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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou


Os dias em que Deus confirmou sua existência para 3,5 milhões de jovens do mundo inteiro

Quem não pôde participar da Jornada Mundial da Juventude e teve de se contentar com as análises da mídia perdeu aspectos fundamentais desse evento que movimentou o país. É bem verdade que as lentes das câmeras conseguiram alcançar pontos importantes e, muitas vezes, belos da Jornada, mas nenhuma delas foi capaz de atingir o coração da JMJ-Rio 2013. Não obstante o clima de festa ocasionado pelo encontro, o que, de fato, marcou a alma dos jovens foi muito mais que a sensação simplista de uma viagem, mas o toque concreto com todos os artigos da fé que compõem o corpo da Igreja que é o próprio Corpo de Cristo.

A começar pela chegada dos peregrinos ao Rio de Janeiro, o Brasil e as demais partes do planeta puderam experimentar a universalidade da Igreja, desde os alegres cantos africanos à acolhida fraternal do povo carioca. Cada bandeira hasteada na praia de Copacabana revelava a dimensão da Noiva de Cristo que a acolhia e a vigiava de braços abertos de cima do Corcovado. Uma cena que deixou a Cidade Maravilhosa ainda mais... maravilhosa. Dos confins do mundo, aonde chegaram os profetas missionários de outrora, vieram as novas gerações de adoradores do Senhor, cuja única missão, concedida pelo Santo Padre, é ir novamente pelo mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura.

O Rio de Janeiro que amargava tristes depredações e padecia sob um clima de guerra civil sem precedentes semanas atrás se convergiu num mar de pessoas que cantava louvores a Deus e pedia a intercessão da Mãe Aparecida. Imagem suficiente para arrancar lágrimas de policiais e sorrisos de bebês que, mesmo sem compreender concretamente o que lá acontecia, sabiam que era algo santo. O ódio dos protestos dos indignados foi afogado pela amor de Cristo. As profanações de meia-dúzia de coitados foram ofuscadas pela sacralidade de 3,5 milhões de batizados. De filhos do Altíssimo. De pessoas que, como pediu o Santo Padre na cerimônia de sua acolhida, botaram fé na verdade, no caminho e na vida que só se encontram em Jesus.

 
 
A Jornada Mundial da Juventude apresentou novamente às nações a pujança da Igreja e a sua capacidade de se renovar. Não, a Igreja não está morta. Pelo contrário, vive e se multiplica para além daqueles que profetizaram seu enterro e que, aliás, já estão enterrados. A história se repete e mais uma vez é a Igreja quem sai vitoriosa. Se em Madrid foram dias em que Deus parecia existir, como confessou o jornalista agnóstico Vargas Llosa, no Rio foram dias em que Ele confirmou sua existência. Diferente do que se viu dias atrás, dessa vez os jovens não saíram às ruas para depredar, mas para construir. E construir em cima da Rocha. E por isso gritavam: Esta é a juventude do Papa! Melhor, dos Papas. De Bento e de Francisco, pois a única ruptura proposta por eles é a ruptura com o pecado, não com a fé de dois mil anos como sugerem alguns teólogos mal intencionados por aí.

Os cantos que tomaram as ruas do Rio de Janeiro ainda encontrarão eco em muitos corações. Naquela praia, onde se celebrou a Missa de envio dos peregrinos, novamente exortou Jesus pela boca do Santo Padre: "Ide pelo mundo e fazei discípulos de todas as nações". E neste momento, em que muitos jovens ainda se encontram em ônibus ou aviões voltando para suas casas, também a cruz de Cristo vai com eles para indicar o caminho da Luz da Fé, a única capaz de conduzir o homem para a salvação eterna, onde as portas do inferno não prevalecerão.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Um novo tempo...

Um novo tempo se avizinha. 

Depois subidas, descidas, desertos, vales, ventos e brisas, uma mudança era necessária. Mas não era simples, não era possível apenas alterar palavras e sim que as palavras certas fossem ditas sem mais rodeios. E a frase que outrora repousava oculta, e que tanto parecia perturbar finalmente foi revelada, e o peso que parecia querer ruir o mundo ao meio, finalmente aliviado.

Um novo tempo se aproxima, quebrando o ciclo que se repetia, relato após relato. Fica a gratidão pela dica e as palavras outrora sepultadas, agora descansam tranquilas no lugar que elas fazem parte.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

JMJ 2013

Aguardei o término da Jornada Mundial da Juventude desse ano terminar para comentar os acontecimentos.

