparecem quando se tem como anotá-las. Certas vezes, caminhando aparecem sem que eu possa parar e anotar. E nesses momentos parecem que procriam, desenvolvem-se com coesão e beleza, para morrerem sem vida e esqueléticas quando tenho oportunidade de escrever.
Leitor, esse pequeno texto não é uma desculpa pela falta de um bom texto para leres. É um desabafo, é um pouco de mim nessas linhas, para sentires que nem sempre é fácil trazer até ti algo que possa me orgulhar e lhe entreter. Escrever é para mim algo prazeroso, relaxante, quase terapêutico, mas isso não quer dizer que seja sempre fácil.
Uma escritora que conheci, certa vez me disse que a tristeza inspira mais que a alegria, e talvez esse seja o problema e se assim for sou grato pela falta de inspiração. Mas de fato não creio muito nisso. Acredito muito nos extremos, esses sim inspiram mais.
Momentos pontuais de grande alegria ou tristeza ou qualquer outro sentimento inspira a expansão da própria alma que extravasa pelas palavras, e forma um texto belo, fluido e bom de se ler.
Os extremos acontecem. Acredite. E belos textos virão. Por enquanto peço que perdoe este que escreve, que está aqui por ti e por si. Como sempre...
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Os bons morrem jovens...
"É tão estranho / os bons morrem jovens / assim parece ser / quando me lembro de você / que acabou indo embora / cedo demais."¹
Esse verso transmite a sensação sentida ontem, com a partida de uma pessoa muito alegre, que tão cedo foi ao encontro de Deus.
Perto de tantos que sentem sua partida, eu a conhecia há bem pouco tempo, apenas uns seis anos, e há pouco mais de quatro anos passei a oficialmente fazer parte da família. E desde o primeiro momento, assim como os demais dessa família que ganhei, ela me acolheu com muita alegria.
Alegre e alegradora, divertida e divertidora. Feliz, assim era o ambiente que ela estava e assim que vou sempre me lembrar dela, os encontros em família com brincadeiras ou jogos, como no último sábado, que sem querer se tornou uma pequena festa de despedida. Lembro dela fazendo os docinhos e chocolates de meu casamento, elogiados até hoje, sempre dizendo que diferente dos dela, "por aqui" fazem os doces tudo igual com massa de leite condensado e colocam sabor. Incentivando o pessoal a dançar, a se divertir, se integrar nas festas, nos encontros, nos natais. E eu fui um felizardo por ter te presenteado no último amigo oculto de Natal.
É prima... você vai fazer falta... Não houve uma visita a Campos que não nos víssemos e "trocássemos" zoações por ser "torcedores rivais". Agora você está alegrando os anjos e convivas aí no céu, que nunca mais será o mesmo. Espere por nós, mas sem pressa. Prometemos nos esforçar bastante para ter a graça de um dia poder ir para junto do Pai e rever-te. Termos a graça, como já tens. Até no nome.
Uma imagem que para mim resume todo bom humor que sempre transmitiu é essa foto que recebi. Após meu casamento, eu em lua de mel, e você organizou uma "festinha" em minha casa e com ajuda de um lençol personificou "a gueixa campista resignada". Mesmo distante, como sempre, nos fez sorrir. E continuará fazendo, com as boas lembranças que deixou.
Esse verso transmite a sensação sentida ontem, com a partida de uma pessoa muito alegre, que tão cedo foi ao encontro de Deus.
Perto de tantos que sentem sua partida, eu a conhecia há bem pouco tempo, apenas uns seis anos, e há pouco mais de quatro anos passei a oficialmente fazer parte da família. E desde o primeiro momento, assim como os demais dessa família que ganhei, ela me acolheu com muita alegria.
