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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Um comentário

 Recebi outro dia, um comentário muito interessante em um de meus textos. Foi uma afirmação de que meu texto ajudou alguém que estava deprimido devido ao isolamento da pandemia que afetou diretamente seu trabalho.

É bom ver que algo que escrevi ajudou alguém, além de mim. Como já mencionei aqui, escrevo porque gosto, porque me faz bem. E tenho escrito tão pouco esse ano...

No começo comecei a escrever quase todos os dias. Passei a fazer relatos semanais e mantive assim por um bom tempo. O tempo foi ficando curto, espaços maiores foram surgindo, e esse ano mais ainda. Faltou-me tempo, organização (para ter tempo) e principalmente motivação. E isso me fez muito mal.

Porém, todas as ocasiões que recebo comentários, me sinto um pouco motivado a seguir, a voltar a escrever. E irei me reorganizar para tentar manter uma constância no próximo ano. Percebo que o maior número de comentários estão naqueles textos que destrincho letras de músicas. Tentarei escrever sobre músicas também. (E aceito sugestões).

Esse texto de hoje ficou com muitos assuntos juntos, mas o foco principal é você leitor. Agradecer por estar aqui, por ler um pouco do que escrevo, mesmo eu não tendo mantido meu compromisso com vocês. Contribua, comente, sinta-se a vontade. Infelizmente há muito ‘spam’ na rede, outros que são mal-educados mesmo, que para discordar ofendem não só a mim, mas outras pessoas também. Por isso, os comentários estão sujeitos a aprovação de publicação. Mas não se preocupe, publicarei assim que os ler. E caso queira apenas falar comigo, pode escrever também com a observação de "não publicar este comentário". Respeitarei seu pedido, e posso responder em uma publicação como esta também.

No mais, desejo a todos vocês que estão passando por aqui, um novo ano de paz e aprendizados. Saúde física e mental para enfrentar os problemas, as dificuldades e que nunca falte a fé para seguir seu caminho.

Um grande abraço e que Deus proteja a todos nós.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Feliz Natal

 Mais um Natal. Um Natal diferente, em um ano atípico. Nem todos poderemos passar com nossos entes queridos por segurança, nossa e deles. O mundo está em mais uma onda de pandemia de um vírus que se mostrou mais mortal do que se poderia imaginar. O que aprendemos com tudo isso que vem ocorrendo? Aprendemos a nos relacionar a distância, e assim encurtas as distâncias afetivas mesmo quando aumentaram as distâncias físicas. Aprendemos como somos frágeis. Nós, a raça humana, “a raça dominante”, percebemos que não somos nada perto de algo tão ínfimo quanto um vírus. Mesmo assim por vezes pensamos ser maiores, mais importantes, melhores que nosso próximo, nosso irmão.

Não, esse não é mais um Natal. Esse é o Natal. O Natal de termos esperança como em nenhum outro, de renovarmos nossas alegrias, mesmo à distância, mesmo que tenhamos perdido alguém querido, é uma ocasião de recordarmos o quanto essa pessoa nos fazia bem e celebrarmos para ela, por ela.

Para os cristãos celebra-se o nascimento do Salvador. Para os não crentes celebre a vida, a maior dádiva que nos foi presenteada.

Tenha um Natal de Paz e Esperança. A ti e toda família.                




Natal é o nascimento de Cristo. Ano Novo é o nascimento de uma nova esperança. 

Que o seu Natal seja brilhante de alegria e iluminado de amor!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Fim de mais um ano

 Mais um ano está terminando e, este não foi um ano qualquer. Foi bem atípico com toda situação de saúde, a questão pandêmica que estamos no mundo todo.

Aproximamo-nos mais das pessoas que vivem conosco e muitas vezes, com trabalho e outras atividades, passamos pouco tempo com elas. Aproximamo-nos de quem está longe, muitos descobriram novas formas de se comunicar, descobrimos novas formas de trabalhar, e um novo modo de viver. Por isso não foi um ano ruim. Foi atípico, mas de muito aprendizado.