Não tenho como dizer nada diferente de que foi um sucesso. A participação dos fiéis foi incrível, não houve nenhuma confusão, melhorou e muito a imagem da Igreja diante dos olhos do povo, crente ou não.

O Papa cativou a todos, católicos ou não. Foi conciso em seus discursos, direto, abordando os temas atuais que interessam a juventude. Nas entrevistas mostrou sua visão, que é a visão da Igreja, não se distanciando nem por um momento do que sempre foi passado pelos papas anteriores.

Fiquei contente vendo pessoas não-católicas elogiando o Papa, mas por outro lado fico triste vendo que ao exaltar Francisco, criticam Bento XVI. Bento XVI teve um papado irreparável, seguindo todos os preceitos da Igreja, da forma mais introspectiva e acadêmica dele. Ao contrário de Francisco que fora arcebispo, com contato direto com o povo por longos anos, Bento XVI era cardeal no Vaticano envolvido com os tramites internos e etc. Hábitos diferentes apenas. Se Francisco age diferente, ainda que, ao menos por enquanto, dentro do "permitido", Bento XVI nunca agiu errado. Quem o quiser conhecer de verdade leia seus livros, que saberá muito do que ele pensa.

Outro fato triste foi a manifestação daquelas mulheres desocupadas e despidas que quebraram uma imagem de Nossa Senhora... A igreja nunca agrediu ninguém por seu gosto. Se não acredita não siga a religião, mas não critique.

No fim criou-se uma perspectiva muito legal sobre o futuro da Igreja. Alguns vão se decepcionar por esperarem demais por coisas que não acontecerão. Mas muitos ficarão felizes por mudanças que não ocorrerão também.

Vamos aguardar. E que Deus nos abençoe e guarde.

Ventos

Os ventos que sopravam, ainda sopram em meu rosto. Deixei o deserto que caminhava, e por entre vales ensolarados repletos de frutíferas, construí minha morada.

Os ventos ainda sopram em meu rosto.

Deve ser algum defeito em minha sensação. Sinto o leve frescor do vale, e o morno vento do deserto... Esse vale pode ser melhor do que o nunca alcançado oásis.

Mas os ventos ainda sopram em meu rosto.

Talvez nunca deixem de soprar... Talvez me martirize eternamente com esses ventos mornos que antes impulsionavam em busca do oásis prometido. Talvez me martirize eternamente nessa dúbia sensação: a brisa fresca e segura dos vales, e o cálido vento do deserto...

Não deixarei o vale... mas sempre sentirei o vento que sopra.

domingo, 21 de julho de 2013

Especial

O texto de hoje é especialmente especial. Nessa mesma hora há um ano atrás, um novo e importante ciclo começou, junto a alguém mais que especial e importante. Uma benção em minha vida, sem dúvida alguma.

Lembro com muito carinho daquele dia, que passou tão rápido que nem percebi. Horas antes assistia 24 horas no computador, não pensando no momento que se aproximava. Me arrumei fui para igreja, e logo ao chegar fiquei alegre de rever velhos amigos que há muito não via. A hora se aproximava e ao contrário do que eu pensava, não ficava mais nervoso e sim mais calmo, cada vez mais calmo. Calmo a ponto de após começar a caminhar na entrada mal ouvia a música a minha volta. De fato não lembro de ter ouvido uma música sequer na cerimonia, mesmo sabendo que estava sendo tocada.

Recebê-la no altar  foi algo inexpressável. Dali ao fim da cerimonia tudo que ouvi foram as palavras do diácono e dela, nada mais.

Passou rápido... Como eu gostaria de ser convidado para aquela "recepção"! Entre fotos e cumprimentar convidados quase não aproveitamos. Mas foi um momento bom para todos que lá estiveram. Não estiveram todos que gostaríamos, mas os que não estavam fisicamente estavam em nossas mentes e coração.

No decorrer desse ano, passamos por importantes aprendizados um sobre o outro e sobre nós mesmos, sempre com muito amor, paciência e zelo, seguindo os conselhos de meus "cumpadres".

Agradeço a Deus por me permitir completar esse ano, agradeço por ela, e peço que nos continue abençoando.

Obrigado, minha amada. Mesmo que nem todos os momentos tenham sido como "nossos sonhos", foram maravilhosos, foram reais, e no fim se tornaram melhores que qualquer sonho.

Se me faltou sabedoria nesse texto ou ao longo desse ano, amor não faltou, mesmo que de um jeito "bobinho" de ser.