Alegre e alegradora, divertida e divertidora. Feliz, assim era o ambiente que ela estava e assim que vou sempre me lembrar dela, os encontros em família com brincadeiras ou jogos, como no último sábado, que sem querer se tornou uma pequena festa de despedida. Lembro dela fazendo os docinhos e chocolates de meu casamento, elogiados até hoje, sempre dizendo que diferente dos dela, "por aqui" fazem os doces tudo igual com massa de leite condensado e colocam sabor. Incentivando o pessoal a dançar, a se divertir, se integrar nas festas, nos encontros, nos natais. E eu fui um felizardo por ter te presenteado no último amigo oculto de Natal.
É prima... você vai fazer falta... Não houve uma visita a Campos que não nos víssemos e "trocássemos" zoações por ser "torcedores rivais". Agora você está alegrando os anjos e convivas aí no céu, que nunca mais será o mesmo. Espere por nós, mas sem pressa. Prometemos nos esforçar bastante para ter a graça de um dia poder ir para junto do Pai e rever-te. Termos a graça, como já tens. Até no nome.
Uma imagem que para mim resume todo bom humor que sempre transmitiu é essa foto que recebi. Após meu casamento, eu em lua de mel, e você organizou uma "festinha" em minha casa e com ajuda de um lençol personificou "a gueixa campista resignada". Mesmo distante, como sempre, nos fez sorrir. E continuará fazendo, com as boas lembranças que deixou.
"(...) vai com os anjos! vai em paz.(...) lembro das tardes que passamos juntos / não é sempre mais eu sei / que você está bem agora / só que este ano / o verão acabou / cedo demais."¹
(1) Love In The Afternoon - Legião Urbana
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Bom, mau...
Já disseram que sou bom. Que tenho um bom coração... Já me elogiaram por vários motivos, muitos que nem considero simplesmente por crer não estar fazendo nada excepcional.
Já me criticaram. Disseram que sou ruim, sou um lixo, que não presto. Já me condenaram por coisas que nunca fiz, por interpretações erradas sobre mim ou meus atos, e também por atos falhos não intencionais.
Não sou perfeito, sou sujeito a erros e acertos. Mas também não sou de todo bom, por mais que minha essência o seja.
. Já menti, omiti, "enganei", já agi errado sabendo ser errado. Em geral nada de grande dano a outrem, mas já o fiz, em atos e palavras. Já me vinguei e me senti no direito de fazê-lo, mesmo me arrependendo depois. Não era necessário, e o prejuízo para mim quase foi bem pior. Um aprendizado de que não vale a pena vingança ou maldade, não há lucro em retribuir "na mesma moeda". Não sou santo, nem perfeito, me arrependi, mas no decorrer gostei. Doce no decorrer, com sabor bem amargo no fim, creio que deve ser sempre assim.
Já fui vitima de tudo isso também: mentiras, difamações, ataques verbais, ludibriações. E o pior já me culpei por isso, mas hoje não vejo culpados, pois foi tão fraqueza de quem o fez quanto minha de ter "aceito". Nada disso tem uma real importância se "do outro lado" a pessoa não aceita e recebe para si.
Hoje estou tranquilo.
A quem eu tenha feito mal, mesmo que nunca tenha percebido que fi-lo, peço que aceite meu perdão. Não peço desculpa, pois se tive culpa preciso assumí-la e não que essa me seja retirada. Peço perdão, e prometo não repetir. Se o fizer, me avise, pois não percebi meu erro.
A quem tenha me atingido de alguma forma, mesmo sem que eu tenha feito por merecer, eu perdoo. Não, não precisa de justificar. Está perdoado.
Estou vivo, tenho saúde, uma vida abençoada. Não tenho porquê me preocupar e deixar corroer por algo que não prejudicou minha vida. Talvez a ofensa injusta que recebi tenha contribuído para que minha vida chegasse ao ponto que está hoje. Nesse caso, devo agradecer e não condenar quem o fez.
Quero paz. Estou em paz. É tudo que preciso.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Culpa
Sou culpado. Pelo menos sempre admiti sê-lo, independente da culpa, independente se existiam culpados. Quando não existiam de fato, eu era o culpado. Por que? Se para outros era mais fácil atribuir a culpa, para mim era mais fácil assumi-la.