Aprendemos a fragilidade da vida. Um vírus, algo ínfimo, que não possui nem uma célula, capaz de mudar o mundo. Por que nós, Homo sapiens sapiens, que nos denominamos assim: sabidos sabidos, não podemos mudar o mundo? Mudar a forma que lidamos com o meio ambiente a nossa volta, com as outras pessoas, com tudo e todos que compartilham o ambiente conosco. Usar a máxima de tratar outrem como gostaria de ser tratado.

Adotamos máscaras, e por ironia do destino, muitas "máscaras caíram". Cobrimos nossa face para evitar o contágio e, em simultâneo, descobrimos a "verdadeira face" de diversas pessoas, desde políticos a pessoas ao nosso redor. Mas nem tudo foi ruim. Se descobrimos a maldade ou indiferença de alguns, descobrimos a bondade escondida em outros. E isso me dá esperança.

Sim, tenho esperança de dias melhores. Por mais que em certas ocasiões, o que há de ruim fique mais notório, ainda há bondade no mundo, ainda há quem se preocupe com o próximo além de si mesmo. Que este número cresça, que não se perca a esperança de dias melhores, de um ano melhor, um ano de mais aprendizado, menos problemas.

Que Deus proteja a todos nós!

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Apenas hoje

 Hoje abri o ‘blog’ só pensando em escrever algo. Estranhamente, senti falta de alguns textos que acreditava ter publicado aqui. Talvez tenha ficado apenas em minha mente e nunca tenha de fato os escrito. De fato já não sei.

Percebi um grande hiato. Um texto em junho, outro em setembro e hoje escrevo este já em novembro. Infelizmente não tenho tido inspiração a escrever qualquer coisa, e percebo que isso é algo que já vem de um longo tempo. Infelizmente...

Escrever sempre me fez bem, me ajudou a pensar... Houve tempos que escrevia todo dia, até mais de uma vez ao dia. Houve tempo que separava ao menos um dia na semana para escrever. Agora, os pensamentos voam em minha mente, sem que eu organize em palavras. Tenho no rascunho quatro textos inacabados, que ficaram fora de ocasião, porque o tempo passou e já não faz tanto sentido em minha mente terminá-lo.

Penso que toda essa situação do mundo atual  (pandemia COVID19), mexeu mais comigo do que eu poderia imaginar. Descobri ter forças em situações que não imaginava, assim como descobri sentir mais do que sonhara em qualquer dia de minha vida.

Descobri pessoas, confirmei outras, me decepcionei com muitas e tudo isso faz parte do que sou, do que venho me tornando ao longo do tempo, e toda essa situação me mostrou com mais detalhes.

Sou um misto dos meus princípios básicos consolidados desde a infância (as coisas boas e ruins), tudo aquilo que sinto (mesmo que não entenda) e tudo o que as pessoas que realmente me conhecem pensam e sabem que sou. E por muitas vezes tento me convencer que sou o que essas pessoas "dizem que sou". Por quê? Como me disse certa vez uma pessoa sabia e querida: ninguém de fato se conhece plenamente. E de fato concordo, pois, somos simplesmente uma imagem de toda nossa história, tudo que vivemos, as pessoas que conhecemos, as que passaram, as que levaram uma parte de nós, as que deixaram uma parte de si e as que permanecem por algum motivo. Somos todos um misto de sentimentos e percepções, nossas e de outrem.

E este é um texto para hoje. Uma grande mistura de informações desalinhadas, para serem concatenadas em algum momento. No futuro, pois hoje é apenas isso. Apenas hoje.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Pílulas para matrix

 Matrix é um filme de 1999, que descreve um futuro distópico no qual a realidade, como percebida pela maioria dos humanos, é, na verdade, uma realidade simulada chamada "Matrix", criada por máquinas sencientes para subjugar a população humana, enquanto o calor e a atividade elétrica de seus corpos são usados ​​como fonte de energia. O cibercriminoso e programador de computador Neo aprende esta verdade e é atraído para uma rebelião contra as máquinas, que envolve outras pessoas que foram libertadas do "mundo dos sonhos".

