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sábado, 24 de abril de 2021

Saudade

 Hoje abri essa página e olhei tantos textos inacabados e não publicados. Abri alguns e percebi que tiveram seu tempo, e hoje já não quero ou devo continuá-los por não ter sentido ou simplesmente por me sentir incapaz de fazê-lo.

Hoje acordei com saudade. Mas não aquela saudade nostálgica de outros tempos, de situações vividas ou pessoas que há muito não vejo. Apenas uma "saudade do não".

Saudade de momentos que não vivi, de situações que não passei, saudade daquilo que não conheço nem mesmo para sentir falta, desejo ou saudade. 

Saudade dos apertos de mão e abraços que não dei, sorrisos que não vi, dos olhares que não troquei, das palavras que não ouvi ou não falei, dos cheiros que não senti, do calor (ou frio) que não senti, dos risos que não dei e também dos que não ouvi, das lágrimas que não derramei e também das que não enxuguei, das sensações que não senti ou fiz sentir, da chuva que não me molhou e das vezes que o sol não me aqueceu, das palavras que não disse e tantas outras que não ouvi... Dos textos que não escrevi e tantos que não li. Das músicas que não ouvi...

O que fazer com tanta saudade do desconhecido? O que fazer quando parece que se sente falta de tudo o que é desconhecido e tão pontualmente daquilo que se conhece?

Certa vez uma amiga me disse que eu era uma "alma velha". Talvez ela tenha razão e eu tenha saudade de tempos que não vivi... Ou, segundo ela, vivi e estão em meu subconsciente. Será? 

Seja como for, dessa vez esse texto se completou, mesmo que com ideias em aberto...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Como nascem as doenças

 O texto que trago hoje me foi repassado e desconheço seu autor real. Mas creio ser uma ótima forma de reflexão, sobre o que passamos e transmitimos. Pequenos "traumas" que nos foram passados e que acabamos passando a frente, por ignorar o que é certo ou por puro "pré-conceito" que temos, dogmático e não raciocinado.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Um comentário

 Recebi outro dia, um comentário muito interessante em um de meus textos. Foi uma afirmação de que meu texto ajudou alguém que estava deprimido devido ao isolamento da pandemia que afetou diretamente seu trabalho.

É bom ver que algo que escrevi ajudou alguém, além de mim. Como já mencionei aqui, escrevo porque gosto, porque me faz bem. E tenho escrito tão pouco esse ano...

No começo comecei a escrever quase todos os dias. Passei a fazer relatos semanais e mantive assim por um bom tempo. O tempo foi ficando curto, espaços maiores foram surgindo, e esse ano mais ainda. Faltou-me tempo, organização (para ter tempo) e principalmente motivação. E isso me fez muito mal.

Porém, todas as ocasiões que recebo comentários, me sinto um pouco motivado a seguir, a voltar a escrever. E irei me reorganizar para tentar manter uma constância no próximo ano. Percebo que o maior número de comentários estão naqueles textos que destrincho letras de músicas. Tentarei escrever sobre músicas também. (E aceito sugestões).

Esse texto de hoje ficou com muitos assuntos juntos, mas o foco principal é você leitor. Agradecer por estar aqui, por ler um pouco do que escrevo, mesmo eu não tendo mantido meu compromisso com vocês. Contribua, comente, sinta-se a vontade. Infelizmente há muito ‘spam’ na rede, outros que são mal-educados mesmo, que para discordar ofendem não só a mim, mas outras pessoas também. Por isso, os comentários estão sujeitos a aprovação de publicação. Mas não se preocupe, publicarei assim que os ler. E caso queira apenas falar comigo, pode escrever também com a observação de "não publicar este comentário". Respeitarei seu pedido, e posso responder em uma publicação como esta também.

No mais, desejo a todos vocês que estão passando por aqui, um novo ano de paz e aprendizados. Saúde física e mental para enfrentar os problemas, as dificuldades e que nunca falte a fé para seguir seu caminho.

Um grande abraço e que Deus proteja a todos nós.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Feliz Natal

 Mais um Natal. Um Natal diferente, em um ano atípico. Nem todos poderemos passar com nossos entes queridos por segurança, nossa e deles. O mundo está em mais uma onda de pandemia de um vírus que se mostrou mais mortal do que se poderia imaginar. O que aprendemos com tudo isso que vem ocorrendo? Aprendemos a nos relacionar a distância, e assim encurtas as distâncias afetivas mesmo quando aumentaram as distâncias físicas. Aprendemos como somos frágeis. Nós, a raça humana, “a raça dominante”, percebemos que não somos nada perto de algo tão ínfimo quanto um vírus. Mesmo assim por vezes pensamos ser maiores, mais importantes, melhores que nosso próximo, nosso irmão.

