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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

É Natal...

Natal.

Uma vez mais, é Natal. E a que Natal chegamos?

Ao natal de comidas, bebidas, presentes? Ao Natal de estarmos em família, comemorando, celebrando? Você tem o poder de decidir qual Natal você quer para você, para sua família e amigos.

Faça do Natal uma verdadeira ode a vida. Celebre a vida que você tem, agradeça por ela, agradeça pela vida das pessoas que estão contigo. Lembre-se da origem do Natal, que é celebrar o nascimento de Jesus. Independente de qual é sua religião e até mesmo se você não tem religião, deve admitir que Ele foi o cara. Nasceu pobre, mas isso não o impediu de seguir e lutar por seus ideais, pelo que era certo. Reuniu junto a si não grandes chefes, nem poderosos, e sim pescadores, trabalhadores braçais, pobres, doentes, marginalizados, pecadores ao olhos da sociedade da época. Sem fazer nenhuma revolução, revolucionou o mundo a ponto de incomodar os poderosos da época, que fizeram de tudo e não descansaram até vê-lo morto. Mal sabiam que o matando, tornaram sua presença ainda maior.

Jesus Cristo foi tão representativo na história, que até hoje influencia a vida das pessoas a ponto de até aqueles que não creem nele, param tudo quando é época de Páscoa, recordando sua morte e ressurreição, e agora, uma vez mais, para "celebrar seu nascimento", comemorar seu aniversário.

Em homenagem a esse dia especial e também ao humorista Bolanos que morreu esse ano, um vídeo de Natal de seu personagem mais famoso, deixando uma bela mensagem. Simples e pura, como era seu humor.


Desejo a vocês um Natal iluminado e de muita paz.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Nova ortografia? Por quê?

Compartilho com vocês hoje um texto enviado por um grande amigo, cujo autor eu desconheço. Caso alguém saiba por favor me informe para que eu possa dar o devido crédito.

O texto fala da questionável reforma ortográfica que tivemos em nossa língua portuguesa... Ainda me questiono por que a tivemos? Antes de minha opinião o texto:


Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.

De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.

Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.

São muitos anos de convívio.

Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.

Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora:  - não te esqueças de mim!

Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.

E agora as palavras já nem parecem as mesmas.

O que é ser proativo?

Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.

Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes.

É uma união de facto, e  para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.

Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa (^^^) chapéu.

E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos  janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.

Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos.

Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.

Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.


Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.

Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA ...? ! ? ! ?
 

Os ingleses não o fizeram, os franceses desde 1700 que não mexem na sua língua e porquê nós?

 Ou atão deichemos que os 35 por cento de anal fabetos  fassão com que a nova ortografia imponha se bué depréça !

No fim respondo minha pergunta: é mais fácil alterar a ortografia para todos os lusofônicos do que garantir que todos saibam-na corretamente.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Os sete sem razão...

Loucura, falta de razão... Até onde consegue ir a insanidade das palavras, dos atos, das ações, dos pensamentos... Não há limite para o que possa ser ou deixar de sê-lo. Não o sou, nunca o fui, mas talvez um dia ainda o seja.

A gula, a fome de coisas materiais, que inflam o corpo, entorpecem o cérebro e destroem a alma. Tão fraca,tão servil sem serventia. Não me anima essas coisas, não me seduz, não me faz inveja. Ah! Inveja... Inveja de quem consegue levar sua vida sem se preocupar, sem saber do que se passa e sem passar da alegria a tristeza em um piscar de olhos. Inveja das conquistas que eu mesmo tive, inveja de quem age sem culpa. Pena de quem vive assim.

Quereria uma vida assim, sustentada e tranquila, sem medos nem devaneios, sem loucuras ou "sensatezas", apenas uma vida vivida. Ah! Se a tivesse, avaro seria, e essa então seria minha única avareza. Ou seria avareza cuidar e zelar pelo que é seu? Melhor não, porque me orgulho do que tenho, do que conquistei, nem tanto do que fiz ou faço, alguns erros, alguns em falso passos. Aqui dentro da mente e fora dela também. Erros conscientes, erros coniventes. Não me orgulho disso, nem de nada mais.

Pensando em tantos erros, a ira me sobe a mente, mas com ninguém além de mim. Olho ao redor, e tudo que vejo é uma luxúria desenfreada, uma luxúria sem luxo e depravada. Nas ruas, nas casas, no meio de quem deveria nos defender, quem deveria governar nosso país, estado, cidade. Mais que luxúria, a palavra certa seria "putaria" mesmo, pois a luxúria em sua origem já invadiu nossas casas pelas telas: Tvs, computadores e afins. Quem busca encontra, quem não busca também.