No filme o personagem Neo encontra Morpheus  e esse dá-lhe uma escolha: manter-se na sua vida quotidiana e no seu mundo, ou saber finalmente o que é a Matrix. Neo aceita a segunda opção e toma um comprimido vermelho. 

Nessa alegoria a "pílula que leva ao mundo real", que tira do "mundo de fantasia". E por vezes isso acontece com todos nós. Fatos, ou conjuntos de fatos, nos trazem a realidade, nos tiram do mundo de fantasia em que, sem perceber, vivíamos. Claro, comigo não foi diferente. Contudo, não "tomei uma pílula" e sim várias. Parece que tenho uma caixa delas e cada vez tomo uma e me aproximo mais do mundo real, me distanciando do mundo utópico de outrora.

Assim como com todo mundo, a primeira pílula que tomei foi quando criança, ao escutar uma frase que, mesmo solta, me marcou: não se pode mais viver tranquilo nesse mundo. Primeira vez que ouvi essa frase, com cerca de quatro ou cinco anos, dita por alguém que para uma criança, deveria ser capaz de enfrentar tudo sem temer, meu pai.

Daí para frente, a "vida" foi cobrando seu preço e eu tomando as "pílulas da realidade": primeira briga, a morte de alguém próximo, decepções, amigos que não eram amigos, amores que não amavam, pessoas que se aproximam por interesse, etc.

Creio que os grandes pontos chaves, de "tomar o comprimido da realidade" se resumem a fragilidade da vida (morte, doença, etc), decepções/traições (amores, amigos, familiares, etc) e a "falta de humanidade da humanidade"(violência, de todo tipo). Talvez esse último possa ser melhor escrito como "falta de amor ao próximo", sendo esse próximo qualquer pessoa, ser vivo, material ou imaterial. E isto provoca o anterior também.

Talvez alguém esteja pensando porque escrever sobre isso agora. A resposta é tão simples quanto provável de já ter sido imaginada: "tomei um comprimido" há bem pouco tempo e não sei se é possível existir realidade maior do que a que sinto. Não foi um fato, mas um conjunto de fatos que somados a todos os anteriores, me jogaram em uma realidade que não consigo expressar ou explicar. E nesse momento, todos fatos, desde os mais antigos, parecem que me voltam a mente e de alguma forma passam a fazer mais sentido, como se intenções fossem mais claras e eu não as enxergasse. E não é nada ruim, pelo contrário. Muito do que percebi tira um grande peso de culpa, tanto minha quanto de outrem. Perceber que em determinadas situações não houve culpados: as pessoas sempre agem segundo as ferramentas que possuem: conhecimento, habilidades, percepções, índole, sentimentos, etc. Admiti os erros, mas não posso mudá-los. Me perdoo por eles e aprendo com eles. Quanto aos erros que não são meus, os admitidos estão perdoados, os demais provavelmente se repetirão, então aprendi a ficar alerta, para não me abalar com eles. Mesmo assim, o que passou foi perdoado. 

Espero sinceramente que este seja o penúltimo comprimido que tomei. Sim, penúltimo, pois o último é o do fim da vida.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Se puder, envelheça












“A pergunta é, que dia a gente fica velho? Não vem dizer que ‘aos poucos’, colega, faz 5 minutos que eu tinha 17 anos e fui-me embora de Brasília, pra mim meu primeiro show foi ontem, e hoje eu tô na fila preferencial pra embarcar no avião.