Aparentemente, até para mim hoje, isso pode parecer uma atitude tola, mas analisando a profundidade da situação, perde-se tal característica. Ao atribuir a culpa a alguém, você procura livrar-se de todo o comprometimento com os erros cometidos, e passa tal responsabilidade para outra pessoa, mesmo que apenas em seu pensamento. Dessa forma, você perde completamente a possibilidade de corrigi-los e tentar dar um novo direcionamento para a situação. É um caminho fácil, quando o que se deseja não há pressa ou quando a "pessoa culpada" assume a culpa e busca a solução em tempo e velocidade satisfatórios.
No fim você perde o controle da situação. Se culpar pelos erros, dá uma falsa sensação de controle da própria vida e do que acontece nele. Uma sensação utópica de que pode por conta própria resolver o problema, mesmo quando este envolve a necessária participação de outra pessoa.
Por outro lado é muito triste quando te incutem a culpa dos erros, você aceita e quando chega a hora da "culpa" pelo que deu certo, assumem para si. Então você passa a ser sempre o dono dos ônus, o responsável pelos erros e nunca aquele que acertou, pois para esse "cargo" nunca lhe passam essa "culpa".
Fui culpado. Mas não de tudo que me culpei, que me culparam. Eu me desculpei, e estou bem com isso, mesmo nunca ter aparecido quem me desculpasse. Cada um vive com sua consciência, e mesmo convencendo alguém a assumir culpas, não deixam de serem responsáveis por seus atos e a vida cobra os ajustes no devido tempo. No fim todos pagamos por nossos atos de alguma forma, mesmo que demore ou nem demos conta em vida. Após esta, nada afirmo além de minhas crenças. Para isso não peço que sejam retiradas as culpas que minhas são, peço o perdão e misericordia Divina diante de minha fraqueza diante do que sei que é errado, e minha ignorância sobre o que ainda não aprendi o certo.
Que Deus nos abençoe e guarde sempre.
Aparentemente, até para mim hoje, isso pode parecer uma atitude tola, mas analisando a profundidade da situação, perde-se tal característica. Ao atribuir a culpa a alguém, você procura livrar-se de todo o comprometimento com os erros cometidos, e passa tal responsabilidade para outra pessoa, mesmo que apenas em seu pensamento. Dessa forma, você perde completamente a possibilidade de corrigi-los e tentar dar um novo direcionamento para a situação. É um caminho fácil, quando o que se deseja não há pressa ou quando a "pessoa culpada" assume a culpa e busca a solução em tempo e velocidade satisfatórios.
No fim você perde o controle da situação. Se culpar pelos erros, dá uma falsa sensação de controle da própria vida e do que acontece nele. Uma sensação utópica de que pode por conta própria resolver o problema, mesmo quando este envolve a necessária participação de outra pessoa.
Por outro lado é muito triste quando te incutem a culpa dos erros, você aceita e quando chega a hora da "culpa" pelo que deu certo, assumem para si. Então você passa a ser sempre o dono dos ônus, o responsável pelos erros e nunca aquele que acertou, pois para esse "cargo" nunca lhe passam essa "culpa".
Fui culpado. Mas não de tudo que me culpei, que me culparam. Eu me desculpei, e estou bem com isso, mesmo nunca ter aparecido quem me desculpasse. Cada um vive com sua consciência, e mesmo convencendo alguém a assumir culpas, não deixam de serem responsáveis por seus atos e a vida cobra os ajustes no devido tempo. No fim todos pagamos por nossos atos de alguma forma, mesmo que demore ou nem demos conta em vida. Após esta, nada afirmo além de minhas crenças. Para isso não peço que sejam retiradas as culpas que minhas são, peço o perdão e misericordia Divina diante de minha fraqueza diante do que sei que é errado, e minha ignorância sobre o que ainda não aprendi o certo.
Que Deus nos abençoe e guarde sempre.
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