Perdoe-me Deus, perdoe-me. Por tanta sandice, e insanidade, por tanta entrega sem razão e resistência sem sentido. Só me resta vencer a preguiça de mudar, de ser o que sou, mas não como sou e sim como seria se simplesmente fosse.

Do fundo do ser e de qualquer pensamento que jaz por ter. Enquanto durar a chama crepitante do ser.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

É tempo do advento...

Mais um ano passa em uma velocidade difícil de acompanhar e mais uma vez chegamos ao Tempo do Advento, que são as quatro semanas que antecedem o Natal.

Tempo de reflexão, tempo de meditação, tempo de olharmos para dentro de nós e pensarmos de que forma chegaremos a mais um Natal. Melhor que no ano anterior? Igual? Pior?

Vamos deixar um pouco de lado todo esse clima consumista e glutão que embutem à festa natalina, com esse pensamento de presentes, ceia etc. Não entremos também por enquanto na parte religiosa, da celebração do nascimento de Cristo, nos concentremos em nós, como chegaremos a esse próximo Natal, em estado de espírito, humor, vida.

Há quem faça promessas nessa época, prometem fazer mais, se chatear menos e chatear menos aos outros, alguns prometem trabalhar mais, trabalhar menos, ou simplesmente trabalhar. Viver mais, não apenas manter-se vivo. Tantas promessas que se perdem ao longo do tempo, que às vezes nos entristecemos de perceber que pouco fizemos do tanto que queríamos.

Porém, o que quero hoje é que você olhe com carinho tudo que aconteceu contigo nesses meses, desde o último Natal até hoje. Lembre dos momentos bons, dos tristes, dos seus erros, seus acertos, dos bons pensamentos, dos ruins. Avalie, pense e perceba que tanta coisa aconteceu e você nem percebeu, tantas vitórias, derrotas... Sim, as derrotas fazem parte da vida, mas ao lembrar de cada queda, lembre também que você foi capaz de levantar, e a nova cicatriz que ganhou te ajudará nas batalhas futuras.

Gaste alguns minutos de seu dia para fazer essa reflexão. De hoje até a noite de Natal você tem ainda cerca de 21 dias para se preparar e chegar de coração limpo a esse dia especial. Aproveite esses dias e coloque de lado todo sentimento de mágoa, rancor, raiva, todo sentimento que te faz mal. Se o mundo não é o melhor para você, seja o melhor para o mundo e para as pessoas a seu redor, faça sua parte, pois semeando o bem, você colherá o bem. Tem feito isso e não tem visto resultado? Lembre-se que as grandes árvores que duram séculos e suportam grandes tempestades, possuem grandes raízes que demoram a se formar.

É advento, um novo tempo se avizinha, e as bençãos chegarão ao tempo certo para quem se manter aberto para elas, para quem não desistir de buscar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

De volta...

Normalmente não costumo escrever sobre coisas que fiz, fatos de minha vida. Mas esse foi um daqueles momentos que merecem ser registrados e compartilhados com meus poucos leitores, por ser um momento de retorno. E nesse caso um duplo retorno.

Depois de quase vinte anos, fui no último sábado ao Maracanã assistir um jogo. Sim, cerca de vinte anos que não entrava no estádio em dia de jogo, mesmo tendo morado a poucos metros durante grande parte de minha vida. Para ser sincero, entrei mais vezes no estádio sem jogo do que em dia de jogos. Em parte "culpa" de meu time de coração, que por ter um estádio, praticamente não joga no Maracanã, apenas os chamados clássicos, que são jogos em geral perigosos.

Aproveitando que meu time jogou no Maracanã no último sábado contra um time "pequeno" do Ceará, fui ver o jogo. Achei uma iniciativa interessante da diretoria do clube para atrair um grande público para apoiar o time nesse momento de retorno a um lugar que nunca deveria ter deixado a elite do futebol brasileiro. Não entrarei no mérito do jogo em si, péssima atuação, mas conquistou o ponto que precisava. 

Foi bom retornar a arquibancada, agora para sentar em confortáveis assentos e não mais no cimento quente, que tinha um odor misto de urina e cerveja ao sol. A organização no estádio, com pessoas orientando, pontos de venda de bebidas e alimentos, banheiros em boas condições. Realmente foi um impacto grande para quem tinha ido antes das primeiras reformas ainda para o Mundial de clubes de 2000.