Tem um garoto dentro de mim que não foi avisado de que o tempo passou e tá louco pra ter um filho, e eu já tenho netos. Aconteceu de repente, o personagem do Kafka acordou incerto, eu acordei idoso, e olha que eu ando, corro, subo escadas e sonho como antes. Então o quê que mudou? Minha saúde e minha energia são as mesmas, então o quê que mudou? Bom, a única coisa que eu sei que mudou mesmo foi o tal do ego, a gente vai descobrindo que não é nada, e que não está com aquela bola toda que a gente achava que estava.

A gente vai sacando que não tem importância e que pouca coisa no mundo tem importância, isso primeiro frustra, depois vai dando alívio e liberdade. Então eu acho que descobri, é isso que muda, ficar velho é sacar a nossa própria ‘desimportância’ e ficar mais solto por isso. Então vou te falar uma coisa: Vale a pena! Se puder, envelheça”.

Oswaldo Montenegro

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Morrendo com uma música...

É possível alguém morrer por uma música? Identificar-se tanto com a letra, envolver-se tanto com a melodia que sente-se morrendo aos poucos?

Essa é a ideia apresentada pela música Killing Me Softly with His (Her) Song, uma canção de 1971 composta por Charles Fox e Norman Gimbel, inspirada no poema Killing Me Softly with His Blues de Lori Lieberman, que ela escreveu depois de ver Don McLean cantando a música "Empty Chairs".

A própria Lieberman foi a primeira a gravar a canção, em 1971, mas foi a versão de Roberta Flack, de 1973, que tornou a canção um sucesso, alcançando o número um na Billboard Hot 100 e ganhando três prêmios Grammy, incluindo o de canção do ano.

Embora muitos acreditem, Frank Sinatra nunca gravou esta música. Através de pesquisas na Internet podem ser encontrados várias ligações para esta suposta versão, que na verdade remetem à versão de Perry Como, que trago a seguir:






I heard she sang a good song, I heard she had a style
Ouvi dizer que ela cantou muito bem, ouvi dizer que ela tinha um estilo
And so I came to see her and listen for a while
Então vim vê-la e escutá-la por alguns instantes
And there she was this young girl, a stranger to my eyes
E lá estava ela, essa moça, desconhecida aos meus olhos

Strumming my pain with her fingers
Dedilhando minha dor com seus dedos
Singing my life with her words
Cantando minha vida com suas palavras
Killing me softly with her song
Matando-me suavemente com sua canção
Killing me softly with her song
Matando-me suavemente com sua canção
Telling my whole life with her words
Contando minha vida com suas palavras
Killing me softly with her song
Matando-me suavemente com sua canção

 


I felt all flushed with fever, embarrassed by the crowd
Eu me senti todo corado de febre, envergonhado pela multidão
I felt she found my letters and read each one out loud
Senti como se ela tivesse encontrado minhas cartas e as estivesse lendo em voz alta
I prayed that she would finish but she just kept right on
Orei para que ela terminasse, mas ela continuou

Strumming my pain with her fingers
Dedilhando minha dor com seus dedos
Singing my life with her words
Cantando minha vida com suas palavras
Killing me softly with her song
Matando-me suavemente com sua canção
Killing me softly with her song
Matando-me suavemente com sua canção
Telling my whole life with her words
Contando minha vida com suas palavras
Killing me softly with her song
Matando-me suavemente com sua canção

She sang as if she knew me in all my dark despair
Ela cantava como se me conhecesse em meu terrível desespero
And then she looked right through me as if I wasn't there
E então ela olhou através de mim como se eu não estivesse lá
But she was there, the stranger, singing clear and strong
Porém ela lá estava, a estranha, cantando claro e forte


Strumming my pain with her fingers
Dedilhando minha dor com seus dedos
Singing my life with her words
Cantando minha vida com suas palavras
Killing me softly with her song
Matando-me suavemente com sua canção
Killing me softly with her song
Matando-me suavemente com sua canção
Telling my whole life with her words
Contando minha vida com suas palavras
Killing me softly with her song
Matando-me suavemente com sua canção