Não, esse não é mais um Natal. Esse é o Natal. O Natal de termos esperança como em nenhum outro, de renovarmos nossas alegrias, mesmo à distância, mesmo que tenhamos perdido alguém querido, é uma ocasião de recordarmos o quanto essa pessoa nos fazia bem e celebrarmos para ela, por ela.

Para os cristãos celebra-se o nascimento do Salvador. Para os não crentes celebre a vida, a maior dádiva que nos foi presenteada.

Tenha um Natal de Paz e Esperança. A ti e toda família.                




Natal é o nascimento de Cristo. Ano Novo é o nascimento de uma nova esperança. 

Que o seu Natal seja brilhante de alegria e iluminado de amor!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Fim de mais um ano

 Mais um ano está terminando e, este não foi um ano qualquer. Foi bem atípico com toda situação de saúde, a questão pandêmica que estamos no mundo todo.

Aproximamo-nos mais das pessoas que vivem conosco e muitas vezes, com trabalho e outras atividades, passamos pouco tempo com elas. Aproximamo-nos de quem está longe, muitos descobriram novas formas de se comunicar, descobrimos novas formas de trabalhar, e um novo modo de viver. Por isso não foi um ano ruim. Foi atípico, mas de muito aprendizado.

Aprendemos a fragilidade da vida. Um vírus, algo ínfimo, que não possui nem uma célula, capaz de mudar o mundo. Por que nós, Homo sapiens sapiens, que nos denominamos assim: sabidos sabidos, não podemos mudar o mundo? Mudar a forma que lidamos com o meio ambiente a nossa volta, com as outras pessoas, com tudo e todos que compartilham o ambiente conosco. Usar a máxima de tratar outrem como gostaria de ser tratado.

Adotamos máscaras, e por ironia do destino, muitas "máscaras caíram". Cobrimos nossa face para evitar o contágio e, em simultâneo, descobrimos a "verdadeira face" de diversas pessoas, desde políticos a pessoas ao nosso redor. Mas nem tudo foi ruim. Se descobrimos a maldade ou indiferença de alguns, descobrimos a bondade escondida em outros. E isso me dá esperança.

Sim, tenho esperança de dias melhores. Por mais que em certas ocasiões, o que há de ruim fique mais notório, ainda há bondade no mundo, ainda há quem se preocupe com o próximo além de si mesmo. Que este número cresça, que não se perca a esperança de dias melhores, de um ano melhor, um ano de mais aprendizado, menos problemas.

Que Deus proteja a todos nós!

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Apenas hoje

 Hoje abri o ‘blog’ só pensando em escrever algo. Estranhamente, senti falta de alguns textos que acreditava ter publicado aqui. Talvez tenha ficado apenas em minha mente e nunca tenha de fato os escrito. De fato já não sei.

Percebi um grande hiato. Um texto em junho, outro em setembro e hoje escrevo este já em novembro. Infelizmente não tenho tido inspiração a escrever qualquer coisa, e percebo que isso é algo que já vem de um longo tempo. Infelizmente...

Escrever sempre me fez bem, me ajudou a pensar... Houve tempos que escrevia todo dia, até mais de uma vez ao dia. Houve tempo que separava ao menos um dia na semana para escrever. Agora, os pensamentos voam em minha mente, sem que eu organize em palavras. Tenho no rascunho quatro textos inacabados, que ficaram fora de ocasião, porque o tempo passou e já não faz tanto sentido em minha mente terminá-lo.

Penso que toda essa situação do mundo atual  (pandemia COVID19), mexeu mais comigo do que eu poderia imaginar. Descobri ter forças em situações que não imaginava, assim como descobri sentir mais do que sonhara em qualquer dia de minha vida.

Descobri pessoas, confirmei outras, me decepcionei com muitas e tudo isso faz parte do que sou, do que venho me tornando ao longo do tempo, e toda essa situação me mostrou com mais detalhes.