A emoção de estar no meio da torcida só se comparava com o sorriso e risos de minha amada diante das manifestações exaltadas dos torcedores diante das "perebagens" dos jogadores.

Foi um dia de voltas: minha volta ao maracanã e a volta de meu amado clube à série A. Fiz meu papel e mantive minha escrita: nunca vi uma derrota de meu time no estádio, seja no Maracanã ou em São Januário. E com esse empate voltamos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Internet

A internet, assim como toda criação humana, possui um lado bom, mas também pode ser usada para o mal; temos desde o rápido acesso a informações e desenvolvimento tecnológico até o controle remoto de máquinas de guerra e a invasão de sistemas de outros.

Talvez eu seja uma das últimas senão a última geração que cresceu sem internet. Meu contato com a internet foi bem tardio se compararmos com os dias atuais. A primeira vez que acessei deve ter sido quando fazia curso técnico, mas sem frequência alguma nisso, apenas um contato superficial. Tive maior contato quando comecei a estagiar, isso lá pelos anos de 2001. Esse mundo da "grande rede"me permitiu conhecer muitas pessoas de várias partes e tipos: pessoas boas, outras nem tanto. Pude conhecer coisas que provavelmente levaria anos e muita pesquisa para saber. No fim, tive contato com o lado bom e ruim disso tudo, mas com certeza o saldo foi positivo, foi através desse mundo que conheci quem amo e com ela pude manter contato.

No entanto, parafraseando um dito popular, nem tudo são flores. Se a internet permite nos aproximarmos de quem está longe, ela também está afastando quem está perto. Com o advento da internet móvel, isso tem ficado mais evidente em todos os lugares por onde passo. Nas ruas, pessoas caminham sem olhar para onde vão, lendo e digitando nas telas de seus Smartfones, que no fim só é smart para seus fabricantes que lançam modelos diariamente para substituirmos os descartáveis e rapidamente ultrapassados equipamentos. Nos ônibus, trens, metros, e até quem dirige, todos concentrados em seus mundos particulares, confinados em suas telinhas (ou telões). No trabalho, salas de aulas, teatros, cinemas, shoppings, onde quer que estejamos podemos ver centenas de pessoas entretidas em suas redes sociais, "whatsapp", e afins, como se nada nem ninguém houvesse ao redor. E o pior de tudo dentro dos lares.

Dentro dos lares, as pessoas já não conversam, já não dedicam seu tempo livre para estarem juntos; perdem a maior parte de seu tempo enfurnados nesse mundo artificial. Pequenas coisas do dia-a-dia são deixadas de lado: pais já não veem como seus filhos estão na escola, pois ambos (pais e filhos) ficam em seus mundos paralelos dos Smartfones e computadores. Os esposos não conversam quase, não se ouvem, não sentam juntos no sofá apreciando um bom filme e por vezes até os momentos íntimos são trocados por esse agora abominável mundo irreal. Difícil acreditar? Reparem bem, observem o dia-a-dia a seu redor, inclusive o seu. Muito disso pode estar acontecendo e você nem percebe.

Talvez você que tem a minha idade ou mais, tenha tido a experiencia do olho no olho, do contato humano, as tardes de trabalho em grupo na casa de colegas ou mesmo na biblioteca da escola. Somos felizardos, porque o que tenho visto é que caminhamos para um tempo em que o "olho no olho" vai ser coisa do passado, todos viveram conectados, cada um em sua parte, conversando por seus aparelhos. Por que não? É mais fácil, mais prático, melhor para os tímidos, tão melhor que a introspecção vai se multiplicar. Na internet ninguém é tímido, ninguém tem medo do contato, ninguém tem medo de não saber o que falar (pois apaga o que escreveu errado antes de enviar), e também ninguém é feio, ninguém é ruim. O contato humano que nos molda está sendo substituído pelo contato via rede. Até onde isso será prejudicial? Não sei.

Tenho medo. Sim, tenho muito medo, pois se nós que tivemos uma época pré-computador, sem nada disso, estamos sendo afetados, imagina as novas gerações que nasceram já imersas no mundo da internet. Temo por nosso mundo, nossas famílias, nossas vidas. Entregues e expostas na "grande rede". Cada vez mais vulneráveis, cada vez mais perto de quem está longe, e cada vez mais longe de quem está perto.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Games

Apesar de nunca ter sido nenhum viciado, sempre gostei de jogos eletrônicos. Sou da época em que se saia da escola e ia até o bar/padaria/doceria para jogar fliperama. Nada melhor do que zerar o jogo e colocar suas iniciais na tela, para fazer seus amigos babarem de inveja. Não, nunca fui fera nisso, nem colocava meu nome no hall da fama dos fliperamas, mas gostava de jogar com aqueles que chamava de amigos.