Esse texto, simples, é dedicado a quem tornou possível eu poder dizer: apesar de todos os percalços da vida, sou feliz, estou feliz.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Rebeldia na Igreja

Retorno hoje a escrever depois de um longo tempo, no qual tirei umas férias e me desliguei um pouco do mundo que me cercava. Retornando às minhas atividades essa semana, quero retornar aqui expressando minha opinião sobre uma matéria que apesar de ter sido divulgada há meses no site Terra, apenas hoje me dei ao trabalho de ler.


http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/padres-rebeldes-dizem-que-sem-reformas-a-igreja-perdera-fieis,7f7165993090e310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

No texto diz que alguns clérigos resolveram se rebelar, "agir por conta própria" sem seguir os preceitos católicos, e além disso alertam que se a Igreja Católica não se "modernizar" perderá fiéis.

Creio que já tenha escrito essa frase aqui antes, se não o fiz, fá-lo agora: Se não concorda com a regra do jogo, não jogue. Se você diz gostar de futebol, mas quer jogar com as mãos, jogue handebol. A igreja tem seus preceitos que devem ser seguidos, tem seus dogmas que devem ser respeitados. Se eu ajo sempre corretamente? Não, de forma nenhuma, mas não por rebeldia, mas por pura incapacidade de fazê-lo. Sou falho, sou pecador, por isso erro em alguns pontos, mas minha fé sabe o que é certo, porque creio.

Não creio que a Igreja precise mudar para angariar mais fiéis. Deixe essa luta por fiéis para seitas e pseudo-religiões que emergem por aí, cujos objetivos são outros. Quanto ao fiéis que "se perderem", ou aqueles que dizem que a Igreja precisa mudar, porque suas vidas estão cada vez mais distantes do que a Igreja prega ser o certo, pensem bem: o mundo não gira ao redor de vocês, o mundo não deve se adaptar ao que é mais prazeroso, mais agradável. O que deve ser mudado é o que está errado, não o que não nos é agradável.

Façam rebeldia, manifestem-se contra falta de saúde, educação, segurança, contra o roubo. Se alei de Deus não os agrada, se não querem segui-la... Sigam suas vidas como bem entenderem sem prejudicar ninguém. Quando estivermos na presença de Deus, ele julgará quem está certo.

Eu escolhi meu caminho, se não gosta dele, siga outro e busque o que crês ser certo.

O caminho é longo, difícil, e a porta é estreita. Muitos quererão mas poucos passarão. A porta larga é destinada a quem quiser sair, a quem acha mais fácil, a quem acha mais comodo. É muito fácil querer adaptar a religião à sua vida, moldá-la para que seu modo de viver pareça perfeito "diante dos olhos da religião". O oposto é muito mais difícil, nos faz abrir mão do que parece ser mais fácil, mais agradável.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Convivencias

Não apenas vivemos, mas convivemos. E o fato da vida ser uma composição eterna de convivências, nos faz "conhecer" muitas pessoas. Seja o motorista que guia o ônibus para seu trabalho, o trocador, aquela pessoa que também pegou o ônibus, a outra que sentou a teu lado. Temos diariamente uma infinidade de contatos pessoais, na maioria esmagadora dos casos nem trocamos uma palavra sequer com essas pessoas. Mas de certa forma, a existência delas ali contribui para seu dia a dia, até mesmo para que sejas feliz.

Não é nenhum exagero. Pegarei o caso do ônibus que você pega para chegar a seu local de trabalho. Tirando o óbvio da importância de quem dirige  (já que os trocadores estão sendo eliminados pouco a pouco aumentando o caos no transporte), já imaginou se não tivessem outros passageiros? Se tivessem menos passageiro, teriam menos ônibus, e talvez você tivesse que sair mais cedo para pegar seu ônibus. Sem outro passageiro alem de você, não teria ônibus, você teria que pagar táxi, ir de carro ou de outra forma. O mesmo pensamento é válido para várias atividades do seu dia-a-dia.

Gostaria de fazer com esse texto um convite a valorizar e respeitar mais as pessoas, inclusive aquelas que você nem conhece, e até mesmo aquelas que você nem chegará a saber da existência. Toda e cada uma delas são parte importante para que você tenha uma vida tranquila. 

Valorizando as pessoas podemos construir um mundo melhor. Difícil? Sim, mas não impossível. Não podemos mudar o passado, mas com certeza, se a gente quiser poderemos mudar nosso futuro.