Sou um misto dos meus princípios básicos consolidados desde a infância (as coisas boas e ruins), tudo aquilo que sinto (mesmo que não entenda) e tudo o que as pessoas que realmente me conhecem pensam e sabem que sou. E por muitas vezes tento me convencer que sou o que essas pessoas "dizem que sou". Por quê? Como me disse certa vez uma pessoa sabia e querida: ninguém de fato se conhece plenamente. E de fato concordo, pois, somos simplesmente uma imagem de toda nossa história, tudo que vivemos, as pessoas que conhecemos, as que passaram, as que levaram uma parte de nós, as que deixaram uma parte de si e as que permanecem por algum motivo. Somos todos um misto de sentimentos e percepções, nossas e de outrem.

E este é um texto para hoje. Uma grande mistura de informações desalinhadas, para serem concatenadas em algum momento. No futuro, pois hoje é apenas isso. Apenas hoje.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Pílulas para matrix

 Matrix é um filme de 1999, que descreve um futuro distópico no qual a realidade, como percebida pela maioria dos humanos, é, na verdade, uma realidade simulada chamada "Matrix", criada por máquinas sencientes para subjugar a população humana, enquanto o calor e a atividade elétrica de seus corpos são usados ​​como fonte de energia. O cibercriminoso e programador de computador Neo aprende esta verdade e é atraído para uma rebelião contra as máquinas, que envolve outras pessoas que foram libertadas do "mundo dos sonhos".

No filme o personagem Neo encontra Morpheus  e esse dá-lhe uma escolha: manter-se na sua vida quotidiana e no seu mundo, ou saber finalmente o que é a Matrix. Neo aceita a segunda opção e toma um comprimido vermelho. 

Nessa alegoria a "pílula que leva ao mundo real", que tira do "mundo de fantasia". E por vezes isso acontece com todos nós. Fatos, ou conjuntos de fatos, nos trazem a realidade, nos tiram do mundo de fantasia em que, sem perceber, vivíamos. Claro, comigo não foi diferente. Contudo, não "tomei uma pílula" e sim várias. Parece que tenho uma caixa delas e cada vez tomo uma e me aproximo mais do mundo real, me distanciando do mundo utópico de outrora.

Assim como com todo mundo, a primeira pílula que tomei foi quando criança, ao escutar uma frase que, mesmo solta, me marcou: não se pode mais viver tranquilo nesse mundo. Primeira vez que ouvi essa frase, com cerca de quatro ou cinco anos, dita por alguém que para uma criança, deveria ser capaz de enfrentar tudo sem temer, meu pai.

Daí para frente, a "vida" foi cobrando seu preço e eu tomando as "pílulas da realidade": primeira briga, a morte de alguém próximo, decepções, amigos que não eram amigos, amores que não amavam, pessoas que se aproximam por interesse, etc.

Creio que os grandes pontos chaves, de "tomar o comprimido da realidade" se resumem a fragilidade da vida (morte, doença, etc), decepções/traições (amores, amigos, familiares, etc) e a "falta de humanidade da humanidade"(violência, de todo tipo). Talvez esse último possa ser melhor escrito como "falta de amor ao próximo", sendo esse próximo qualquer pessoa, ser vivo, material ou imaterial. E isto provoca o anterior também.

Talvez alguém esteja pensando porque escrever sobre isso agora. A resposta é tão simples quanto provável de já ter sido imaginada: "tomei um comprimido" há bem pouco tempo e não sei se é possível existir realidade maior do que a que sinto. Não foi um fato, mas um conjunto de fatos que somados a todos os anteriores, me jogaram em uma realidade que não consigo expressar ou explicar. E nesse momento, todos fatos, desde os mais antigos, parecem que me voltam a mente e de alguma forma passam a fazer mais sentido, como se intenções fossem mais claras e eu não as enxergasse. E não é nada ruim, pelo contrário. Muito do que percebi tira um grande peso de culpa, tanto minha quanto de outrem. Perceber que em determinadas situações não houve culpados: as pessoas sempre agem segundo as ferramentas que possuem: conhecimento, habilidades, percepções, índole, sentimentos, etc. Admiti os erros, mas não posso mudá-los. Me perdoo por eles e aprendo com eles. Quanto aos erros que não são meus, os admitidos estão perdoados, os demais provavelmente se repetirão, então aprendi a ficar alerta, para não me abalar com eles. Mesmo assim, o que passou foi perdoado. 

Espero sinceramente que este seja o penúltimo comprimido que tomei. Sim, penúltimo, pois o último é o do fim da vida.