Sempre fui um atrasado tecnologicamente em matéria de games, e não me envergonho disso. Quando todos meus colegas já tinham seus nintendinhos ou o brasileiríssimo "Phantom", eu estava ganhando meu velho Atari, que claro não era ATARI, e sim um Dactar. Me divertia por horas com os cartuchos multijogos (4, 16, 32). Por horas mas não todo dia, geralmente dia sim, dia não. E estava feliz assim. Quando todos já tinham seus playstations, NeoGeo e similares, alguns já começavam a ter seus consoles de 64 bits ou já jogavam em PC, eu ganhei meu 16 bits: Mega Drive. Iniciei minha paixão por jogos de esportes: futebol, basquete, corrida, jogos olímpicos etc. Claro que tinha alguns RPG, Sonic (ter um console Sega e não jogar sonic era como ter um Snes e não jogar Mario). Levei também um pouco do gosto do Fliperama para lá com jogos de luta. Lembro que o primeiro jogo de luta que joguei no MD foi MK3, por causa de uma promoção na época que ganhei o Mega Drive. Você enviava uma carta para a TecToy (que produzia o console) e eles te mandavam o Mortal Kombat 3. Não acreditei nisso, mas mandei a carta e sim, eles enviaram o jogo.

Junto com o Mega Drive entrei no mundo de códigos secretos que bombavam em revistas, jornais e entre colegas. Segredos do jogo que os programadores colocavam e que facilitavam a vida dos jogadores (como dar um fatality com um botão) ou liberavam partes diferentes do jogo (o juiz cachorro no SuperStarSoccer).

Já na faculdade, deixei um pouco os consoles de lado, e com o tempo fui me adaptando aos jogos de Dos e windows no 386 de terceira mão que ganhei. Anos depois, comprei com o dinheiro que guardara do tempo de estágio um PC que pudesse rodar os programas que me ajudariam a estudar (EWB, MatLab, Maple, CAD etc), e que também me possibilitaram voltar no tempo, com os emuladores de fliperama, de atari, e também de jogar consoles que nunca tive. Claro, sem deixar de lado minhas duas paixões: jogos de corrida e de esportes.

Já burro velho, trabalhando e casado, no auge dos consoles de nova geração (X-one e Play 4), comprei um console de geração anterior (Xbox360), para distrair a mente nas horas vagas.

Você deve estar se perguntando porque estou escrevendo essa história chata que a ninguém interessa. Há um motivo por trás disso e contarei a você que teve a paciência de acompanhar até aqui. Sou da geração que começou a ter contato com essas coisas, e talvez uma das últimas que teve uma vida de verdade. Joguei jogos eletrônicos, gostava e ainda gosto, mas joguei muito mais jogos de tabuleiro, brinquei ao ar livre, em parquinhos na praça, joguei bola, pisei na grama, em areia suja. Caía, fazia careta para por mertiolate, mercúrio cromo ou iodo e voltava a brincar.

Na escola, corria o recreio inteiro, jogava bola na educação física, voltava para casa suado quando não sujo. Mas eu vivi, me diverti, e hoje me arrependo apenas de não ter suado ainda mais, me sujado ainda mais, caído e levantado mais. Tenho pena de nosso jovens com suas caras enfiadas sempre nas telas da TV, computador, celulares. Jovens e crianças que não sabem o que é viver fora de seus Smartfones, tablets, computadores. E quando deixam seus equipamentos, sentam-se na frente da Tv, como zumbis guiados pelas telas.

A vida não é um jogo eletrônico, em que quando se perde, pode-se apertar o "start" e voltar ao começo. A vida precisa ser vivida e cada dia não tem volta. Não tem nenhum "save" que possa fazer você voltar ao momento anterior do seu erro, nem nenhum "cheat" que torne as coisas mais fáceis para você. Ela precisa ser vivida a cada dia. No "jogo da vida" só se tem "uma vida" e o "game over" é eterno. E pelo que vejo no mundo, fome, violência e juventude manipulada e perdida em suas telas, já nos deram "GAME OVER"... O jogo realmente já acabou. Para sempre.